8h. Ventura rejeita coligação com o PSD
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Na resposta às mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro diz que quem espera o insucesso do PSD pode esperar sentado. O primeiro-ministro volta também a rejeitar um entendimento com o Chega para governar o país.
Cenário sugerido por Passos Coelho na entrevista que deu no domingo na SIC Notícias. O antigo primeiro-ministro sugeriu que a AD se unisse ao Chega e à Iniciativa Liberal para procurar uma maioria reformista. Ontem à noite surgiu a resposta de Montenegro, no jantar de comemoração do aniversário da vitória autárquica de Pedro Duarte no Porto. O chefe do governo rejeita voltar atrás no não é não. Sobre as críticas, lembra que não foi desafiado nas últimas eleições internas no PSD, sem nunca mencionar o nome do ex-primeiro-ministro. Luís Montenegro apela à calma a quem não concorda com a atual direção do partido. Miguel Pinheiro Correia.
No Porto, a noite era de festa. Se há um ano Pedro Duarte celebrou a vitória nas autárquicas, agora, um ano depois, era outro Pedro que estava bem presente na mente do autarca e do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
E por estes dias, se alguns estão a ansiar o nosso insucesso político, como se diz aqui no Porto, é caso para dizer: "Têm de esperar sentados".
No restaurante do complexo Montaventino, mais conhecido pelos cortes de ténis, o primeiro-ministro não mencionou diretamente Passos Coelho, mas recordou que foi o antigo líder do PSD que não quis ir a jogo nas eleições internas.
Quando no início deste ano se quis apresentar essa visão como alternativa, como uma outra opção, nós fizemos o que se impunha e desafiamos o partido a ser claro.
Se Passos Coelho lembrou a importância de jogar em dupla com o Chega, Montenegro respondeu à direita.
As decisões estão tomadas, são para levar até ao fim. E eu não tenho dúvida, este PSD não precisa, não deve e o país não ganha nada se estiver acorrentado ao partido que está à nossa direita.
Mas Montenegro também não está sozinho e na bancada do PSD não faltam aplausos.
O PSD não quer andar para trás. O PSD não tem contas a ajustar com o passado. O PSD quer olhar para o futuro. O PSD quer preocupar-se com os portugueses, não quer preocupar-se com carreiras individuais de ninguém. E é por tudo isso que o PSD está de forma tão intensa e tão convicta com Luís Montenegro.
Neste jogo de parada e resposta, depois do ataque de Luís Montenegro, apoiado por Pedro Duarte, a bola volta a estar novamente do lado de Pedro Passos Coelho.
A reportagem do Miguel Pinheiro Correia. O círculo mais próximo de Luís Montenegro defende que Passos Coelho já não conhece nem o PSD nem o país e que está desfasado da realidade. Os homens mais próximos do primeiro-ministro confidenciam ao Observador que a ideia de uma coligação com o Chega é delirante e um caminho com o qual a maioria dos militantes do PSD discorda.
André Ventura também rejeita coligar-se com o PSD. O presidente do Chega diz que o tempo de se entender com o atual primeiro-ministro ficou no passado.
Foi a entrevista ontem à noite na RTP. Ventura dá o exemplo das polémicas com o ministro da Administração Interna.
Eu nunca estaria num governo onde Luís Neves estivesse no governo também. Isso estaria fora de questão. Acho que nenhum dirigente do Chega, nenhum membro do Chega aceitaria estar num governo onde há suspeitas de irregularidades, de ilegalidades, onde há coisas mal explicadas. Portanto, acho que esse tempo passou, francamente. Agora o Chega está à frente do PSD nas sondagens. Então agora é que o PSD vem dizer: "Afinal, agora faz sentido termos um acordo". Portanto, agora eu acho que é o momento de começarmos a construir outra maioria, uma maioria de reformas que o país precisa, mas não necessariamente uma maioria que o PSD lidere, uma maioria que o Chega possa liderar.
O Chega procura liderar uma frente reformista. É a resposta de André Ventura às declarações de Pedro Passos Coelho.
E destaque agora para a demissão do secretário-geral do Governo, Ricardo Carrilho. O Ministério da Administração Interna revelou ontem um comunicado a justificar a decisão do ministro Luís Neves.
É um comunicado inédito, assinado por toda a equipa ministerial. Luís Neves e os três secretários de Estado falam numa relação que se tornou insustentável. Carlos Pedro.
E devido a um vasto conjunto de episódios. É o que vem escrito num comunicado de duas páginas enviado às redações ontem à noite. O MAI explica que houve necessidade de encontrar um perfil comprometido com os objetivos políticos e estratégicos da tutela e elenca vários exemplos para dar conta de que esse perfil não era verificado em Ricardo Carrilho. Primeiro, a acusação de uma atitude de confronto com o objetivo de prejudicar o funcionamento do SIRESP, depois a extinção do Centro de Operação e Gestão do SIRESP, sem o conhecimento da tutela e sem apresentar uma alternativa. O texto aponta o dedo a Ricardo Carrilho por ter colocado em risco os pagamentos a fornecedores e ainda a ocultação de um relatório da Inspeção-Geral de Finanças que identificou despesas com valores não previstos em projetos financiados por fundos europeus.
E tendo o Estado acabado por devolver €4,5 milhões à Comissão Europeia, precisamente, Carlos, no seguimento desse caso. O Observador apurou também que esta decisão da demissão já estava tomada há vários dias. Por que foi acelerada agora?
Porque começaram a surgir perguntas dos jornalistas sobre a alegada opacidade e falta de controle na gestão do SIRESP. O mal-estar durava há meses, mas o plano de Luís Neves era adiar a demissão até o final desta semana, até porque hoje Pedro Moura toma posse como novo diretor nacional da PSP.
Carlos Pedro, com a demissão de Ricardo Carrilho do cargo de diretor-geral do Ministério da Administração Interna, um comunicado assinado pelo ministro e pelos três secretários de Estado dá conta de uma relação insustentável com Ricardo Carrilho, que ontem, em entrevista à CNN Portugal, diz que as razões evocadas para justificar o afastamento do cargo não são verdade.
Manifestar a minha total surpresa relativamente a este comunicado que terá sido emitido pelo Ministério da Administração Interna Esta surpresa fica associada ao fato de, nas declarações que hoje o senhor ministro prestou aquando da reunião comigo, ter tido apenas palavras elogiosas relativamente ao trabalho que eu desenvolvi enquanto secretário-geral e aos resultados que foram alcançados ao longo do último ano. É absolutamente falso que tenha havido qualquer tipo de manobra da parte da Secretaria-Geral no sentido de proceder a mecanismos dilatórios quanto aos pagamentos à SIRESP, SA. É absolutamente falso que tenha havido qualquer esforço no sentido de alterar o tal centro de operação e gestão do SIRESP neste verão. É mentira. O centro de operação e gestão já estava na SIRESP, SA desde 2022. É, no mínimo, curioso que o senhor ministro venha agora alegar isto.
Ricardo Garrido diz ainda que tem havido uma atitude de desresponsabilização por parte do ministério e de Luís Neves. Sublinha que a falta de respostas tem impacto na atuação das forças de segurança.
São agora 08h07. Carla, antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam esta manhã?
Ferro Rodrigues acusa José Pedro Aguiar Branco de normalizar a extrema-direita no Parlamento. Em entrevista ao Público, o socialista diz que o presidente da Assembleia da República é responsável por permitir que os deputados do Chega digam calúnias sobre o seu bom nome. Ferro Rodrigues revela que escreveu uma carta a Aguiar Branco a condenar a condução dos trabalhos parlamentares e que Aguiar Branco defendeu a liberdade de expressão dos deputados. Ora, o socialista critica esta decisão, diz que Aguiar Branco está a confundir liberdade de expressão com liberdade de calúnia. O papa Leão XIV é hoje internado no Hospital Gemelli, em Roma. Ao final da manhã, vai ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar. O Vaticano não especificou se a cirurgia vai decorrer ainda durante esta terça-feira. Ani Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE, que abandonou tudo para se juntar à revolução cubana, está no centro do podcast Plus do Observador.
É uma história que se passa entre Portugal e Cuba, que atravessa várias décadas do século XX.
E que, de forma indireta, envolve até o mais conhecido narcotraficante do mundo, Pablo Escobar.
Foi por causa desta experiência que Ochoa o recrutou para um novo negócio, que também vai incluir os Estados Unidos e contrabando ilegal, mas de droga, traficada a partir de Medellín para a Flórida, através de Cuba. Em nome de Ochoa, o capitão Jorge Martínez-Valdez tem encontro marcado com o maior traficante de droga do mundo. Líder do cartel de Medellín, Pablo Emilio Escobar Gaviria tem 39 anos e é conhecido como o Rei da Cocaína. É o 14º homem mais rico do mundo e uma espécie de inimigo público número um dos Estados Unidos. E desde o início do ano, está em guerra aberta contra o cartel de Cali.
É um excerto do quinto episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária", que já está disponível.
Esta é uma série narrada pela atriz Bárbara Branco, com música original de Frankie Chavez. A investigação e os guiões são da jornalista do Observador, Inês André Figueiredo.
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