Montanha-russa nos EUA é alvo de ações após relatos de lesões cerebrais

A X2 está fechada desde 12 de julho, em meio a uma investigação das autoridades da Califórnia. A Cal/OSHA, órgão estadual responsável pela fiscalização de parques de diversão, abriu uma inspeção após um incidente ocorrido no dia 5 daquele mês. Como a apuração continua em andamento, a agência afirmou ao Los Angeles Times que não poderia divulgar mais detalhes.
A atração é conhecida pelos movimentos considerados extremos. Seus assentos giram 360 graus independentemente do trilho enquanto o trem chega a cerca de 122 km/h. O percurso inclui uma queda de aproximadamente 61 metros e duas manobras chamadas de "raven turns", em que o trem inicia uma volta e entra em uma queda acentuada.
Relatos de ferimentos graves relacionados à X2 existem há anos. Uma investigação da CNN encontrou mais de uma dezena de registros de lesões graves e hospitalizações durante quase duas décadas de funcionamento da atração.
Ao menos duas mortes anteriores também foram associadas à montanha-russa em processos judiciais. O Los Angeles Times cita o caso de Hilda Farias, que morreu após sofrer uma hemorragia cerebral depois de andar na X2 em 2010, segundo registros judiciais, e o de Christopher Hawley, de 22 anos, morto em 2022.
Hawley morreu um dia depois de andar na atração. Segundo o processo movido pela família, ele apresentou dificuldade para caminhar e dor de cabeça após sair da X2 e depois perdeu a consciência. A ação, citando o relatório do legista, afirma que a causa da morte foi traumatismo craniano sofrido em um "acidente em atração de parque". A família chegou a acordos confidenciais com o parque e a fabricante dos trens da montanha-russa em agosto deste ano.
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