Daily MaverickSPOTLIGHT: Mpox vaccine stock ‘will be deployed as needed’ as cases climb to 26The Jerusalem PostEisenkot: Netanyahu lacks majority, opposition bloc will repeal laws that ‘threaten democracy'Inquirer EntertainmentKatrina Johnson nixes idea of Miss International ‘archetype’Bollywood HungamaKartik Aaryan to headline Vivek Agnihotri’s Operation Sindoor? Here’s what we know!ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFColliderMatt Damon Officially Joins 'The Gilded Age' for Season 4VarietyJames Wan and Jason Blum Unveil New Company Name: Blumhouse AtomicRolling StoneCan Dems Actually Win the Senate? Here’s a State-by-State GuideThe Hollywood ReporterJason Blum and James Wan Rename Their CompanyDeadlineNetflix Orders ‘Prep’ YA Series Based On Book From ‘One Day’ EP Nicole Taylor & Gloria Sanchez Prods.BillboardAriana Grande Gives Another Peek at Her New Bob & Shares PDA Moments With Ricky AlvarezBusiness AMEuropa gaat winter in met laagste gasreserves in meer dan tien jaar
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, November 3, 2026

Este café custa R$ 1 mil por xícara e deve ser tomado puro e sem pressa

Translate

Com notas de bergamota, tangerina e pétala de rosa sobre um fundo de frutas escuras, o gesha que a torrefação Sey passou a servir no Brooklyn, em Nova York, deve ser tomado puro, com o paladar limpo e sem pressa. A recomendação vem de Doug Cohen, diretor de estratégia de marca da casa, que explicou ao site americano Eater que o perfil da bebida muda conforme ela esfria. O cuidado acompanha o preço, já que cada xícara corresponde a mais de US$ 200 (cerca de R$ 1 mil) em grãos.

O café é o lote número um do leilão privado de 2026 da Finca Sophia, fazenda nas terras altas de Chiriquí, no Panamá. A Sey arrematou neste ano os sete quilos do gesha lavado por US$ 44.275 (aproximadamente R$ 221 mil), o equivalente a US$ 6.325 por quilo. Trata-se também do lote de maior altitude da propriedade, cultivado a até 2.200 metros em florestas nubladas, onde o clima frio desacelera a maturação dos frutos.

Fora dos eventos, o gesha é vendido por grama no site da marca e preparado na cafeteria de Bushwick, além de dois endereços parceiros, o Motors, em Paris, e o Play, em Laguna Beach, na Califórnia.

Seis cafés por degustação

O lançamento ganhou formato de turnê. A World Coffee Tour começou em 17 de outubro em Los Angeles, passou por San Francisco no dia seguinte e segue por Nova York, Londres, Paris, Xangai, Seul e outras cidades, com ingressos vendidos pela plataforma Tock. As primeiras sessões na Califórnia foram conduzidas por Lance Hedrick, diretor de pesquisa e educação da Sey, que soma 450 mil seguidores no YouTube.

Em cada parada, o lote da Finca Sophia divide a mesa com outros cinco cafés raros do Panamá, da Etiópia e do Equador, entre eles Alo Village, Los Cenizos e Finca Soledad. Segundo Cohen, o Panamá interessa à marca justamente por reunir qualidade excepcional e preços altíssimos, e a compra serve para observar como o consumidor reage a um café nesse patamar.

Parceria antiga com a fazenda

Frutos de café em secagem; a Sey compra microlotes de produtores e cooperativas de vários países e não mantém blends fixos no cardápio (Reprodução/Instagram)

Fundada em 2008 perto de Nueva Suiza, na região de Volcán, a Finca Sophia já fornecia grãos à Sey havia alguns anos. Cohen conta que a decisão de comprar o lote surgiu quando o gerente-geral da fazenda relatou uma queda de cerca de 95% na produção. A aquisição foi uma forma de apoiar o produtor em um ano ruim e, ao mesmo tempo, ampliar o que a empresa chama de experiências elevadas de café.

O executivo atribui a valorização a uma mudança recente na forma como a bebida é vista. Por muito tempo tratado como commodity, o café ganhou um público mais curioso antes e logo depois da pandemia, que passou a estudar o assunto em canais do YouTube, servidores do Discord e fóruns online.

Do loft ao Grattan Street

A Sey nasceu como Lofted Coffee, operando no loft dos fundadores em Bushwick, e adotou o nome atual em 2017, quando se mudou para o endereço na Grattan Street. A Food & Wine elegeu a casa como a melhor cafeteria dos Estados Unidos. A empresa não trabalha com blends fixos no cardápio e garimpa microlotes de produtores e cooperativas pelo mundo, alguns esgotados em poucas horas.

A operação também chama atenção pela política de pessoal, uma vez que a Sey aboliu as gorjetas e paga a seus funcionários mais de 80% acima do salário mínimo por hora de Nova York. Baristas em tempo integral podem chegar a US$ 31 (cerca de R$ 155) por hora, com benefícios e participação na receita da cafeteria.

O lote panamenho se soma a outros movimentos que aproximam o café da alta gastronomia nos Estados Unidos. Em Nova York, a Driftaway Coffee oferece um menu no estilo omakase, enquanto a Komakase, em San Francisco, funciona como sala de degustação. A londrina Watch House abriu neste verão sua quarta unidade nova-iorquina, com xícaras de até US$ 32 (cerca de R$ 160), e, segundo a Bloomberg, avalia novos pontos em Austin, Chicago e Miami.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.