Líder da oposição a Netanyahu, ex-general é encarregado de formar próximo governo de Israel
Eisenkot terá, então, 28 dias para tentar formar um governo. "Chegou o momento de formar um governo de emergência nacional. Farei todo o possível para estarmos à altura do desafio", reagiu ele na rede social X, após o anúncio presidencial.
Em busca de uma coalizão ampla
Seu partido, Yashar, havia convidado anteriormente os membros do Likud - sigla de Netanyahu - a integrarem o governo. "Se o Likud e seus aliados estiverem interessados na 'unidade' e em um governo amplo, são bem-vindos para anunciar publicamente o rompimento de sua aliança com os extremistas (...) e sua disposição de integrar um governo liderado por (...) Eisenkot", escreveu o partido no X.
Além disso, na sexta-feira, o líder da oposição sinalizou abertura a uma aliança até então improvável com os partidos ultraortodoxos, cujos 13 votos poderem ser necessárias para a formação de uma coalizão. Ele também pode contar com o apoio dos dois principais partidos árabes, a Lista Unificada e o Raam, que tiveram um desempenho expressivo na votação, conquistando 19 cadeiras.
Caso Gadi Eisenkot, filho de judeus marroquinos, consiga formar um governo, ele se tornará o primeiro chefe de governo sefardita (judeus originários do Norte da África e do Oriente Médio) na história de Israel.
Impasse em torno dos partidos árabes
Avigdor Liberman - cujo partido, Israel Beiteinu, é o menor integrante do bloco de oposição, com sete cadeiras - reiterou na sexta-feira que rejeita "firmemente" qualquer acordo com os partidos árabes, mesmo no contexto de um governo minoritário que conte com o apoio indireto deles no Knesset (Parlamento).
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