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Saturday, November 7, 2026

Vance e Rubio em 2028 são inviáveis com popularidade atual de Trump, diz Maurício Moura

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Uma candidatura de J.D. Vance ou Marco Rubio à Presidência dos Estados Unidos em 2028 será inviável se o governo Donald Trump chegar à eleição com a popularidade atual, afirmou Maurício Moura, fundador do Instituto IDEIA e professor da Universidade George Washington. Em entrevista ao Macro em Pauta, da EXAME, ele disse que o vice-presidente e o secretário de Estado não têm como se dissociar da gestão da Casa Branca.

“Se esse governo chegar com essa popularidade atual, que é uma popularidade bastante baixa (...) é inviável uma candidatura de J.D. Vance e Marco Rubio”, disse ele.

Novos concorrentes entre os republicanos

Segundo Moura, pouco depois das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, começaram a aparecer possíveis adversários dos dois nas primárias republicanas. Ele citou Nikki Haley, Liz Cheney e Ron DeSantis.

“Antes da terça-feira, a gente basicamente tinha dois nomes para as primárias. Em 48 horas começaram a surgir outros nomes”, afirmou Moura. Os nomes mencionados por ele são possibilidades para a disputa interna, não candidaturas confirmadas.

Na avaliação dele, Haley sai fortalecida por ter criticado a capacidade do governo de se concentrar nas prioridades da população. Cheney, adversária de Trump dentro do partido, também voltou a ser mencionada em Washington.

“Outro nome que ressurgiu das trevas em Washington foi o da Liz Cheney”, disse.

Já DeSantis, governador da Flórida, se apresenta como alternativa ao criticar Trump publicamente, segundo o analista. O espaço de cada um, porém, continuará ligado à trajetória da popularidade do presidente.

AOC e centristas na disputa democrata

Do lado democrata, Moura prevê uma disputa entre o que classifica como a ala socialista e a ala moderada ou centrista do partido. Segundo ele, essa divisão se reproduzirá nas primárias.

Ele aponta pressão para que a deputada Alexandria Ocasio-Cortez (AOC) concorra nas primárias presidenciais e cita Elizabeth Warren como outra possibilidade nesse campo.

Entre os centristas, menciona o governador da Califórnia, Gavin Newsom, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o senador pela Geórgia Jon Ossoff. Ao comentar a campanha de Ossoff ao Senado, afirmou: “Os discursos dele são presidenciais”.

Para Moura, os democratas terão muitas opções, mas o eixo da disputa será a competição entre essas duas alas.

Texas entra na conta de 2028

Após as vitórias de James Talarico para o Senado e de Gina Hinojosa para o governo do Texas, existe em Washington a percepção de que o estado pode entrar na disputa em 2028, segundo Moura. Ele ressalva, porém, que o contexto dessas eleições não necessariamente se repetirá na disputa presidencial.

“Seria a mesma coisa de você tirar a Califórnia do Partido Democrata”, comparou, ao explicar o peso do Texas para o caminho republicano à Casa Branca.

Para o analista, o resultado teve relação com a escolha dos candidatos e com um contexto eleitoral específico. Segundo ele, a possibilidade de repetir o avanço em 2028 dependerá também do desempenho do novo governo estadual e dos candidatos escolhidos pelos dois partidos.

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