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Monday, September 14, 2026

Empresas que usam IA para crescimento têm vantagem sobre as que buscam só eficiência, diz McKinsey

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A adoção de inteligência artificial nas empresas começa a ganhar uma nova dimensão: em vez de usar a tecnologia apenas para fazer tarefas existentes de forma mais rápida ou barata, organizações de maior desempenho estão recorrendo à IA também para buscar crescimento e inovação.

É o que mostra a edição de 2026 do estudo The State of AI, da McKinsey. Segundo o levantamento, cerca de 80% das empresas dizem buscar ganhos de eficiência com IA. Entre as organizações consideradas de alto desempenho, porém, é mais comum encontrar também objetivos relacionados a crescimento e inovação.

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Por que eficiência não é suficiente

Reduzir custos, automatizar tarefas e aumentar a produtividade estão entre os usos mais comuns da inteligência artificial no ambiente corporativo. Esses ganhos podem liberar tempo das equipes e reduzir etapas de processos.

O problema aparece quando a tecnologia fica restrita a esse papel. Para a McKinsey, as empresas que conseguem capturar mais valor com IA tendem a usá-la para transformar o negócio, e não apenas acelerar atividades que já existiam.

Na prática, isso pode significar utilizar IA para desenvolver produtos, melhorar a experiência do cliente, identificar novas oportunidades comerciais ou modificar completamente uma operação.

A diferença também aparece na forma como as empresas reorganizam o trabalho. O estudo de 2025 da McKinsey já apontava que organizações de maior desempenho eram quase três vezes mais propensas a redesenhar fluxos de trabalho de maneira fundamental para incorporar IA.

Como a IA pode ser usada para crescer

A aplicação da tecnologia com foco em crescimento pode aparecer em diferentes áreas de uma empresa. Entre os exemplos estão:

  • Desenvolvimento de produtos: análise de dados e criação de novas funcionalidades
  • Marketing e vendas: identificação de oportunidades e personalização da comunicação
  • Atendimento: automação e melhoria da experiência do cliente
  • Estratégia: análise de cenários e apoio à tomada de decisões
  • Operações: redesenho de processos inteiros, em vez da simples automação de tarefas

Esse movimento também aparece no levantamento Global Tech Agenda 2026, da McKinsey. A pesquisa, que ouviu 632 líderes de tecnologia e negócios, aponta que empresas de melhor desempenho estão incorporando IA e dados aos modelos operacionais para criar valor e impulsionar o crescimento.

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O desafio é transformar tecnologia em resultado

Ter acesso às mesmas ferramentas de IA não garante vantagem competitiva. A própria McKinsey destaca que os modelos e tecnologias estão amplamente disponíveis. O diferencial está na capacidade de uma organização de aplicá-los rapidamente a problemas relevantes e em escala.

Esse processo exige mudanças nos fluxos de trabalho, nas equipes e na forma como as decisões são tomadas. Em outro estudo publicado em 2026, a consultoria afirma que empresas que usam IA de forma disseminada em diferentes áreas apresentam desempenho financeiro superior às que concentram a tecnologia em poucos departamentos.

Ainda assim, transformar adoção em resultado continua sendo um desafio. Na pesquisa mais recente da McKinsey, apenas 6% dos participantes se enquadraram na categoria de organizações de alto desempenho em IA, definida pelo impacto significativo atribuído à tecnologia e por um impacto de pelo menos 5% no EBIT.

Para o profissional, a mudança significa que entender IA não envolve apenas aprender a utilizar ferramentas. Também passa por identificar onde a tecnologia pode gerar valor, seja reduzindo uma etapa, melhorando uma decisão, criando um produto ou abrindo uma nova possibilidade de negócio.

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