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Monday, October 19, 2026

'Fiasco': imprensa francesa critica resposta do governo à onda de violência no fim de semana

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O diário descreve as cenas chocantes de saques por indivíduos sem nenhuma relação com os protestos, de violências policiais contra os manifestantes que tentaram participar dos atos pacificamente, milhares de comerciantes que tiveram suas lojas destruídas e o curto pronunciamento do presidente Emmanuel Macron, na noite de domingo (18), sem apresentar medidas concretas. 

"Vergonha e revolta" é a manchete do jornal Le Figaro, que retrata em editorial uma "França desfigurada" após os atos de violência do fim de semana. O texto cita prédios públicos e estabelecimentos comerciais depredados, além de ameaças a jornalistas durante os ataques às sedes da rádio Europe 1, da emissora CNews e do jornal JDD. Para o diário, "com as chamas deste dia sombrio, foi todo um sistema de valores do país que virou fumaça".

As forças de segurança esperavam um dia extremamente complicado, mas ele foi "apocalíptico", afirma Le Figaro. O diário critica a impossibilidade do Ministério do Interior de antecipar os riscos devido à infiltração nas manifestações de pessoas sem nenhuma relação com os protestos.

Representantes de organizações sindicais da polícia falam de efetivos "sobrecarregados", com vândalos atuando em grupos desde a manhã de sábado, várias horas antes do início oficial das marchas, a maioria delas previstas para o início da tarde. 

"Como chegamos neste ponto?", questiona em sua manchete o jornal La Croix, para quem os distúrbios e violências de sábado, fazem temer uma escalada generalizada, com a revolta social como pano de fundo.

O diário classifica o 17 de outubro como um dia "funesto" e cobra a responsabilização dos que chama de "arquitetos do caos", entre eles vândalos, políticos extremistas e um governo que, segundo o jornal, se mostra incapaz de responder às demandas da população por estar voltado para seus próprios interesses.

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