Casado: Itamaraty está em alerta mesmo com Flávio negando Eduardo chanceler

Segundo Casado, um integrante da diplomacia afirmou que os efeitos só ficariam claros com a implementação das mudanças. "A gente só vai sentir na pele quando o governo começar, se ele ganhar, quando essas mudanças no Itamaraty forem implementadas. Aí a gente vai entender para que caminho o Ministério das Relações Exteriores vai estar indo", relatou.
Ela afirmou que há temor no corpo diplomático por causa de declarações anteriores de Eduardo Bolsonaro. "O Eduardo já fez ameaças, não apenas veladas, mas externou essas ameaças de perseguição a diplomatas e existe esse alarme na diplomacia brasileira. O que vai acontecer? Como que vai ser um governo, um eventual governo Flávio Bolsonaro?", completou.
Alexandre Borges disse que a negativa de Flávio não elimina a possibilidade de influência indireta na política externa. "Ele respondeu que o Eduardo não vai ser chanceler. Não quer dizer que ele não vai ter influência", avaliou.
Por que a influência preocupa
Borges comparou o cenário ao que descreveu como funcionamento do governo Jair Bolsonaro na área externa. Ele disse que, naquele período, "todo mundo sabia" que o então chanceler Ernesto Araújo era "um carimbador de decisões do Felipe Martins" e que "quem realmente ditava a política externa do governo Jair Bolsonaro foi o Felipe Martins".
Casado também citou o governo Jair Bolsonaro como referência para o receio atual no Itamaraty. Ela afirmou que "vários ministérios foram muito afetados por políticas que seguiam a ideologia do Jair Bolsonaro" e que o Itamaraty "foi um desses", além de mencionar Educação e Meio Ambiente como pastas que teriam ficado "muito, extremamente politizadas".
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