Reino Unido aceita se desculpar por escravidão, mas nega reparo financeiro

Apesar de sinalizar abertura para um pedido de desculpas, Burnham rejeitou a ideia de compensação financeira direta. "Não creio que o povo britânico de hoje possa ser responsabilizado por erros históricos, por mais hediondos que sejam, que ocorreram numa época diferente, sob leis diferentes e nos quais não tiveram qualquer participação pessoal", afirmou.
O premiê também defendeu uma agenda prática ligada a dívidas de países vulneráveis. No texto, ele disse querer "lançar uma nova campanha em relação à dívida", com medidas para ajudar esses países a pagarem em prazos mais longos e com juros melhores.
Gaston Browne, primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, reagiu aos comentários de Burnham e às propostas sobre dívida. Em publicação no Facebook, ele afirmou que "a posição de longa data das Caraíbas sobre a justiça reparatória permanece inalterada".
O tráfico transatlântico de escravos levou milhões de africanos para as Américas entre os séculos XV e XIX. Nesse período, a Grã-Bretanha transportou cerca de 3,2 milhões de pessoas através do Atlântico, de acordo com o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos.
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