Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise de um dos maiores bancos do país, que congelou dinheiro de milhões; siga

O caso passou a ser comparado, no Brasil, ao do Banco Master, liquidado pelo Banco Central brasileiro em novembro de 2025 e que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
As duas instituições tiveram crescimento acelerado, captaram recursos de fundos de previdência e enfrentaram questionamentos sobre operações financeiras e relações com o poder público.
A crise do banco paraguaio ganhou novas proporções na quarta-feira (4/11), quando parlamentares da oposição intensificaram as tentativas de destituir Peña, a quem responsabilizam pelo colapso do Ueno Bank, que deixou milhões de clientes sem acesso às suas contas.
Os opositores acusam o presidente de conflito de interesses, de permitir o uso indevido de fundos de pensão e de encobrir irregularidades na condução da crise bancária.

Crédito, Getty Images
Nesta quinta-feira (5/11), a Câmara dos Deputados iria analisar o pedido de denúncia contra Peña e se daria início a um processo de impeachment por sua suposta responsabilidade no caso. Para que o processo avançasse ao Senado, seriam necessários dois terços dos votos dos deputados presentes.
Em um revés para o atual presidente, Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai e líder do governista Partido Colorado, anunciou que a legenda apoiaria o impeachment.
"Não estaremos do lado do desvio de recursos públicos, privados e dos fundos dos aposentados. Precisamos pensar nas pessoas e nos valores que defendemos no Partido Colorado. Apoiamos o impeachment do presidente da República, Santiago Peña, para restabelecer a institucionalidade do país", afirmou em comunicado.
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