Clubes se unem em resposta a projetos que restringem publicidade de bets em São Paulo

Representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo e Juventus se encontraram na tarde desta sexta-feira, na Federação Paulista de Futebol, para articular uma resposta aos projetos de restrição à publicidade de bets – um deles pode ser votado na próxima semana na Câmara Municipal.
O encontro reuniu 40 pessoas ligadas aos departamentos de marketing, comunicação e jurídico dos clubes, além de executivos de cinco empresas de apostas.
Há a previsão de que um projeto seja votado em primeira discussão na Câmara Municipal de São Paulo na próxima semana – com expectativa de aprovação por margem segura.
Clubes e operadoras de apostas se reúnem para discutir projetos de restrição à publicidade de bets — Foto: Rodrigo Corsi/Ag. Paulistão
A proposta, do vereador João Jorge (MDB), prevê a proibição de propaganda de operadoras de apostas em “eventos organizados por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, amadores ou profissionais, realizados no Município de São Paulo, em espaços públicos ou privados” e que ela se aplica a, “no mínimo”, placas, faixas e painéis em praças esportivas. As penas previstas vão de multa de R$ 50 mil ao veto de realizar eventos por dois anos.
Há o receio, entre os clubes, que isso os obrigue a atuar fora da cidade para que possam manter os acordos de publicidade atuais – que nos casos de Corinthians, Palmeiras e São Paulo, somam R$ 350 milhões anuais.
Outra preocupação é de que se a proibição se restringir a São Paulo, ela possa gerar desequilíbrio na arrecadação comparada com equipes de outros estados – o Flamengo é citado com frequência por causa de seu contrato de quase R$ 270 milhões por ano, o maior do país, com uma bet.
Os participantes ainda vão definir as movimentações em resposta a esses projetos, mas a realização de campanhas educativas e ações coletivas estão na pauta. Há, também, articulação com líderes políticos.
O projeto paulistano já está pronto para ser votado após ser analisado por comissões da Câmara, todas com pareceres favoráveis. Ele precisa ser aprovado pela maioria simples em duas discussões antes de ir para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo apurou o ge, o plano é que, após a aprovação em primeira discussão, sejam realizadas audiências públicas para ajustes ao texto. A interpretação, hoje, é de que ele não veta propaganda nas camisas dos clubes, mas há vereadores que pretendem endurecer a proposta.
Reunião aconteceu na Federação Paulista de Futebol — Foto: Rodrigo Corsi/Ag. Paulistão
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