The Jerusalem PostIran split screen: When US, Israeli interests reach a fork in the road - analysisRTP DesportoBrandon McNulty fugiu para o arco-íris na prova de fundoESPN DeportesPumas se derrumba en casa y San Luis marca el terceroESPNUSC suspends LB Stephens after ejection for hit on Oregon QB MooreDaily MaverickUK PM Burnham refuses to back Heathrow’s third runway projectVanguardSerbia’s President resigns to run for PM in October electionBillboardFans Choose Madonna & Charli xcx’s ‘Danceteria Afterhours’ as This Week’s Favorite New MusicBBC NewsWhat we know about RAF base counter-terror investigationNOSRecordwarm einde van september op komstDeadlineBill Gates Warns Unregulated AI Development Could “Cause A Billion Deaths”Aitnewsمايكروسوفت تعيد تصميم Copilot.. تطبيق واحد يجمع الذكاء الاصطناعي وتطبيقات والبرمجةABC NewsUK police arrest 5 men under terrorism, explosives acts close to US air base
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 27, 2026

'Algo nunca visto': estrela morta produz onda de choque que desafia astrônomos

Translate

Uma estrela morta localizada a cerca de 730 anos-luz da Terra está produzindo uma poderosa onda de choque que os mecanismos conhecidos não conseguem explicar. A estrutura parece existir há pelo menos mil anos, apesar de o sistema não apresentar a fonte de energia que normalmente sustentaria um fenômeno desse tipo.

A estrela, chamada RXJ0528+2838, é uma anã branca acompanhada por uma estrela semelhante ao Sol. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista científica Nature Astronomy.

O fenômeno surpreendeu os pesquisadores uma vez que não há evidências de um disco de matéria ao redor da anã branca. Em sistemas semelhantes, esse disco costuma alimentar os fluxos capazes de produzir grandes estruturas no espaço. "Encontramos algo nunca visto antes e, mais importante, totalmente inesperado", afirmou Simone Scaringi, professora associada da Universidade de Durham, no Reino Unido, e coautora principal do estudo.

Onda de choque se estende ao redor da estrela morta

Assim como outras estrelas da Via Láctea, a RXJ0528+2838 se desloca pelo espaço e encontra gás presente entre as estrelas. Nesse movimento, o material expelido pelo sistema colide com o ambiente ao redor e produz uma estrutura conhecida como onda de choque de proa. Ela assume a forma de um arco à frente do objeto em movimento.

Ondas desse tipo normalmente surgem quando material lançado por uma estrela encontra o gás ao seu redor. No caso da RXJ0528+2838, porém, os cientistas não identificaram um mecanismo conhecido capaz de explicar completamente o fluxo observado.

A estrutura foi detectada inicialmente com o Telescópio Isaac Newton, na Espanha. Depois, os pesquisadores utilizaram o instrumento MUSE, instalado no Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), para investigar o fenômeno.

As observações permitiram mapear a onda de choque e analisar sua composição. Com isso, a equipe confirmou que a estrutura está relacionada ao sistema binário, e não a uma nebulosa ou nuvem interestelar independente.

Campo magnético pode explicar parte do mistério

Os cientistas encontraram uma possível pista no forte campo magnético da anã branca. Em vez de permitir que o material transferido pela estrela companheira forme um disco, o campo magnético parece conduzi-lo diretamente para a anã branca.

Essa característica poderia contribuir para a formação do fluxo. No entanto, ela não resolve completamente o mistério.

De acordo com os pesquisadores, o campo magnético atual conseguiria sustentar uma onda de choque por apenas algumas centenas de anos. A estrutura observada, porém, parece existir há pelo menos mil anos. Isso indica que outra fonte de energia ainda desconhecida pode participar do processo.

"Nossa descoberta mostra que, mesmo sem um disco, esses sistemas podem gerar fluxos de saída poderosos, revelando um mecanismo que ainda não compreendemos", afirmou Krystian Iłkiewicz, pesquisador do Centro Astronômico Nicolau Copérnico, na Polônia, e coautor principal do trabalho.

Cientistas procuram um 'motor misterioso'

Os pesquisadores ainda não sabem qual mecanismo permite que o sistema sustente um fluxo tão poderoso durante tanto tempo.

A hipótese é que o campo magnético esteja relacionado a uma fonte adicional de energia, descrita pelos pesquisadores como um "motor misterioso". As observações disponíveis, entretanto, ainda não permitem determinar sua origem.

A equipe pretende investigar outros sistemas binários para descobrir se fenômenos semelhantes também podem ocorrer em anãs brancas sem discos.

O futuro Extremely Large Telescope (ELT), do ESO, poderá ajudar nessa busca. Com maior capacidade de observação, o telescópio deverá permitir o estudo de sistemas mais fracos e fornecer mais detalhes sobre aqueles já conhecidos.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.