InquirerDPWH: Phase 2 of Edsa rehabilitation works to resume Friday eveningThe Jerusalem PostHadassah Medical Center opens new immunology center as Israel's allergic population growsInquirer EntertainmentCianne Dominguez: From ‘Showtime’ Sexy Babe to ‘Pinoy Big Brother’ housemateZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFConsequenceCeline Dion Slaps a Mean Air Bass While Rocking Out to Metallica at Sphere: WatchCBS NewsMusk says Tesla will end Cybertruck production next yearTagesschauKanarische Inseln melden vermehrte Flüchtlingsankünftekicker"Das hat etwas mit mir gemacht": Schmidt grübelte "Monate" über sein EndeRai NewsEx Ilva, tutti gli impianti dell'area a caldo sono spenti. Saltata intesa su Cassa integrazioneAntara NewsMinistry revitalizes 1,277 vocational school with additional budgetBollywood HungamaSCOOP: Salman Khan and Jio Studios strategise December 4 release for Maatrubhumi against Eetha; distribution battle intensifiesMeduza«Медиазона»: на войне в Украине погибли как минимум 350 российских срочников
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, November 6, 2026

Masters de Paris: por que a quadra mais rápida do tênis parece lenta na televisão?

Translate

O Masters 1000 de Paris apresentou um paradoxo na edição de 2026: apesar de ter uma das quadras mais rápidas do circuito, o torneio parece lento para quem acompanha as partidas pela televisão. A diferença chamou a atenção até de Daniil Medvedev, ex-número 1 do mundo e especialista em jogos disputados em quadras duras.

“Já ouvi isso de todo mundo [sobre a velocidade da quadra]. Mas não vejo isso na TV”, afirmou o russo em entrevista ao veículo Bolshe, ao comentar a percepção dos jogadores sobre a velocidade do piso.

A explicação está, em parte, no posicionamento das câmeras. O ângulo principal da transmissão comprime a profundidade da quadra e faz com que os tenistas pareçam estar mais próximos um do outro. Com isso, a bola aparenta percorrer uma distância menor, criando a sensação de que os golpes são mais lentos.

Como o ângulo das câmeras altera a percepção da velocidade?

A distorção resulta da posição da câmera e do uso de lentes de maior distância focal, que podem comprimir visualmente a profundidade da quadra e aproximar jogadores que estão em lados opostos.

No tênis, isso significa que o jogador posicionado na linha de fundo mais distante pode parecer mais perto do adversário do que realmente está. Como a velocidade é percebida também pela distância percorrida em determinado intervalo de tempo, a compressão da profundidade altera a impressão sobre a trajetória da bola.

O efeito é mais evidente nas imagens feitas atrás da linha de fundo, já que a bola se desloca em direção à câmera e para longe dela. Nas tomadas laterais, o movimento acontece de forma mais transversal à tela, reduzindo a influência dessa distorção.

A mudança de sede do torneio não resolveu a questão. O Masters de Paris deixou a Accor Arena, em Bercy, e passou a ser disputado na Paris La Défense Arena em 2025, mas manteve o ângulo de câmera da quadra central.

Por que a quadra de Paris está tão rápida em 2026?

A sensação dos jogadores também tem explicação nas condições de jogo. O Índice de Ritmo da Quadra (CPI), métrica que considera fatores como atrito e restituição de energia do piso, subiu de 35,1 para 48,2 nesta edição.

O diretor do torneio, Cédric Pioline, tinha como objetivo chegar a um índice próximo de 40. O resultado, porém, colocou Paris entre as quadras mais rápidas dos torneios ATP e WTA 1000 em 2026.

Outro fator é a troca das bolas Head pelas Dunlop. A construção e o revestimento de feltro influenciam o deslocamento da bola no ar e sua resposta ao contato com a raquete. Bolas que ficam mais felpudas durante o uso, por exemplo, oferecem maior resistência aerodinâmica e podem parecer mais lentas.

Isso não significa necessariamente que tenham maior peso físico: as bolas seguem os padrões estabelecidos pela Federação Internacional de Tênis.

Existe uma alternativa para mostrar a velocidade do jogo?

Sim. O torneio conta com um sistema adicional de câmeras instalado próximo ao nível da quadra, desenvolvido pela Muybridge em parceria com Sony Sports e Hawk-Eye. A perspectiva permite acompanhar melhor a trajetória da bola e a intensidade das trocas.

O sistema também oferece uma transmissão dedicada na Tennis TV, plataforma de streaming da ATP. Ainda assim, a frequência com que esse ângulo aparece na transmissão convencional depende da escolha dos diretores.

Enquanto as câmeras mais baixas ajudam a transmitir a velocidade e o atletismo dos jogadores, as tomadas mais elevadas facilitam a visualização do posicionamento e dos movimentos táticos. No caso de Paris, a perspectiva tradicional acaba criando uma impressão de que os melhores tenistas do mundo estão jogando em marcha lenta.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.