12h. Papa Leão XIV anuncia que tem um nódulo no pulmão
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Com Miguel Videira. Miguel, começamos com essa notícia conhecida há pouco. O Papa Leão XIV anuncia que tem um nódulo no pulmão. O líder da Igreja Católica vai ser operado em breve para remover esse nódulo.
Sim, a intervenção vai acontecer nos próximos dias. A informação foi avançada pelo próprio líder da Igreja Católica depois da operação do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Durante alguns exames de rotina, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no meu pulmão. Foi detectado numa fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos acreditam que é apropriado operar e, portanto, seguindo o conselho deles, decidi fazer uma cirurgia para o remover. A cirurgia está agendada para os próximos dias. Agradeço-vos e confio-me às vossas orações.
O Papa Leão XIV, esta manhã, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Não confirma qual o dia em concreto em que vai ser operado, ou onde, diz apenas que a intervenção está marcada para os próximos dias. Entretanto, o Vaticano adianta que a recuperação do Papa deve durar cerca de uma semana após a cirurgia.
Foi marcado para amanhã um debate dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia sobre a escalada da tensão na região do Médio Oriente.
Anúncio feito pela chefe da diplomacia da União Europeia, na sequência do ataque do movimento Houthi ao aeroporto de Riade, na Arábia Saudita. Numa publicação na rede social X, Kaja Kallas descreve o ataque como um chocante ato de terrorismo e afirma que não há justificação para ataques indiscriminados contra civis e infraestruturas civis.
Também a presidenta da Comissão Europeia alerta que o ataque dos Houthis no aeroporto de Riade marca uma escalada perigosa da guerra naquela região do globo.
Ursula von der Leyen manifesta solidariedade com a Arábia Saudita e o povo saudita. Na rede social X alerta que os ataques levados a cabo por aliados do Irão estão a conduzir a região a uma espiral de violência. Pelo menos 12 pessoas morreram, mais de 300 ficaram feridas. Na análise, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, fala numa possível nova frente de guerra para os Estados Unidos, depois de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, ter anunciado a possibilidade das forças norte-americanas se juntarem à Arábia Saudita para travar o movimento Houthi no Iémen.
Vai impelir, naturalmente, os Estados Unidos a intervir para a proteção do seu aliado, da Arábia Saudita. O que nós podemos ter aqui é uma frente, e deve merecer a preocupação dos europeus, que pode também comprometer, do ponto de vista da segurança marítima, o estreito de Bab-el-Mandeb e também a navegação no mar Vermelho. Se nós já temos o estreito de Ormuz bloqueado e que nos tem provocado, do ponto de vista económico, os constrangimentos que tem provocado, se porventura o estreito de Bab-el-Mandeb também ficar condicionado, naturalmente que sairão daqui problemas adicionais.
A análise da especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, foi convidada do gabinete de guerra desta manhã da Rádio Observador. A Arábia Saudita anunciou, entretanto, uma operação militar em grande escala contra o movimento Houthi, como resposta a este ataque. Donald Trump, como disse, admite juntar-se às ações militares, tendo em conta que a Arábia Saudita é um dos principais aliados dos Estados Unidos na região do Médio Oriente. Por cá, o governo português condena o ataque, manifesta solidariedade com as famílias das vítimas, o povo e as autoridades da Arábia Saudita.
Já foi reaberto o trânsito na A1, na zona de Aveiras, depois de um acidente com um caminhão.
Sim, que obrigou ao corte da circulação automóvel, sendo que as vias foram reabertas na última hora, nos dois sentidos. Isso mesmo confirma à Rádio Observador fonte oficial da Brisa. Não há registro de feridos na sequência deste acidente que envolveu um caminhão.
O PS quer ouvir com urgência no Parlamento mais de uma dezena de entidades de alguns dos setores mais expostos ao aumento dos custos da energia.
Os deputados do PS querem fazer um diagnóstico e identificar eventuais medidas de apoio para fazer face a este aumento dos preços. É o que se pode ler no requerimento enviado à Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia. O jornalista João Ferreira Cunha esteve à conversa com Carlos Silva, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, que antecipa algumas das medidas que gostava de ver incluídas no orçamento.
Uma redução do ISV, um apoio ao combustível, equivalente como existem outras atividades, como o transporte pesado de passageiros e as mercadorias. E não essas medidas avulsas. E depois, para evitar que fique tão dependente dos combustíveis, deveria se apoiar de uma forma mais rápida e se calhar mais incisiva sobre a descarbonização, para haver uma opção dos industriais pelos veículos elétricos.
O Observador falou também com o presidente da outra associação representativa do setor do táxi, a Antral. Florêncio Almeida alinha pelo mesmo discurso: quer menos impostos.
O governo não é sensível, é baixar os impostos, por exemplo, do combustível. O IVA, que outros partidos já pedem, não era demais. O governo está a arrecadar milhares de milhões de euros à custa do esforço do povo português. Isso é que não pode acontecer.
A crítica do presidente da Antral, Florêncio Almeida, quer menos impostos aplicados aos combustíveis, por exemplo, o IVA.
A Câmara de Vila Franca de Xira quer demolir todas as habitações precárias e construídas ilegalmente no concelho.
Há cerca de um ano, a PSP realizou uma operação nos bairros de Clarimundo e Tardós, na freguesia do Sobralinho. Na altura, a Polícia de Segurança Pública identificou 37 moradores, 11 habitações precárias ocupadas de forma ilegal e 11 construções também legais, mas desabitadas. Aos moradores foi dito na altura que as casas iam ser demolidas com a promessa de realojamento. Um ano depois, a Lusa voltou ao local para testemunhar que nada mudou. As casas mantêm-se de pé, tal como quem ali residia há um ano. Isso mesmo é também confirmado por uma das moradoras do bairro do Tardós.
Eles fizeram o levantamento, sim, é verdade, fizeram o levantamento, tiveram cá essas entidades todas, ficaram por resolver e o que é que acontece? Vieram cá há uns dois dias ou três para demolir barracas que não estavam habitadas, para darem uma melhor amostra, para lavarem a cara, diziam eles. Nós não queremos a cara lavada. E para já as barracas estão todas juntas umas com as outras, ou demoliriam, caem todas. Nós queremos que eles nos atribuam casa, porque é o que a gente quer, é o que a gente pede, é uma casa. E nessa altura, então, antes que demoliam, façam o que eles quiserem, que eles deem a casa.
A autarquia liderada pelo socialista Fernando Paulo Ferreira adianta que o universo de pessoas elegível para o realojamento está identificado e que esse realojamento vai ser feito em momento oportuno, sem avançar com datas. A condução do processo merece críticas da oposição. O vereador social-democrata da autarquia de Vila Franca, David Pato, acusa o executivo camarário do PS de querer seguir o exemplo de um município vizinho sem acautelar os interesses dos moradores.
Houve o efeito Ricardo Leão. O senhor presidente da Câmara quis dar uma de presidente da Câmara de Loures e chegar aqui e dizer que ia demolir tudo. Mesmo que isso tivesse acontecido, não era assim que se fazia, mas a verdade é que não demoliu nada. E a pergunta é: vamos demolir e as pessoas ficam na rua, ficam na comunidade do Sobralinho, ficam na comunidade da Alverca? Essa é a pergunta que devemos fazer. A resposta é não, não demoliu, prometeu que ia demolir e não demoliu, tanto como confirmaram, as barracas continuam cá. Continuam as devolutas, mas continuam todas as outras e as pessoas continuam a viver em barracas. Aquilo que nós temos que dizer, e com toda a frontalidade, é: queremos dar casas a estas pessoas e que elas cumpram suas responsabilidades perante a sociedade.
É o que pede David Pato, vereador da Câmara de Vila Franca de Xira, oposição ao executivo do Partido Socialista.
José Vilecha é o convidado do programa em 40 minutos, que vai para o ar já depois deste jornal. Ainda temos tempo, Miguel, para outras notícias que estão a marcar a atualidade.
O primeiro-ministro insiste os vários conflitos internacionais em curso têm penalizado as economias e a população. Luís Montenegro falava na cerimónia que serviu para assinalar o centenário do município de São João da Madeira, no distrito de Aveiro. Montenegro afirma que resolver a questão dos combustíveis não é suficiente, fala em fatores de instabilidade mundial, fruto de guerras políticas comerciais que precisam ser resolvidas. Miguel Oliveira ficou em quarto lugar na corrida Superpole deste domingo no Estoril, na 11ª e penúltima etapa do Mundial de Superbike. O piloto de 31 anos da BMW esteve na terceira posição durante quase toda a corrida, mas falhou o pódio ao deixar-se ultrapassar pelo italiano Alberto Surra na última das nove voltas. Merecia uma surra, este italiano. No Campeonato Mundo de MotoGP, o italiano Marco Bezzecchi, da Aprilia, venceu esta manhã o Grande Prêmio da Indonésia. O segundo a cortar a linha de meta foi o espanhol Raúl Fernández. Jorge Martin, compatriota de Raúl Fernández, terminou no último lugar do pódio e assumiu a liderança do mundial.
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