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Monday, October 5, 2026

John Lennon ‘tinha razão para ser louco’ e ‘idiota’, segundo Paul McCartney

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Durante evento de exibição de novo filme, Macca reflete sobre a dualidade e as expectativas do ex-colega de banda no pós-Beatles e sua personalidade

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

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Durante uma exibição do recém-lançado filme Man on the Run, em Los Angeles, Paul McCartney relembrou o início da década de 1970 e a criação de sua nova banda — Wings — após o fim dos Beatles. No bate-papo com o cineasta Judd Apatow, Macca também refletiu sobre o relacionamento com John Lennon na época e algumas críticas que o ex-colega fazia a ele.

Segundo Paul, a dinâmica daquele período gerava atritos porque Lennon possivelmente esperava algo muito diferente dele, artisticamente falando. Enquanto John parecia aguardar uma postura mais profunda, McCartney optava por seguir uma linha mais livre e divertida com sua carreira, definindo sua própria atitude musical daquele momento como algo “irreverente”.

Ele comentou (via Music Radar):

“Bem, não sei exatamente, mas acho que talvez ele esperasse mais de mim. Ele esperava algo diferente de mim, e eu não estava fazendo isso. Eu estava apenas sendo irreverente.”

John Lennon em 1977 (Foto: Vinnie Zuffante/Getty Images)
John Lennon em 1977 (Foto: Vinnie Zuffante / Getty Images)

Em seguida, Paul fez uma declaração forte sobre o saudoso amigo, assassinado em Nova York em dezembro de 1980:

“Sempre achei o John muito legal, e ainda acho. Mas ele podia ser um completo idiota em certas coisas.”

Macca ofereceu argumentos para sua avaliação sobre Lennon:

“A questão é que, se você olhar para a vida dele, há motivos para ele ser meio louco. Muitas coisas ruins aconteceram com ele. O pai dele fugiu de casa quando ele tinha uns três anos, então ele nunca conheceu o pai até ficarmos famosos; o pai voltou e estava trabalhando no pub perto de onde o John morava”.

Paul McCartney e John Lennon, dos Beatles, em 1964
Paul McCartney e John Lennon, dos Beatles, em 1964 (Foto: David Redfern / Redferns via Getty Images)

O Beatle continuou:

“E a mãe do John — a quem ele idolatrava, e eu também — era uma mulher linda chamada Julia (Lennon). Ela foi atropelada e morreu bem em frente à casa… Então, ele teve que lidar com tudo isso, sabe? Ele carregava muita angústia; é muito por isso que surgiu o ‘grito primal’ e tudo mais — ele tinha muita coisa para botar para fora.”

Paz antes da perda

Apesar das tensões e das alfinetadas públicas que marcaram os anos pós-separação, a história entre os dois ícones teve uma reviravolta pacífica antes da morte trágica de John Lennon em 1980, com os dois fazendo as pazes alguns anos antes.

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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