Zé Roberto conquista vaga 50 anos depois de 1ª participação olímpica: "Quando eu sair do vôlei, vai doer"

– O segredo é a paixão pelo que você faz. Sempre me considerei um professor de alma. Gosto de ensinar, de estar na quadra. A minha vida foi isso. Sei que, quando eu sair, parar com o vôlei, vai doer muito. Então, pretendo aproveitar o tempo que me resta e sempre tentar fazer o meu melhor – disse Zé, aproveitando também para elogiar a comissão técnica brasileira.
José Roberto Guimarães em Brasil x Argentina, pelo Pré-Olímpico Feminino de vôlei — Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV
No cenário nacional, Zé ainda é gestor do projeto do Barueri, que, nos últimos anos, se dedicou a revelar jogadoras. Luzia, Lorena e Diana são alguns exemplos de atletas da seleção que passaram pelas categorias de base do clube paulista.
– Quando olhei para a quadra (durante Brasil x Argentina), me dei conta de que algumas jogadoras tinham passado por Barueri. Olha que bacana. Acho que essa é a minha missão, o que me propus a fazer. Fico feliz por ter colaborado com o crescimento delas – comentou o técnico.

Brasil 3 x 0 Argentina | Melhores Momentos | 5ª rodada | Pré-Olímpico de Vôlei feminino
Foco no Mundial de 2027 e sonho do ouro olímpico
Como a vaga olímpica foi confirmada com dois anos de antecedência, a seleção brasileira terá uma preocupação a menos nas próximas temporadas. A equipe só se reunirá novamente em 2027, para a disputa de duas competições, e Zé Roberto já deixou bem claro que a prioridade será o título inédito do Mundial, mesmo que isso sacrifique a campanha verde-amarela na Liga das Nações (VNL).
– O campeonato mais importante vai ser o Mundial. É aquela coisa do título que ainda não temos e buscamos incessantemente. Usaremos a VNL como preparação, começando com um time menos experiente e dando tempo para as meninas descansarem. Isso pode botar em risco a classificação na Liga das Nações, mas vale mais o que vem depois. Não podemos descartar o Mundial e só vamos pensar em Jogos Olímpicos depois disso – projetou o treinador.
José Roberto Guimarães e a oposta Tainara em Brasil x Argentina — Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV
Maior pontuadora do Brasil no Pré-Olímpico, com 63 acertos, Ana Cristina é um dos pilares do presente e do futuro da seleção. A ponteira de 22 anos já tem duas medalhas olímpicas na carreira: prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024. Mas quer realizar o sonho do ouro em Los Angeles e sabe que a vaga antecipada pode ajudar a preparação para os Jogos.
– (A classificação ainda em 2026) Traz uma tranquilidade para trabalhar os pontos que precisamos nos próximos anos. Também dá paz para observar uma nova geração, as meninas que estão vindo. É muito bom e gratificante saber que estamos nas Olimpíadas. Vamos nos preparar já sonhando com o ouro – comentou Ana.
Brasil celebra título do Pré-Olímpico Feminino de vôlei — Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV
Nyeme, líbero titular do Brasil, foi outra a apontar as vantagens da vaga antecipada nos Jogos Olímpicos:
– Certamente isso nos ajudará a ter tempo para formar o melhor time, ficar o mais forte possível, porque sabemos como as Olimpíadas são outro campeonato. Tenho certeza de que o Zé testará peças e rotações diferentes. No final, vai escolher as melhores jogadoras para Los Angeles.
Confira a campanha do Brasil no Pré-Olímpico Feminino
Terça-feira, 8 de setembro:
Quarta-feira, 9 de setembro:
Quinta-feira, 10 de setembro:
Sábado, 12 de setembro:
Domingo, 13 de setembro:
*Além da vaga em Los Angeles, a seleção brasileira ainda conquistou o 24º título sul-americano na história – o 16º consecutivo.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.