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Menos de 12 horas antes, Portugal tinha ganho em Copenhaga, onde a Dinamarca não perdia há dois anos. Jogou bem, marcou quatro golos, foi capaz de reagir bem às tentativas de resposta contrárias. Pressionou de forma destemida (ou num “risco calculado”), criou oportunidades, foi melhor. Divertiu-se em campo nunca deixando de ser sério no compromisso – e o ar leve dos jogadores na flash interview era um espelho disso mesmo. Por cá, na manhã desta sexta-feira, eram colocados outdoors gigantes que apoiavam um “herói” e visavam um “vilão”. “Obrigado Cristiano Ronaldo por tudo o que fizeste por Portugal, serás sempre o nosso capitão”, dizia a principal frase. “Jorge Jesus não esteve à altura: falta de sensibilidade na gestão do ativo CR7, tratou de forma errada um capitão, ego inflamado”, criticava a segunda parte de lado. A IA faz milagres a construir imagens mas nunca conseguirá ajudar no resto. Pouco depois, tudo foi retirado. |
Rebobinemos o filme, como ele foi e não como quiseram depois contar: Ronaldo não gostou de aquecer sem entrar na vitória frente à Noruega, num encontro onde até devia ter ido para a bancada mas que acabou por ficar no banco com essa conversa de que entraria a 20/30 minutos do final (como o jogo não estava a pedir, acrescente-se), deixou a ameaça de abandonar o estágio após uma primeira reunião com Jesus depois dessa partida, ouviu a conferência do selecionador no autocarro antes do treino, não gostou do que foi dito, fez as malas e partiu no jato privado de Copenhaga para Madrid. “A seu tempo, direi a verdade sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei”, anunciou. Nada nem ninguém foi capaz de demover o capitão dessa atitude, após mais um choque como acontecera com outros técnicos. Jesus, esse, mostrou respeito pelo jogador mas sem arrependimentos: “Não, nada”. |
Os alarmes da “bomba”, que à semelhança do estatuto de Ronaldo ganhou uma dimensão mundial apesar de Jesus continuar a fizer que não havia caso nenhum, não demoraram a soar – e a vários níveis. Na FPF, no Governo (a ponto de Luís Montenegro, primeiro-ministro, ter ligado a todos os intervenientes), no País. As opiniões podem dividir-se. A parte A esteve bem ou mal, a parte B devia ou não ter dito e feito diferente, a parte C tinha obrigação de evitar tudo. Tudo certo. Ainda assim, e na antecâmara de uma receção à Noruega que pode carimbar o primeiro lugar na fase inicial da Liga das Nações (domingo, 19h45), há algo que deve continuar acima de tudo e todos: garantir que é possível criar condições para um outro final de era de Ronaldo na Seleção. Sem isso, parte do que aconteceu ficará para sempre na história mas sem o sentido que deveria ter, com o impacto que isso poderá mais tarde ganhar para todos os intervenientes desta novela. |

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Tudo o que se foi passando ao longo da semana acabou por secundarizar aquilo que de mais relevante foi acontecendo no desporto nacional – a começar pelo triatlo. A necessitar apenas de uma quinta posição na Grande Final, em Pontevedra, Vasco Vilaça lutou até aos últimos metros pelo triunfo contra o grande rival, Matt Hauser, foi “encostado” no sprint final pelo australiano mas acabou a fazer a festa pelo título mundial com o companheiro e amigo Ricardo Batista, que terminou com a medalha de bronze. Quase duas décadas depois do fenómeno Vanessa Fernandes, Portugal conta com campeão mundial na modalidade. E não podia haver melhor inspiração para LA-2028: no ano a seguir ao título, Vanessa ganhou a prata em Pequim-2008. |
Esta pode ser uma semana com mais glória, neste caso no judo. Baku vai receber o Campeonato do Mundo a partir deste domingo (qualificações a partir das 8h, finais no bloco das 15h), com Portugal representado por nove atletas: Catarina Costa, Bernardo Tralhão, Miguel Gago, Joana Crisóstomo, Otari Kvantidze, Taís Pina, Patrícia Sampaio, Rochele Nunes e Jorge Fonseca, o único campeão mundial português e logo em duas ocasiões (2019 e 2021). Patrícia Sampaio, medalhada nos últimos Jogos Olímpicos, é o grande destaque da delegação nacional, tentando repetir ou melhorar o bronze conseguido no ano passado em Budapeste. E por falar em Mundiais, neste caso de hóquei em patins feminino, no Paraguai, Portugal faz a estreia frente à Índia no domingo (15h), seguindo-se os encontros no grupo B com Colômbia, Itália, Brasil e México. |
No ciclismo, depois da surpreendente vitória do norte-americano Brandon McNulty na prova de fundo dos Mundiais, a Eslovénia organiza nos próximos dias os Campeonatos da Europa sem a presença do seu filho pródigo, Tadej Pogacar. Sem João Almeida e António Morgado, a Seleção vai apresentar Nelson Oliveira, Tiago Antunes, Afonso Silva e Pedro Silva na prova masculina (domingo), com Raquel Queirós e Beatriz Roxo a marcarem presença na feminina (sábado). Os contrarrelógios terão lugar apenas na quarta-feira. Nota ainda para o Grande Prémio do Bahrain em Fórmula 1, depois do triunfo de George Russell à frente dos dois Red Bull no Azerbaijão (domingo, 8h); para o Grande Prémio do Japão em MotoGP, numa fase em que Jorge Martín lidera o Mundial com mais 12 pontos do que Marc Márquez (domingo, 6h); e para as decisões nos ATP de Pequim e Tóquio em ténis (terça-feira), quando já se joga o Masters WTA de Pequim. |
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Eu, a TV e um comando
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O jogo em palavras
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Pódio
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O especial
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Terceiro tempo
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