"Jorge Palma era sobretudo um ser humano fantástico"

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Manuel Moura dos Santos é produtor e manager. Obrigada por se juntar também a esta emissão especial. Jorge Palma era, de fato, um autor e um artista muito completo.
Bom dia a todos. Olhe, o que eu posso dizer? Para já, confessar a minha tristeza enorme. Jorge Palma era, sobretudo a título pessoal, um ser humano absolutamente fantástico. Uma pessoa com nobreza de carácter, conheci poucas pessoas neste meio do entretenimento português como o Jorge. E profissionalmente, aquilo que ele fez e aquilo que fica, e que é o que interessa. Ele fez, não sei se 13, 14 discos originais, penso que 14. Fica aí para as pessoas perceberem e verem, para as novas gerações ouvirem, se não ouviram ainda, tudo o que ele fez e fiz para ele discos também extraordinários. Jorge era um cantautor, era um músico. Penso que tinha o curso superior de conservatório de piano.
De piano, sim.
Era não só um músico, mas era um autor extraordinário. Fez canções que marcaram gerações e que ficarão. Eu trabalhei 18 anos com ele, se incluirmos o Rio Grande. E guardo esse tempo com recordações extraordinárias, de fato, de uma pessoa excepcional.
E era fácil trabalhar com ele nessa gestão também da carreira do Jorge Palma?
Era relativamente fácil. Nós falávamos com frequência, estávamos em contacto três, quatro vezes por semana, encontrávamo-nos com frequência. Isto não há pessoas perfeitas, nem a título pessoal, nem profissional, não existem. Portanto, há sempre coisas para resolver, problemas. Mas aquilo que eu guardo na minha memória são os discos que ele fez enquanto eu trabalhei com ele, que foram pelo menos quatro discos originais e três discos ao vivo. E um marcante, porque provavelmente terá sido o maior sucesso da carreira dele, que foi o "Boa Noite". E é isso que era fácil. Os artistas têm as suas idiossincrasias.
Faz parte.
Faz parte, mas não são essas as minhas memórias do Jorge.
Há alguma canção que consiga apontar como a obra-prima de Jorge Palma?
Há uma canção que eu adorava dele.
Que é?
Não era só uma, eu gostava de várias. "Mamã, Mamã", "Canção de Lisboa".
"Canção de Lisboa".
É um dos meus temas preferidos do Jorge, mas ele fez tanta coisa extraordinária.
É ouvir agora, não é? Temos de escutar.
Ele tem um conjunto de 20 ou 30 canções. Não é um artista que fez um sucesso ou dois, ou três ao longo da carreira, fez vários. "Dá-me Luz", "Frágil", "Deixa-me Rir", "O Bairro do Amor", o "Encosta-te a Mim". Veja, só aqui, de repente, assim, são seis ou sete, ou oito.
São muitas, temos muitas oportunidades de as ouvir. Manuel Moura dos Santos, muito obrigada por ter deixado também estas sugestões. Estamos quase no fim desta emissão especial
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