O que fãs podem esperar do documentário do Kiss, segundo Gene Simmons

Vocalista e baixista promete uma viagem ao começo da trajetória da banda, além de bastidores da turnê de despedida encerrada em dezembro de 2023
Pedro Hollanda (@phollanda21)
O Kiss se despediu oficialmente dos palcos em dezembro de 2023, com dois shows finais no Madison Square Garden, em Nova York. Agora, a última turnê da banda será tema do documentário Kiss: End of the Road, que estreia no próximo dia 19 de novembro.
Em entrevista ao programa de TV The Hill With Blake Burman (via Blabbermouth), Gene Simmons abordou o longa, que será disponibilizado em streaming no site oficial do Kiss por 15 dólares. Perguntado sobre o conteúdo do documentário, o vocalista e baixista afirmou que o projeto não se resume apenas às apresentações finais e também irá focar na carreira inteira da banda.
“Este documentário volta lá para o começo dos tempos. Não, ele não volta no tempo em geral. Volta para o começo do tempo do Kiss.”
Segundo Simmons, o Kiss nasceu de uma vontade de fazer um espetáculo de rock mais extravagante do que aquele feito pelas bandas das quais ele e os outros integrantes eram fãs. Isso fez muita gente torcer o nariz, mas no fim o grupo mascarado riu por último.
“Na nossa época, quando as pessoas ainda estavam esfregando gravetos para acender um fogo, os artistas costumavam usar camisetas tie-dye e cobrar preços de show completo para tocar violão. E mesmo que gostássemos de todas essas bandas, queríamos ser bombásticos. Aí as pessoas diziam: ‘Essa banda se transforma em um espetáculo completo’. E é exatamente isso que fazemos. Todo show, dar ao público o que vale. E ao longo do caminho, quando as pessoas ainda compravam álbuns e tal, o Kiss se tornou o grupo americano com mais discos de ouro da história. Isso inclui duplas.”
Documentando o fim do Kiss
Quanto ao motivo para documentar essa turnê derradeira, o vocalista e baixista afirmou ser, em parte, para dar um presente aos fãs — e também uma consequência do acordo firmado pelo Kiss com a empresa Pophouse Entertainment, que adquiriu todos os direitos de marca, catálogo e identidade visual da banda. Essa venda ocorreu porque, ele explicou, não dava para continuar com o grupo daquele jeito eternamente:
“Você tem que saber quando sair do palco com elegância e orgulho, porque você precisa entender que o Kiss foi e continua sendo a única banda do seu tipo. Em cada show, eu tinha que cuspir fogo (geralmente na frente, às vezes lá de trás, depende da comida italiana) e voar pelo ar, mantendo a língua de fora o tempo todo. Eu faria isso, se o chão não estivesse meio sujo. Vestir 30 quilos de armadura, tachas, guitarras, tudo em botas com plataforma de sete polegadas, por duas horas. É exaustivo. Agora eu tenho 77 anos. Você tem que saber, você tem que respeitar os fãs o suficiente para saber quando sair do palco.”
Show de avatares
Parte do acordo com a Pophouse para a venda de todas as propriedades intelectuais do Kiss gira em torno do desenvolvimento de um show de avatares digitais tal qual o espetáculo Abba Voyage, no qual a lendária banda pop sueca pode ser vista no seu auge eterno. Tanto Simmons quanto Paul Stanley estão envolvidos na produção, além de outras atividades relacionadas ao Kiss promovidas pela empresa.
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Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
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