The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 31, 2026

12h. ACP considera apoios a carros elétricos insuficientes

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É meio-dia. Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, começamos este jornal pelo ACP, que considera insuficientes os apoios anunciados pelo governo para a compra de carros elétricos. Já a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos vê com bons olhos as medidas anunciadas pela ministra do Ambiente.

Ontem, a Maria da Graça Carvalho anunciou que o Executivo quer ajudar as famílias com menores rendimentos a comprar este tipo de automóveis. O governo prevê, por exemplo, comparticipar até 80% do valor elegível de aquisição de um carro elétrico, com limite até aos € 15 mil. Está também previsto um apoio de até € 1 mil para a instalação de um posto de carregamento. O tema esteve em debate esta manhã, no Explicador da Rádio Observador, com o presidente da ACP, Carlos Barbosa, a afirmar que o governo tinha a obrigação de alargar mais os subsídios.

Um valor ridículo que o Orçamento de Estado põe à disposição dos portugueses. Primeiro, não sei como é que o Estado vai ver quem são as pessoas mais carenciadas ou não. Tem a ver com o IRS, tem a ver com o que ganham, tem a ver com o quê? Depois, o valor é muito curto, a meu ver. A transição energética tem sido feita aos solavancos, quer cá, quer na Europa. E é pena. Aliás, cá até tem sido feita de uma maneira mais acentuada, porque nós compramos mais carros elétricos do que grande parte dos países europeus e, portanto, o governo tinha a obrigação de dar mais subsídios.

Opinião contrária tem o presidente da Associação de Utilizadores de Carros Elétricos, Pedro Faria.

Estas medidas vêm muito ao encontro daquilo que foram as propostas da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos para o Orçamento do Estado de 2027. Era expectável, porque estas medidas estão incluídas no plano social para o clima. É um plano com cerca de 1,6 milhões de euros, a executar até 2032, e a função é apoiar uma transição energética justa e proteger os grupos mais vulneráveis ao aumento do custo dos combustíveis fósseis.

Do ponto de vista económico, a medida não vai ter grande impacto. É, pelo menos, essa a opinião do economista António Nogueira Leite. Vamos ouvir.

É uma medida que eu acho que não vai ter um impacto tremendo, até pela sua dimensão, como já foi referido. Enfim, não vai prejudicar o problema, pelo contrário, vai ajudar a melhorá-lo, mas não sei se é o gasto mais eficiente de dinheiro público, se o nosso objetivo tiver descarbonizar e dar acesso a todos os portugueses a transporte não poluidor, no sentido de não emissor de CO₂.

Declarações de Pedro Faria, da Associação de Utilizadores de Carros Elétricos, Carlos Barbosa, presidente do ACP, e do economista António Nogueira Leite, que aqui ouvimos. Foram todos ouvidos esta manhã no Explicador da Rádio Observador.

E seguimos com um aviso da PSP. Vai haver tolerância zero para novos acampamentos na Praça do Rossio esta noite.

As tendas têm de sair até à 00h30. Só passam como elemento simbólico. A posição do Comando Metropolitano da PSP em Lisboa foi confirmada ao Observador, na sequência dessa ameaça do movimento da acampada, de voltar a montar tendas esta noite no Rossio. A PSP assegura que a comunicação com os manifestantes vai manter-se, mas deixa o aviso: não há linhas vermelhas para uma nova intervenção. Todas as opções estão em cima da mesa. O protesto em Lisboa arranca hoje às 16h. Começa no Largo Camões, desce até ao Rossio. À mesma hora, o Porto também sai à rua pelo setor da habitação. A marcha arranca na Praça da Batalha e termina na Praça Dom João I, um outro palco que tem sido habitual para estes protestos.

E do lado de quem protesta, Vasco, acumulam-se as críticas à atuação da polícia e do ministro da Administração Interna.

Luís Neves, que garantiu ontem no Parlamento que esteve sempre tudo articulado com a PSP durante a carga policial no último fim de semana. Uma posição que é condenada por um dos porta-vozes da acampada de Lisboa, João Veloso.

É bastante revelador ele assumir que esteve em contacto com a polícia, e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo para quem defende o direito à habitação. Este governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do governo para a crise da habitação.

João Veloso, um dos porta-vozes da acampada de Lisboa, ontem à noite, a noite em que os manifestantes se reuniram em assembleia popular mais uma vez, mas desta vez optaram por não dormir no Rossio. Hoje o cenário pode ser bem diferente, o que já levou a PSP a reforçar que não vai permitir a ocupação do espaço público.

E ainda sobre a manifestação marcada para esta tarde e que promete prolongar-se noite dentro, a PSP recuou e afinal vai permitir o uso de drones.

Luz verde dada aos órgãos de comunicação social que estejam devidamente autorizados. Num comunicado enviado às redações, a PSP recua face à posição conhecida ontem da autoridade da aeronáutica nacional, que tinha invocado falta de condições de segurança para o uso de drones no Rossio. Relembro que estes protestos este fim de semana não acontecem só em Lisboa e no Porto. Há também concentrações marcadas em Viana do Castelo, Braga, Faro e Beja. E amanhã as ações chegam também à Ilha da Madeira, com protestos agendados para o Funchal.

Na saúde, a ministra Ana Paula Martins garante que vão avançar mais parcerias público-privadas nos hospitais do SNS.

Uma audição que aconteceu já de madrugada. Foi até altas horas da madrugada que Ana Paula Martins foi ouvida na última noite no Parlamento, isto no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano. Estão a decorrer as audições setoriais de cada ministro no Parlamento. Ana Paula Martins confirmou então a intenção do governo de apostar em mais PPPs no Serviço Nacional de Saúde. Diz que é um passo que já está previsto na reforma do Estado.

Somos capazes de levar cinco a sete anos para conseguir fechar o concurso e iniciar a obra. E não podendo adiantar-lhe muito nesta fase, porque isso tem que ver com a reforma do Estado, sim, nós temos, de facto, um processo, se quiser, para poder ser mais velozes a lançar as parcerias público-privadas, que também lhe deixo dizer que serão em número limitado e serão em ULS que consideramos que haverá maior disponibilidade do Estado e dos parceiros poderem fazer esse acordo.

Numa audição longa, sem grandes anúncios, houve também espaço para a saúde debater outros temas. A ministra apontou, por exemplo, o aumento da imigração como fator de pressão extra sobre o desempenho do SNS. Ana Paula Martins revela também que o novo quadro de referência para o Serviço Nacional de Saúde vai ser assinado nos próximos dias.

E Flávio Bolsonaro diz que houve fraude eleitoral na segunda volta das eleições presidenciais no Brasil. O candidato derrotado por Lula da Silva explica ainda porque fugiu para os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro diz que não queria que lhe acontecesse o mesmo que aconteceu ao pai, que está preso por tentativa de golpe de Estado. Flávio entende, por isso, que só pode fazer oposição a Lula fora do Brasil. Fala em perseguição política, diz que pode no estrangeiro começar a preparar uma nova candidatura à presidência brasileira. Mesmo sem apresentar provas, diz também que os resultados da segunda volta da eleição não batem certo com a realidade. Vamos ouvir Flávio Bolsonaro.

Muitas coisas são sem explicação nessas eleições, matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real, sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão. Esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, para mim significa demais. É uma honra, dá mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso. Eu digo que eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil. Eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz ativa.

Flávio Bolsonaro, que esteve ontem em direto nas redes sociais, no Instagram, o candidato derrotado por Lula da Silva, fugiu para os Estados Unidos com a família, depois de ter sido notificado pela Justiça brasileira da proibição de viajar e de ter que entregar os passaportes que tem, brasileiro e italiano. Tudo isto aconteceu depois de ser conhecido o resultado da segunda volta das presidenciais no Brasil.

É um tema que vai estar também em análise na edição desta semana do Cinco Continentes, daqui a instantes. Cinco Continentes com o historiador Bruno Cardoso Reis. 12h09, Vasco, que outras notícias marcam a atualidade?

André Ventura vai a votos hoje como candidato único à presidência do Chega. As eleições diretas decorrem até às 19h. Ventura, que vai ser reeleito para um novo mandato, divulgou a moção estratégica para os próximos três anos, na qual traça esse objetivo fundamental de chegar a primeiro-ministro. Não é só em Portugal que há protestos no dia de hoje. Prevêem-se grandes manifestações em França para este sábado. O ministro francês do Interior alerta para um dia com risco muito elevado de perturbações da ordem pública. O governo mobilizou mais de 70 mil agentes da polícia em todo o país para estas manifestações que têm como tema a educação e também o aumento do custo de vida. Também na Alemanha hoje há manifestações em 30 cidades com motivos diversos: falta de condições nas escolas, alterações climáticas, habitação e o possível regresso do serviço militar obrigatório no país. Esta madrugada fica também marcada por novos ataques a infraestruturas energéticas entre a Rússia e a Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky anunciou através das redes sociais um ataque russo a uma central elétrica que terá deixado cerca de 280 mil famílias sem eletricidade. Do lado russo, duas refinarias de petróleo terão sido atingidas por drones vindos de Kiev, informação que é avançada pela Sky News.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.