Paes diz ao TSE que Garotinho manipulou eleição e pede para manter votos

Como a candidatura de Garotinho não foi impugnada e ele teve autorização para concorrer, agora seus votos devem ser mantidos, afirma Paes.
Depois do resultado das urnas de domingo, Garotinho desistiu de recorrer contra o indeferimento da sua candidatura.
"Impugna-se aqui o uso estratégico da desistência para decidir, depois de conhecido o voto, se haverá ou não segundo turno", diz o documento.
"Parte-se da seguinte premissa: a eleição para o cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro envolve um dos maiores colégios eleitorais do país, de modo que a apuração e a destinação dos votos não podem ficar sujeitas à conveniência individual de qualquer dos candidatos."
No documento, Paes afirma que Garotinho participou do processo eleitoral com todas as prerrogativas de um candidato, recebeu recursos públicos de campanha, ocupou o horário eleitoral gratuito, participou de debates, teve o nome e o número na urna e recebeu a devida votação como candidato.
"Encerrada a apuração, e verificado que os seus votos haviam impedido a definição da disputa em primeiro turno, desistiu do recurso com o deliberado objetivo de suprimir a votação que recebeu do cômputo geral de votos e, com isso, viabilizar a vitória em primeiro turno do candidato Douglas Ruas."
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