Proteção Civil sinalizou 145 ocorrências até às 10h de hoje

O Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) da Madeira registou 145 ocorrências devido à passagem da depressão Bruna, entre as 08:00 de sábado e as 10:00 deste domingo, relacionadas sobretudo com quedas de árvores e inundações.
Nesse período, foram sinalizadas 50 quedas de árvores, 35 inundações, 20 limpezas de via e sinalizações de perigo, e 15 movimentos de massa, segundo um ponto de situação divulgado pela proteção civil.
Além destas ocorrências, registaram-se patrulhamentos e vigilância (9), quedas de elementos de construção em estruturas edificadas (5), desabamentos de estruturas (4), quedas de redes elétricas (5), remoções de elementos de perigo de queda (2) e um desentupimento.
O SRPC adianta ainda que foram mobilizados 346 operacionais e 140 meios técnicos.
Entre as principais ocorrências está o desalojamento de cinco pessoas na sequência de uma inundação numa habitação, no concelho de Santa Cruz, no sábado, situação que está a ser acompanhada pelos serviços municipais.
O Funchal foi o município com mais ocorrências (66), seguindo-se Santa Cruz (31), Câmara de Lobos (16), Calheta (9), Porto Moniz (7), Machico (6), São Vicente (4), Ribeira Brava (4), Ponta do Sol (1) e Santana (1).
Estão ainda condicionados ou encerrados vários acessos nas zonas altas e costeiras dos concelhos do Funchal e de Câmara de Lobos, assim como todos os percursos pedestres classificados da região.
A região está a ser afetada pela depressão Bruna, com chuva, vento e agitação marítima fortes, que tem também afetado o movimento no Aeroporto Internacional da Madeira.
O IPMA emitiu avisos laranja devido à precipitação e ao vento, ao final do dia de sábado, mas neste momento só estão em vigor avisos amarelos.
A capitania do Porto do Funchal prolongou os avisos de vento muito forte e agitação marítima forte, até às 06:00 de segunda-feira, tendo por base as previsões meteorológicas do IPMA.
A amarração das embarcações deve ser reforçada, os passeios junto ao mar e em zonas expostas devem ser evitados, assim como a prática da pesca lúdica, recomenda a capitania.
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