Rai NewsSci, Soelden, gigante maschile: Pinheiro Braathen domina la prima manche. Diretta RaiNewsInquirer EntertainmentWinwyn Marquez, Mikee Quintos among new housemates of ‘PBB Collab 3.0’PunchPolice arrest tiler over death of hotel worker in AbujaThe Jerusalem PostArab Israeli voters are essential to Israel’s democratic future - opinionCNN TürkKaradeniz'de istilacı böcek kabusuna 'siber' kalkanInquirerFather, son shot dead over land dispute in QuezonESPNTransfer rumors, news: Arsenal, Man United, Liverpool track Bayern star Karl한겨레[사설] 독·일 합계도 넘어선 경상흑자, ‘반도체 이후’ 준비를Daily MaverickTIP-OFF AND BUST: Baobab trees seized in Durban ship warehouse probeZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioUOLComparecimento sobe na China continental, e Lula vence com 70,5% dos votosSCMP ChinaHow China’s regional leadership changes offer clues to the future of the Communist Party
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, October 25, 2026

8h. 11 feridos após intervenção da PSP em Lisboa e no Porto

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Beatriz Félix. Bom dia, Beatriz. Foi uma noite tensa em Porto e Lisboa. A polícia avançou sobre os manifestantes e retirou todas as tendas na Praça do Rossio e também na Praça D. João I.

Sim, foi uma noite marcada por investidas rápidas e violentas da PSP sobre os manifestantes, em causa o incumprimento de ordem pública. As autoridades avisaram que as centenas de manifestantes poderiam pernoitar nas praças, desde que não fossem montadas tendas. Estes manifestantes, em assembleias populares, votaram em permanecer e com tendas montadas. Foram feitos vários avisos, mas depois de um terceiro, às duas da manhã, a polícia acabou por investir e nesta intervenção foram detidos 31 manifestantes por desobediência, 25 em Lisboa e seis no Porto. Há também registro de vários feridos. O último balanço da PSP dá conta de 11, entre eles oito civis e três polícias, sendo que um dos operacionais foi ferido pelo cão de um dos manifestantes. Começamos por recordar a noite no Porto, na Praça D. João I, que foi acompanhada pelo jornalista Miguel Pinheiro Correia.

O dia longo da acampada pela habitação no Porto começou na Praça da Batalha e terminou aqui, onde agora me encontro, na Rua do Heroísmo, junto à terceira esquadra da PSP. Mas foi na Praça D. João I, como aliás tem sido habitual, que se viveram os maiores momentos de tensão deste protesto, depois de uma marcha que começou, como referia, na Praça da Batalha e que se seguiu essa manifestação, essa concentração na Praça D. João I, onde houve uma assembleia popular que, na primeira votação, poucas pessoas quereriam dormir na praça e poucas pessoas votaram a favor de dormir nas tendas na Praça D. João I, mas depois uma nova votação feita mais tarde, com mais pessoas a votarem a favor, deu essa conclusão ao movimento, que então decidiu dormir na praça com as tendas montadas. A partir daí iniciou-se uma negociação com a PSP, que chegou a dizer, como conseguimos testemunhar, que poderiam dormir na praça, mas não com as tendas e que caso mantivessem as tendas, a polícia teria que intervir. Os organizadores do movimento concordaram com a polícia, os que estavam a dialogar com a polícia concordaram e transmitiram essa decisão aos outros manifestantes, a uma grande multidão, que não concordaram e que por isso a decisão foi revertida. Acabaram por decidir manter a pernoita com tendas na Praça D. João I. Em breves instantes, a polícia chegou em peso à praça e quando atuou, fê-lo de forma muito rápida. Começaram a atuar a partir de um dos lados da Praça D. João I, perto da Rua Sá da Bandeira, e numa questão de menos de 10 minutos, conseguiram afastar e retirar todos os manifestantes da Praça D. João I, esses manifestantes que depois seguiram até à Avenida dos Aliados, até que, pouco tempo depois, tiveram a confirmação de que alguns dos seis detidos pela PSP nesta intervenção estariam aqui nesta terceira esquadra da PSP no Heroísmo e, por isso, vieram por aqui e aqui se mantêm numa amostra de solidariedade pelo que aconteceu por esta tarde, noite e madrugada longa e tumultuosa na cidade do Porto.

É a reportagem do repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, na Praça D. João I. Entretanto, estes seis detidos no Porto, quatro homens e duas mulheres, já foram libertados. Aconteceu por volta das seis da manhã. Um deles é João Silveira, também porta-voz do Movimento Acampada, que à saída da esquadra, conta à Rádio Observador como é que estas detenções aconteceram.

Estávamos na praça, estávamos em cordão, fui detido nos primeiros momentos da avançada da polícia. Estávamos a resistir pacificamente, ordenadamente, como fazemos, quando fui separado do resto do grupo e colocado numa carrinha.

E depois foram levados pela polícia pra aqui, para a esquadra do Heroísmo. O que aconteceu entretanto? Do Bom Fim, o que aconteceu entretanto?

Nada, fomos simplesmente identificados e vamos a tribunal na segunda-feira. Agora o importante é voltar a centrar na luta pra habitação, centralizar com o resto dos camaradas, chamar toda gente hoje pra praça às 17h, como temos feito até agora. Não é isto que nos vai parar, o que é preciso é que isto valha a pena.

Ou seja, mesmo apesar desta detenção, não têm vontade de desmobilizar, pelo menos da tua parte.

Não, não temos vontade de parar a luta, obviamente. Sabemos dos riscos que estamos envolvidos e sabemos o que podemos ou não fazer. Há várias pessoas, temos imensa gente que estaria disposta também a estar aqui.

João Silveira, que é porta-voz do movimento e um dos seis detidos no Porto, que foi entrevistado pelo jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, já à saída da esquadra, depois destes seis detidos terem sido libertados. E em Lisboa, quem esteve a acompanhar em direto toda esta intervenção da polícia foi o jornalista David Bileu. E David, a polícia agiu para além da Praça do Rossio, nas ruas da capital.

Os manifestantes pela habitação em Lisboa já se encontram completamente dispersos na Praça do Rossio. Já ocorrem os trabalhos de limpeza da praça e da estátua Dom Pedro IV. Esta intervenção policial começou às duas horas da manhã, após o terceiro aviso das forças de segurança para que os manifestantes desmontassem as tendas que tinham aqui. A polícia avisou os manifestantes três vezes que depois da meia-noite e meia não seria permitido as tendas continuarem montadas aqui na praça. Os manifestantes resistiram, consideram que a legalidade está do lado deles. O mesmo pode ser dito para as forças de segurança. Ambos acreditam ter a lei do seu lado e, portanto, esta intervenção policial começou. As forças de segurança começaram a avançar perante os manifestantes e houve aqui situações bastante tensas de confronto entre os manifestantes e a polícia, de alguma violência, lançamento de petardos por parte das autoridades e também depois a debandada destes manifestantes, que viram que não conseguiam fazer face ao avanço das autoridades e, por isso, começaram a deslocar-se para a Praça da Figueira, onde ainda estiveram durante alguns largos minutos e foi na Praça da Figueira onde ocorreram também os primeiros socorros a estes feridos. Os manifestantes organizaram-se novamente numa assembleia para perceber o número de desaparecidos e também o número de possíveis feridos, inclusivamente pessoas que tivessem levado alguma bastonada por parte das autoridades. Um pouco mais tarde, as autoridades decidiram também avançar na Praça da Figueira e obrigar os manifestantes a recuar. Os manifestantes recuaram e recuaram pra Rua da Madalena e depois foram em direção ao Martim Moniz, onde estiveram durante bastante pouco tempo, porque as autoridades voltaram a demonstrar a intenção de avançar e de novamente obrigar estes manifestantes a recuar. Foi aí que começaram mais a dispersar-se, ainda estiveram na Rua dos Cavaleiros, onde montaram uma espécie de barricada, onde puseram vários caixotes do lixo a bloquear a entrada da rua, mas a situação não durou muito tempo, porque os caixotes foram repostos muito rapidamente e depois de terem subido a Rua dos Cavaleiros, a verdade é que esta manifestação se dispersou completamente e portanto agora o que se vê aqui nas ruas de Lisboa é uma situação calma, uma situação que de facto não se compara ao que foi vivido aqui nas primeiras horas da madrugada.

David Bilé, o repórter do Observador, que acompanhou esta investida das autoridades no terreno, na Praça do Rossio. Esta hora já não há equipes de limpeza na praça, o chão está limpo, já não há tendas nem cartazes. O último passo é remover os grafites da estátua de Dom Pedro IV.

E para justificar a intervenção desta madrugada, a polícia fala numa ocupação do espaço público, Beatriz.

E tudo começou pouco depois da uma da manhã, quando a polícia ordenou a retirada das tendas. Os manifestantes formaram cordão humano e viveram-se momentos de tensão. A PSP fala em ocupação do espaço público de forma indevida, depois de terem sido feitos vários avisos e a tentativa de negociação. Quem o diz é Sérgio Soares, subintendente da PSP.

A PSP encetou diversas ações de diálogo, sensibilização, comunicação, mediação com os manifestantes, até de negociação, se quisermos, para tentarmos demover os mesmos relativamente à questão temporal, aos limites impostos pelo Decreto de Lei 406/74 e relativamente às estruturas de acampamento, que, não estando licenciadas, não poderiam manter-se naquele local, uma vez que havia uma ocupação do espaço público de forma indevida. Apesar dessas ações da Polícia de Segurança Pública de diálogo, não houve esse acatamento por parte dos manifestantes, quer na cidade do Porto, quer na cidade de Lisboa, o que nos motivou a intervir.

Foram as declarações de Sérgio Soares, o subintendente da PSP, que falou esta manhã para dar um ponto de situação.

Vamos ainda à atualidade internacional, Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro, um deles vai ser eleito hoje presidente do Brasil.

Num país dividido, mais de 158 milhões de brasileiros vão hoje a votos. São chamados às urnas para escolher entre Lula e Bolsonaro. Ontem foi o último dia das campanhas. Hoje, Bolsonaro e Lula da Silva são então os dois nomes para o próximo presidente do Brasil.

E há uma emissão especial na Rádio Observador, mais logo à noite, para acompanhar os primeiros resultados das presidenciais brasileiras, aqui na rádio e também no YouTube do Observador.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.