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Thursday, October 15, 2026

Flávio Bolsonaro vota à distância pelo fim da escala 6×1

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou seu voto pelo fim da escala 6x1 de forma remota na noite desta quarta-feira (14). O candidato à Presidência, que nesta tarde cumpriu agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, votou favorável à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altera a atual jornada de trabalho.

Como mostrou a CNN, o Senado aprovou em dois turnos a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas semais, sem diminuição de salário. A medida foi aprovada por 75 votos a 1. O texto agora vai para promulgação.

Ainda na terça (13), Flávio mudou o discurso e, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse à imprensa que votaria a favor do fim da escala 6x1. O candidato destacou ter discordâncias com a PEC, mas afirmou que votaria "de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro".

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"A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho. [...] Quando reduz a jornada de trabalho vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir pra informalidade, então isso tudo a gente tá pesando, mas de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro", afirmou.

Na ocasião, apesar de ter dito que votaria favorável, afirmou que o governo vai "pagar essa conta".

"Então o Flávio Bolsonaro vai votar a favor do fim da 6x1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação", disse o senador.

Mais cedo, como mostrou a CNN, o candidato à Presidência pelo PL (Partido Liberal) sinalizou a empresários a possibilidade de revisar o texto da proposta caso seja eleito no segundo turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro, contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A avaliação da campanha de Flávio, segundo apuração da âncora do CNN 360° Débora Bergamasco, é que ele não poderia votar contra o fim da 6x1 em meio ao período eleitoral, considerado o forte apelo popular da pauta. O entendimento é que "correções" à proposta poderão ser feitas no próximo ano, caso ele assuma a chefia do Planalto. A campanha se apoia na maioria das cadeiras conquistadas no Congresso.

A partir do próximo ano, o PL terá a maior bancada partidária do Congresso, com 121 deputados e 19 senadores eleitos.

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