MP-SP quer indenização de R$ 100 mil de Eduarda Campopiano por transfobia contra Erika Hilton

Ministério Público diz que a ofensa foi 'absolutamente gratuita'. A ação aponta que Campopiano não teria sido agredida nem sequer citada por Erika Hilton antes da publicação.
Promotor pede que Campopiano pague indenização por danos morais coletivos de pelo menos R$ 100 mil. O MP-SP também defende que ela publique retratação pública em veículos de ampla circulação e seja proibida de fazer novas publicações de cunho transfóbico, sob pena de multa.
MP-SP afirma que negar publicamente a identidade de gênero de uma parlamentar trans pode configurar discriminação. "A negação pública da identidade de gênero de parlamentar trans em redes sociais extrapola o âmbito do debate e manifestação política legítima, podendo configurar discriminação e violência política de gênero", escreveu o órgão na ação.
Quem são as parlamentares citadas
Erika Hilton foi a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, com 1,5 milhão de votos. Já Campopiano, de 23 anos, foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1,9 milhão de votos no dia 4 de outubro.
Campopiano disse à Folha de S.Paulo que não teve intenção de discriminar. Em nota enviada em 6 de outubro, ela afirmou que o post foi uma 'manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais' e que 'não houve intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade contra qualquer pessoa'.
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