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Monday, October 26, 2026

3h. Brasil. TSE garante confiança total na eleição

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As notícias com Ricardo Lopes.

Muito boa noite. Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil. No entanto, Flávio Bolsonaro já anunciou que vai pedir a anulação destas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral já confirmou o resultado. Lula da Silva venceu as eleições presidenciais por uma pequena margem. O presidente reeleito obteve 51,7% dos votos, um aumento de mais de 10 milhões de votos em relação à primeira volta. Já Flávio Bolsonaro foi escolhido por 48,2% dos votantes. Também regista um aumento de mais de três milhões de votos em relação à primeira volta, mas não o suficiente para alcançar a vitória. Lula da Silva parte assim com 80 anos para o quarto mandato à frente do Brasil, consegue uma vitória inédita. Nunca na história da política brasileira um candidato tinha vencido a segunda volta, tendo perdido a primeira. No discurso à nação, no discurso de vitória, o presidente reeleito quis destacar isso mesmo.

Não fui eu e o Al que ganhamos essas eleições. Essas eleições foi a honradez, o nacionalismo, a democracia e o futuro que vocês querem pro filho de vocês, que fez a gente virar. Foi a primeira vez que a gente virou. É importante saber. É importante saber que é a primeira vez que virou, não sou eu que virou, porque eu nunca ganhei eleição no primeiro turno, mas nunca perdi nenhuma no segundo turno.

Palavras de Lula da Silva, que neste discurso de vitória quis deixar uma promessa aos brasileiros.

Eu quero assumir um compromisso na frente da imprensa e na frente de vocês. Vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país. Pode ficar certo. Vou dedicar 24 horas por dia pra fazer desse país o país que todo mundo sonha.

Garantia deixada por Lula da Silva, fê-lo na sede de campanha em São Paulo. Já Flávio Bolsonaro garante que vai pedir a anulação destas eleições, uma garantia deixada pelo candidato derrotado no primeiro discurso, depois de serem conhecidos os resultados que Bolsonaro diz serem impossíveis de reconhecer. O candidato questiona assim o processo que levou ao prolongamento da votação no Brasil. Foi permitido que as urnas permanecessem abertas por mais duas horas, devido a dificuldades no transporte de eleitores. Uma decisão que gerou alguma polêmica, porque algumas mesas de voto já tinham encerrado quando a mesma foi comunicada. Flávio Bolsonaro diz que tal é inaceitável.

O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não tá aqui pra brincadeira.

Palavras de Flávio Bolsonaro no discurso após serem conhecidos os resultados das eleições. Como ouvimos, o candidato a presidente garante mesmo que vai pedir a anulação dos resultados. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral mostra total confiança no processo eleitoral. Kassio Nunes Marques garante que a extensão do horário não alterou o resultado. Por cá, o secretário-geral do PS já felicitou Lula da Silva pela vitória. Numa nota enviada à Agência Lusa, José Luís Carneiro destaca uma importante vitória para a democracia e sublinha a importância das relações entre Portugal e o Brasil. Mudamos de tema para olhar pros protestos pela habitação. Tanto em Lisboa como no Porto, os manifestantes decidiram desmobilizar e não passar a noite na rua. Na capital, a decisão foi tomada em Assembleia Popular, por volta da meia-noite, mesmo que cerca de uma centena de pessoas tivessem mostrado disponibilidade para ficar em tendas a pernoitar no Rossio. Os promotores da acampada consideraram que a prioridade agora devem ser as vigílias de apoio aos manifestantes detidos nos últimos dias. O movimento apela à concentração popular junto do campus de justiça. No Porto, a decisão de não pernoitar na Praça Dom João I foi justificada pela falta de condições de segurança. A Assembleia Popular terminou por isso, sem que essa possibilidade chegasse sequer a ser votada. Por volta da meia-noite, cerca de duas centenas de pessoas permaneciam no local, mas sem a presença da polícia. Falamos agora de desporto. Surpresa em Alvalade, o Académico de Viseu venceu o Sporting por duas bolas a uma. O avançado João Guilherme bizou na partida, com gols aos 24 e aos 74 minutos. Luís Soares ainda empatou pelo meio, com um gol à hora de jogo, mas não foi o suficiente para evitar a segunda derrota da semana pra equipe de Rui Borges, depois também do desaire em casa para a Liga dos Campeões. Na zona de entrevistas rápidas, o técnico leonino admite que sentiu a equipa com alguma intranquilidade.

Notou-se em alguns momentos alguma intranquilidade da nossa parte. De forma geral, natural, a bola não entrava, acabamos por sofrer dois gols em dois lances que o Académico tem na nossa baliza. O sofrer gol, logo numa fase até inicial da primeira parte, deixou alguma intranquilidade e ao longo do jogo notou-se um bocadinho, mais nas tomadas de decisão, mais perto do último terço até, porque acabamos por criar muitas situações perto da baliza do Académico Algumas com mérito nosso, outras com mérito do adversário, foram conseguindo parar e travar essas situações de finalização e não fomos capazes de chegar ao fim com o resultado ao nosso favor.

Rui Borges, que fez três alterações em relação ao 11 do último jogo, Ibrahim Babá, Flávio Gonçalves e Luís Guilherme assumiram a titularidade. No final do jogo, os adeptos do Sporting demonstraram desagrado com a derrota. Viram-se lenços brancos nas bancadas de Alvalade. Rui Borges diz que num clube grande, essa reação é normal.

Completamente natural, faz parte mesmo. A gente tem que compreender e entender. Estamos num grande clube, a pressão é diária e insatisfação, mal era se não houvesse insatisfação, faz parte do jogo. Não ganhámos e é natural que exista.

Mas é uma crítica justa?

Não sei se é justa ou não. É natural a insatisfação e eu lido bem com isso.

"Faz parte", é o que diz Rui Borges perante o desagrado dos adeptos do Sporting com esta derrota. Do outro lado, o Académico de Viseu consegue esta noite a quinta vitória consecutiva para o campeonato. O treinador rejeita euforias. Bruno Pinheiro quis também destacar o apoio dos adeptos que se deslocaram em grande número a Alvalade.

O futebol é isto. Hoje estamos lá em cima, amanhã de manhã podemos acordar e estar lá embaixo. Não há euforias, há muita humildade e há muita ambição nesta equipa e é isso que queremos manter. Já agora, destacar, uma vez mais, a quantidade de adeptos que tivemos aqui no estádio. Foi fantástico conseguir ouvir "Académico" em pleno Alvalade, foi muito bom. O nosso obrigado por todo o apoio aos nossos adeptos.

Palavras de Bruno Pinheiro, o técnico do Académico de Viseu, depois desta vitória frente ao Sporting por duas bolas a uma. Terminamos assim este jornal das 15h. A informação regressa em formato síntese às 15h30. Até lá, fique com música na Rádio Observador.

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