Viviane Batidão: 'A música não desistiu de mim, ela me salvou'

Provavelmente você já se deparou com alguma cantora que leva 'Batidão' ao seu nome. Seja Viviane, Manu, Dayse ou Suanny, o “sobrenome” dessas cantoras mostra o tamanho que o gênero paraense ganhou pelo país. Conhecida como a Rainha do Tecnomelody, Viviane Batidão lançou este ano o álbum Batidão Raiz, que resgata a sonoridade do início da carreira, e abre o coração à Quem sobre sonhos, maternidade, casamento, comparações físicas com Anitta e o futuro da música do Pará.
Aos 15 anos, Vivi animava os bailes de Santa Izabel do Pará por horas, cantando de tudo um pouco. "De repente, eu quis parar. Eu casei, me juntei, e fui trabalhar numa loja", diz. "Já tinha até desistido da música. Eu já tinha desistido, profissionalmente. Eu tinha parado achando que não era possível, porque se trabalhava muito e se ganhava muito pouco na época, e não dava para viver".
Um fôlego novo surgiu quando trabalhava de segunda a sábado em uma loja de lingerie, aos 22 anos, com a proposta de um amigo DJ que apresentou uma base para que ela cantasse por cima. "Em dois meses, a música estourou. Por isso eu falo: a música não desistiu de mim, e eu não parei até hoje. A arte, a cultura, a música me salvou".
Aos 42 anos, ela vê uma carreira cheia de conquistas. Entre as recentes está a apresentação ao lado de Joelma no Rock in Rio. O sucesso nos palcos a fez ter diversos públicos: os que a acompanham de longa data, os que batem carteirinha nos shows e os fãs de divas pop que se impressionam com os trejeitos 'superstars' de figuras paraenses.
Mas uma nova onda de amor veio quando Viviane colaborou com Anitta no hit de Carnaval Só Pra Tu. Além do carinho dos fãs da Poderosa, ela também foi comparada fisicamente com a carioca. "Quando ela apareceu nacionalmente, eu já cantava, e os meus amigos falaram: “Vivi, tem uma menina que apareceu aí que parece muito contigo, ela tem o teu jeito.” As pessoas sempre compararam, independentemente do rosto que a gente estava", brinca.
Mãe de Heitor, de 9 anos, e noiva do empresário Hugo Vieira, com quem está há 7 anos, ela descobriu uma nova versão de si mesma com a chegada do filho, fruto de um relacionamento prévio que durou 16 anos. "Eu queria ser mãe desde os 20 anos e fui com 33. O meu filho foi a virada de chave da minha vida, é a coisa mais importante que eu tenho, aquele amor latente, expansivo, que dói", aponta.
Você lançou recentemente uma versão do Batidão Raiz. O que é um batidão raiz?
O Batidão Raiz é uma referência à minha cultura e à minha história. Eu sou Viviane Batidão e muitas pessoas perguntam, até porque tem outras Batidões também: “Mas elas são irmãs? Elas são parentes? São todas primas? É um clã Batidão?" Para a gente poder falar de Batidão Raiz, precisa falar do batidão. Ele faz parte do movimento do tecnomelody, que surgiu em 2006, 2007, na minha terra, em Santa Izabel. É como se fosse uma vertente do tecnomelody.
E como você virou Viviane Batidão?
Os DJs chamavam a batida de batidão. Quando eu surgi, nem era Batidão, era só Viviane. Mas como o som era muito característico e eles chamavam de batidão, o meu amigo, que era meu produtor e é até hoje, o DJ Betinho Izabelense, falou assim: “Por que tu não vira Viviane Batidão? Porque o pessoal te chama de a Viviane do batidão.” E me tornei.
E por que o 'Raiz'?
Quando gravei o álbum, quis trazer a sonoridade da época, porque o povo paraense, o povo nortista, é muito criativo. A gente adora ficar criando movimentos, subvertentes de ritmos. Quando comecei como Viviane Batidão, em 2007, o batidão era muito forte, mas tinha o tecnomelody, tinha o melody, o brega, o tecnobrega, essa fonte em que a gente sempre bebe. O Batidão Raiz veio com tudo isso, por isso se chama raiz.
Como foi a gravação do audiovisual?
Eu trouxe a sonoridade do batidão e gravei na minha cidade, num balneário lindíssimo, no Rio Caraparu. Foi o verãozão, a galera curtindo. Resgatei músicas do início da minha carreira e trouxe músicas novas. Trouxe meus produtores de sempre: o DJ Betinho Izabelense, que está comigo desde 2007, e o DJ Juninho Vidal, meu produtor musical e maestro, que trabalha comigo há 13 anos. Foi uma homenagem a mim, ao meu som, ao som do Pará e à galera que me acompanha desde sempre
Você trabalha muito, e não é de hoje. Fiquei sabendo que você começou a cantar enquanto trabalhava numa loja de lingerie. É verdade?
Isso! Quando eu era CLT, de segunda a sábado mesmo, e quando tinha folga no domingo, ainda ia trabalhar no balneário Porto de Minas, que é um balneário lindo lá em Santa Izabel. Minha escala era 7 por 7, entendeu? Quando me tornei Viviane Batidão, em 2007, eu estava trabalhando nessa loja.
E como foi o início da sua carreira como cantora?
Com 15 anos, eu comecei a cantar profissionalmente, muito jovem, só na minha cidade. Nunca tinha feito nenhuma música, nenhuma composição, cantava em banda de baile, 6, 7 horas de show cantando de tudo um pouco, animando a galera. De repente, eu quis parar. Eu casei, me juntei, a gente fala “se juntar”, e fui trabalhar numa loja. Já tinha até desistido da música. Eu tinha 21, 22 anos, mais ou menos. É muita vida, mas eu já tinha desistido, profissionalmente. A música nunca desistiu de mim, mas eu tinha parado achando que não era possível, porque se trabalhava muito e se ganhava muito pouco na época, e não dava para viver.
E como a música voltou para a sua vida?
Fui trabalhar na loja e, um belo dia, um amigo meu, produtor musical, me apresentou o playback, só a parte musical mesmo, sem letra, sem melodia, sem nada, do meu primeiro hit, Vem Meu Amor. Eu não era Viviane Batidão ainda. Eu disse: “Meu Deus, eu nunca fiz música, mas bora lá, me dá aí.” Coloquei o CDzinho dentro do radiozinho do som e criei o meu primeiro hit. Em dois meses, a música estourou. Por isso eu falo: a música não desistiu de mim, e eu não parei até hoje. Estou aqui conversando com a Quem, contando um pouco dessa história, que é possível. A arte, a cultura, a música me salvou.
O estado do Pará é muito latino. Sempre fui muito apaixonada por essa cultura e poder fazer parte dos artistas que conseguiram furar a bolha aquece o coração"
Como você vê a expansão desse gênero, de muitas figuras do Pará? A gente vê a Gaby Amarantos com tudo, você cantou com a Joelma no Rock in Rio. Como tem sido ver isso se expandindo pelo Brasil, pelo mundo?
Fantástico. É muito lindo, porque antes mesmo de eu ser Viviane Batidão, quando criança, eu ouvia no canto de casa uma aparelhagem tocando brega, merengue. O estado do Pará é muito latino - nós somos latinos, mas lá é muito latino. Sempre fui muito apaixonada por essa cultura e ouvia tudo quanto é artista e cantor do Pará. Poder viver o momento e fazer parte dos artistas que conseguiram furar a bolha aquece o coração.
Acha que esse movimento ainda vai crescer?
Eu vejo que é possível para outros artistas, acho que é só o começo. A Fafá [de Belém] foi a pioneira, já vem abrindo o caminho há tanto tempo, chegou quando tudo era mata. A Joelma veio depois, que é um fenômeno, sou muito fã das duas. E vem Gaby [Amarantos], vem Manu [Bahtidão], vem Zaynara, vem eu, várias artistas. É um movimento muito feito por mulheres, mas nós somos cheios de artistas maravilhosos. Poder apreciar essas conquistas e estar presente é genuinamente lindo e incrível.
Só Pra Tu foi um grande hit dos Ensaios da Anitta e saiu pertinho do Carnaval, tocou em todo lugar. Você esperava toda essa repercussão?
Não, eu nem esperava ter um feat com a Anitta. Sempre fui muito fã dela. Quando ela apareceu nacionalmente, eu já cantava, e os meus amigos falaram: “Vivi, tem uma menina que apareceu aí que parece muito contigo, ela tem o teu jeito.” As pessoas sempre compararam, independentemente do rosto que a gente estava.
"Eu tenho 42 anos, então parecer com a Anitta é um privilégio. A mulher é linda! "
Como surgiu a parceria?
A Anitta é uma artista gigante, incrível, que furou tantas bolhas, que fez e continua fazendo história na nossa música, então sempre foi uma referência. Para mim, gravar alguma coisa com ela era o último pilar de conquistas, o auge. Quando fui fazer parte dos ensaios dela em São Luís, no ano passado, eu já achei lindo. Mandei mensagem para ela, pedi o Whatsapp dela para a assessoria, me deram, agradeci e disse que estava aqui se ela quisesse fazer um feat. E ela topou. Só Pra Tu foi esse fenomenozão de Carnaval que nos rende até hoje, ficou no repertório dela, significa que a música bombou e eu tenho um sucesso. Fui uma das maiores participações dos ensaios. Até o de Lisboa, que foi o primeiro ensaio internacional, eu estava lá: fui a passeio com meu marido, comemorar meu aniversário de 7 anos com ele, e ela soube que eu estava lá e me chamou. Foi incrível. Só tenho gratidão por essa mulher fantástica.
E você esperava tantas pessoas falando que vocês eram realmente muito parecidas?
Eu esperava, porque as pessoas já falavam lá na nossa terra: “Viviane, tu parece com a Anitta, vocês se parecem.” “Você já reparou que tu parece com a Anitta?” Eu dizia: “Não, gente.” Tinha coisa que ela postava que eu pensava: “Opa, isso aqui não sou eu, não.” Mas eu fico muito feliz. Eu tenho 42 anos, então parecer com a Anitta é um privilégio. A mulher é linda! Não tenho problema nenhum com isso.
Você se cuida muito também, né? Você treina?
Me cuido, sou muito vaidosa. Eu treino, já treinei muito, hoje não treino tanto, mas já fui aquela rata de academia, de treinar todo santo dia, de quase não ter descanso. Comecei a treinar muito cedo, com 20 anos já treinava. Dei uma parada por conta do trabalho, muitas coisas acontecendo, mas não deixo de treinar. Gosto de me cuidar porque quero envelhecer bem. Quero ser uma coroa bem bonita. Quero ser igual a Fafá: linda, maravilhosa.
"Gosto de me cuidar porque quero envelhecer bem. Quero ser uma coroa bem bonita. Igual a Fafá: linda, maravilhosa"
Além de hits e beleza, você também entrega muitos looks. Sinto uma vibe meio Cowboy Carter, da Beyoncé, nos mais recentes. Quem são suas maiores inspirações?
Beyoncé é a minha diva master. Eu tenho um sonho, não vejo a hora de ela vir para o Rio de novo cantar, quero muito estar lá. Sou muito fã dessa mulher. A Joelma, da minha terra, é uma referência, uma potência. Anitta também. Tenho muitas referências, a Ivete, até fiz um Carnaval em homenagem às artistas de que gosto, a Alcione também. Sou muito eclética em relação a quem me inspira, mas posso dizer três nomes: Beyoncé, Joelma e Anitta.
Vi que você foi pedida em casamento em 2022. O casamento rolou e ninguém ficou sabendo? Ficou tudo em segredo?
Não rolou, ainda sou noiva. Era para a gente casar ano passado e depois era para casar este ano, e eu disse: “Amor, calma, tem muito trabalho, vamos nos organizar primeiro.” Graças a Deus, é ele que está insistindo, não sou mais eu. Eu é que insisti: “Não vai me pedir em noivado? Eu não tenho mais idade para estar namorando.” “Ei, mano, calma, eu tenho filho, não quero estar só namorando.” Veio o pedido de noivado, mas o casamento ainda não rolou. Creio que a gente vai se organizar para o ano que vem.
Já tem ideia de como vai ser a cerimônia?
Eu já pensei em tantas coisas sobre casamento. Sou pisciana e penso em várias possibilidades. Já pensei em casar só eu, ele e meu filho, já pensei em fazer festona, em casar na beira da praia, aberto com todo mundo, me casar em fazenda. É uma loucura até eu decidir como vai ser esse casamento. É difícil, porque as coisas demoram para acontecer, até você decidir e, um ano depois, ter certeza da mesma coisa. E falando em casamento, é demorado, é muito burocrático. As minhas amigas que casam: “Vivi, é um ano para organizar, programar”. Eu disse: “Meu Deus, eu não tenho paciência, nem psicológico!” Mas esse casamento vai sair.
Você falou sobre o seu filho. O que mudou, na maneira como você tem a sua carreira, o fato de ser mãe?
Tudo. Eu sempre quis ser mãe, desde muito jovem. Eu não tive mãe presente, então queria muito ser mãe para dar ao meu filho o que eu não tive. Mas não era só algo financeiro, era estabilidade emocional, abraçar, dizer que eu te amo. Eu queria ser mãe desde os 20 anos e fui com 33. O meu filho foi a virada de chave da minha vida, é a coisa mais importante que eu tenho, aquele amor latente, expansivo, que dói. Só as mães vão compreender.
“Meu filho foi a virada de chave da minha vida, é a coisa mais importante que eu tenho, aquele amor latente, expansivo, que dói”
E como ficou a sua vida depois que ele nasceu?
Eu mudei muito. Quando ele tinha um ano e poucos meses, eu me separei do pai dele, de um casamento de 16 anos. Deu o que tinha que dar, foi feito o que tinha que ser feito e cada um seguiu o seu lado. Eu me dediquei muito ao meu filho e à minha carreira, comecei a viver o que eu queria e o que achava que era melhor para ele. Conforme a gente ganha força e visibilidade, mais desafios e obstáculos aparecem, e o meu filho era a força que me mantinha de pé.
Como é conciliar a maternidade com a rotina de shows?
O pessoal acha que ser cantora, trabalhar com banda, é tranquilo, mas é muito complicado. O nosso Brasil é muito grande, a minha região, o Pará, o Norte, é gigante, então são viagens muito longas, de barco, avião, estrada, e muito cansativas. Às vezes eu só chegava e só queria estar abraçada com ele, mas depois já tinha que me arrumar para ir para outra viagem.
E ele precisa ficar fixo num lugar por causa da escola?
Eu tive um apoio muito grande da família do pai dele. A avó dele me ajudou demais, o pai dele também, deram esse suporte para eu poder estar na estrada, fazer meu nome, ganhar o dinheiro, ter uma estabilidade financeira para dar o melhor para ele, no que eu podia. Meu filho é fantástico, eu sou apaixonada, é um amorzinho, educado, carinhoso, tem 9 anos, amoroso, é sapeca como qualquer criança, é o Heitor da mamãe, o pretinho da mãe dele.
Ele tem acesso à tela?
Não, não tem. O acesso à tela dele é o YouTube, que ele gosta de ver Minecraft, essas coisas. Ele brinca muito, é uma criança muito parecida com a criança que eu fui. Nessa nova versão da Viviane pós-mãe, eu queria muito morar num condomínio. Sempre morei em casa de bairro e, com o tempo, tudo foi ficando muito perigoso. Queria levar meu filho para um condomínio que tivesse estrutura e uma galera que se parecesse comigo. A gente mora num condomínio muito legal e meu filho sai toda tarde, às 5 horas, é um monte de moleque na quadra, brincando, correndo. Parece muito com o que eu vivi.
O que você mais aprendeu com ele nessa fase que ele está agora?
Eu aprendo muito com ele, porque ele está nessa fase de ficar rapaz. Ele sempre foi muito sério, por isso eu falo que ele é um velhinho. É desconfiado: se tem uma pessoa nova, fica observando, e se se sente seguro, fica gaiato. Enquanto não se sente seguro, fica na dele, muito observador.
Como é criar um filho hoje, comparado à sua infância?
É muito diferente da nossa infância. Eu tenho 42 anos, sou da década de 80, tive poucos momentos de conversa com meu pai, com a minha avó, pouco me ensinaram, fui muito vivendo 'as três porradas'. Com o meu filho, eu converso muito. Vejo quão inteligente essa geração é, e eles falam coisas que me fazem perguntar: “Onde tu aprendeu isso? Como é que tu sabe essas coisas?”
Teve algum momento recente com ele que te marcou?
Ele toma injeçãozinha, porque tem 9 anos, mas entrou na puberdade precoce, então está fazendo tratamento. Senão, ele vai ficar bem 'titico'. Ele tem pavor de injeção, tem pânico. Contratei uma enfermeira para dar a injeção em casa, mas não consegui. Ele ficava chorando e eu já aborrecida, quase duas horas para dar essa injeção.
E aí?
Eu fui ao banheiro, no meu quarto, e ele: “Ai, meu Deus, eu não quero decepcionar a minha mãe, eu não quero decepcionar a minha mãe.” Com 9 anos! Aquilo doeu no meu coração. Voltei com ele e disse: “Filho, você não vai decepcionar a mamãe. A mamãe só fica triste porque isso aqui é para o seu bem, mas eu entendo que você tem pavor de injeção. A moça vai embora, amanhã a gente tenta novamente.” Mas me doeu ele falar que não queria me decepcionar. Eu lá sabia o que era decepcionar alguém com 9 anos? Uma profundidade.
O que essa experiência te ensinou sobre a relação com ele?
A gente vê o quanto essa geração está diferente, o quanto temos que ter cuidado. Eu converso demais com o meu filho, meu filho é meu amigo. Eu falo: “Meu filho, você é a pessoa que eu mais amo, eu sou sua mãe, vou estar aqui para tudo na tua vida. O que você puder me contar, você me conta, que eu vou te dizer: olha, filho, isso aqui vale a pena, isso aqui não vale a pena. Mas se você quiser, vai, tenta, vai ser difícil.”
Você tem uma base extremamente dedicada. Você tem visto uma renovação desses fãs?
Eu tenho essa base dos mesmos há muito tempo, mas tem uma geração nova que é muito legal. A base vem forte: são crianças que acompanham, os fãs vão tendo filhos, parentes, primos, e eles vão virando fãs. Além desse público novo, o trabalho que fiz com a Anitta, esse feat, foi uma porta gigante aberta para o meu trabalho, com fãs de todo o Brasil chegando: “Gente, como é que eu não conhecia essa diva? Meu Deus, ela é maravilhosa, ela dança, olha o look!”
E os fãs do início da carreira, continuam por perto?
Muitos da base do início da minha carreira estão comigo e eu sou tão grata, porque eles são da época do Face, do Orkut. Estão no Instagram agora, TikTok, tudo quanto é coisa. A nova galera que está chegando é maravilhosa, e eu fico muito feliz quando eles ficam surpreendidos com o que a gente faz.
O que esse público novo encontra no seu trabalho?
Eu falo muito que não é só sobre mim, porque o que eu faço é muito parecido com o que a galera do Pará faz. Nós temos a mesma energia, a mesma vontade de que o Brasil conheça a nossa arte, a nossa música, as nossas cores, as nossas aparelhagens, o rock doido. Somos apaixonados por pirotecnia, a gente gosta de fogo, de iluminação. Nós somos muito popstars. Quando esses novos fãs enxergam isso, ficam encantados. É muito legal, muito lindo, eu sou muito grata.
"Queremos que o Brasil conheça a nossa arte, a nossa música, as nossas cores, as nossas aparelhagens, o rock doido. Somos muito popstars"
O público das redes sociais é o mesmo dos shows?
É diferente. Dentro das redes sociais, eu tenho uma base ativa mesmo, eu sei quem são, consigo identificar e saber o nome deles, é muito bacana, mesmo sendo muitos. Mas quando vou para o show, é outro público. Sou uma artista com 20 anos de carreira como Viviane Batidão e, quando faço shows nos interiores do Pará, é o povão geral, aquele povo apaixonado. Eu digo: “Cara, eles não cansam de mim, graças a Deus!” Cada vez vem mais. Que continue assim.
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