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Wednesday, September 23, 2026

Comprar casa usada na Grande Lisboa custa quase 400 mil

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Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Miguel Gata, a edição de hoje é com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.

Bom dia, Miguel.

Começamos com o "Jornal de Negócios". Teresa, comprar uma casa usada na Grande Lisboa custa já quase €400.000.

Falamos das habitações nos concelhos da Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira. No segundo trimestre deste ano, o valor médio pago por casas usadas na Grande Lisboa ascendeu a quase €393.000, o que representa uma subida de €6.000 face aos primeiros três meses do ano e de €30.000 em relação aos valores de há um ano. São dados do Instituto Nacional de Estatística, citados pelo "Negócios". Com as dificuldades em adquirir casa na Grande Lisboa, os valores das regiões mais próximas têm vindo a acelerar, sendo que nos concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, as casas usadas custam já, em média, mais de €270.000 e as novas praticamente €340.000.

Vamos agora ao "Diário de Notícias". Continuamos a falar do mesmo tema, pelo menos um deles. O Banco de Portugal e o FMI, o Fundo Monetário Internacional, pedem mais atenção aos riscos da habitação, mas também da tecnologia, Teresa.

Esta terça-feira decorreu, na sede do Banco de Portugal, um debate sobre o programa de avaliação do setor financeiro português. É este o destaque do DN. Uma alta responsável do FMI afirmou no debate que a estabilidade financeira de Portugal encontra-se sob risco moderado por causa do preço muito elevado das casas. Também presente no debate, esteve o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Paulo Macedo concordou. Referiu que os preços do imobiliário estão e vão continuar a aumentar, devido à assimetria que existe entre a procura e a oferta. Ainda assim, ressalvou que atualmente os bancos têm almofadas maiores nos seus balanços, que lhes permitem estarem mais bem preparados para um cenário de preços em queda. Já a abertura da conferência ficou a cargo do Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que destacou o que mais o preocupa neste momento. Disse que o cenário de riscos continua a evoluir e que, para além dos mais tradicionais, enfrentamos novos desafios decorrentes da inovação tecnológica, das ciberameaças, da incerteza geopolítica e das vulnerabilidades relacionadas com o clima.

Vamos agora a um tema que está em destaque tanto no "Jornal de Notícias" como no "Público". Os dois jornais destacam esta manhã os resultados do Relatório de Migração e Asilo 2025, publicado pela AIMA.

O "Público" dá destaque aos números do reagrupamento familiar, que caíram 31% no ano passado. Isto apesar de a mudança na lei, que restringe as possibilidades de os estrangeiros usarem a via do reagrupamento familiar, só ter entrado em vigor em outubro do ano passado. De acordo com o relatório da AIMA, em termos absolutos, foram emitidos perto de 340 mil novos títulos de residência, dos quais apenas 17 mil estão ao abrigo do reagrupamento familiar. Quanto aos pedidos pendentes na AIMA, em 2025 foram 24.476, só menos 20 do que no final do ano anterior.

Por outro lado, Teresa, o DN destaca que têm disparado as notificações para expulsar cidadãos estrangeiros em Portugal.

É esse o título do JN. Em apenas um ano, o número aumentou de 446 para 23 mil. Quanto à distribuição geográfica dos imigrantes, Lisboa é a zona que mais os perdeu e, no sentido inverso, o Porto ganhou mais de 2 mil pessoas. Em 2025, a maior comunidade em Portugal era a brasileira, com praticamente meio milhão de cidadãos. Seguem-se os angolanos, que são perto de 100 mil a morar em Portugal, e a comunidade indiana ocupa a terceira posição. No ano passado eram 91 mil que estavam em Portugal.

Vamos ainda fazer uma ronda pela imprensa internacional. Grande parte dos jornais hoje têm olhos postos, naturalmente, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Destaque para o "New York Times", que tem em manchete um artigo que faz tanto um balanço do primeiro dia da conferência como antevê os próximos dias. Escreve o jornal norte-americano que os líderes mundiais reúnem-se numa altura em que o Médio Oriente se encontra em turbulência. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia continua a fazer-se sentir. As antigas alianças estão em perigo, os preços da energia estão a subir e os cientistas alertam que a inteligência artificial poderá pôr a humanidade em risco. O "New York Times" antevê ainda que Volodymyr Zelensky implore aos líderes mundiais que não se esqueçam da Ucrânia, sendo que pela primeira vez, o tema da inteligência artificial e as respetivas ameaças salta para o topo da agenda da conferência internacional. O jornal recorda ainda que esta é a última Assembleia Geral da ONU para o atual secretário-geral, António Guterres, e que por isso as Nações Unidas procuram já o próximo líder, que toma posse em janeiro do próximo ano. Por isso, o jornal antevê também o último discurso de Guterres. Espera-se que peça aos líderes mundiais para defenderem o direito internacional, para protegerem os direitos humanos e para investirem no desenvolvimento sustentável e ainda a promoção da paz.

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