Às vésperas das eleições nos EUA, Trump pede à Suprema Corte suspensão de 20 mil votos na Califórnia
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à Suprema Corte, nesta segunda-feira, 2, que determine a suspensão da contagem de mais de 20 mil votos na Califórnia, um dia antes das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.
O Departamento de Justiça alega que os eleitores envolvidos podem não ter cidadania americana e quer que suas cédulas sejam separadas até a confirmação de que estão aptos a votar.
O pedido ocorre às vésperas das eleições legislativas de terça-feira, 3, quando os americanos vão renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado. O resultado definirá o controle do Congresso e poderá alterar o equilíbrio de forças na segunda metade do mandato de Trump.
A Califórnia, tradicional reduto do Partido Democrata, rejeitou a solicitação do governo federal. As autoridades estaduais questionam a confiabilidade da lista apresentada pelo Departamento de Justiça e alertam para o risco de impedir o voto de cidadãos americanos.
Na semana passada, a Justiça federal rejeitou a tentativa do governo de suspender a contagem das cédulas. A decisão foi mantida por um tribunal de apelações, levando a administração Trump a recorrer à Suprema Corte.
Justiça questiona dados apresentados pelo governo Trump
Na decisão, o juiz federal David Carter criticou a tentativa do Executivo de interferir nos procedimentos eleitorais estaduais às vésperas da votação.
Segundo o magistrado, não há precedentes de uma iniciativa semelhante do governo federal para obrigar autoridades estaduais e locais a abandonar seus próprios procedimentos eleitorais constitucionalmente estabelecidos.
Carter também afirmou que a metodologia utilizada pelo governo para identificar possíveis estrangeiros inscritos nos cadastros eleitorais apresentava incertezas e erros.
"Os direitos constitucionais e nossa democracia estão em jogo", declarou o juiz, segundo a agência AFP.
Após a decisão, o governo anunciou que recorreria imediatamente. Nesta segunda-feira, o procurador-geral junto à Suprema Corte, John Sauer, apresentou o pedido à instância máxima da Justiça americana.
No recurso, Sauer sustenta que o cadastro eleitoral da Califórnia contém pelo menos 20 mil pessoas que provavelmente não são cidadãos americanos.
A alegação, no entanto, não foi comprovada para o conjunto de eleitores apontados pelo governo. As autoridades da Califórnia argumentam que a medida pode atingir pessoas legalmente habilitadas a votar.
Disputa ocorre em eleição decisiva para futuro de Trump
A ofensiva judicial ocorre em um momento de pressão política sobre Trump. Nesta terça-feira, os americanos vão escolher os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 vagas do Senado.
Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso. Pesquisas e projeções eleitorais apontam a possibilidade de os democratas conquistarem a maioria na Câmara, enquanto a disputa pelo Senado permanece indefinida.
Uma vitória democrata na Câmara ampliaria o poder da oposição para abrir investigações, convocar audiências e fiscalizar decisões do atual governo.
Se também conquistarem o Senado, os democratas poderão dificultar a aprovação de indicações presidenciais para cargos do governo e tribunais federais.
O controle do Congresso é considerado decisivo para os dois últimos anos do mandato de Trump, que termina em janeiro de 2029.
O presidente e seus aliados republicanos têm levantado repetidamente suspeitas sobre a participação de estrangeiros nas eleições americanas. Estudos e levantamentos sobre o tema, porém, indicam que os casos de votação ilegal por pessoas sem cidadania americana são raros.
Na Califórnia, a disputa judicial permanece centrada na validade dos registros apresentados pelo governo federal e na possibilidade de separar os votos questionados sem prejudicar eleitores.
*Com informações da AFP
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1/17 O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama Jill Biden posam ao lado do presidente eleito Donald Trump e Melania Trump ao chegarem à Casa Branca em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025, antes de partirem para o Capitólio dos EUA, onde Trump será empossado como o 47º presidente dos EUA. (Foto de ROBERTO SCHMIDT / AFP) (O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama Jill Biden posam ao lado do presidente eleito Donald Trump e Melania Trump ao chegarem à Casa Branca em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025, antes de partirem para o Capitólio dos EUA, onde Trump será empossado como o 47º presidente dos EUA. (Foto de ROBERTO SCHMIDT / AFP))
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2/17 Donald Trump chegando à Casa Branca recebido por Joe Biden (Donald Trump chegando à Casa Branca recebido por Joe Biden)
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3/17 Donald Trump e Melania Trump em cerimônia religiosa de posse (Donald Trump e Melania Trump em cerimônia religiosa de posse)
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4/17 Donald Trump e Melania Trump cerimônia religiosa de posse (Donald Trump e Melania Trump cerimônia religiosa de posse)
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5/17 O presidente Joe Biden e sua vice Kamala Harris se preparam para cumprimentar o presidente eleito Donald Trump na Casa Branca em Washington (O presidente Joe Biden e sua vice Kamala Harris se preparam para cumprimentar o presidente eleito Donald Trump na Casa Branca em Washington)
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6/17 Donald Trump ao lado de sua esposa no seu juramento (Donald Trump ao lado de sua esposa no seu juramento)
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7/17 JD Vance é empossado como vice-presidente pelo juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh enquanto Usha Vance segura a Bíblia durante a 60ª posse presidencial na Rotunda do Capitólio dos EUA em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025. (Foto de Morry Gash / POOL / AFP) (JD Vance é empossado como vice-presidente pelo juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh enquanto Usha Vance segura a Bíblia durante a 60ª posse presidencial na Rotunda do Capitólio dos EUA em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025)
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8/17 WASHINGTON, DC - 20 DE JANEIRO: (E-D) Priscilla Chan, Meta e CEO do Facebook Mark Zuckerberg, e Lauren Sánchez comparecem à posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na Rotunda do Capitólio dos EUA em 20 de janeiro de 2025 em Washington, DC. Donald Trump toma posse para seu segundo mandato como o 47º presidente dos Estados Unidos. (Foto de Chip Somodevilla/Getty Images) (Priscilla Chan, Meta e CEO do Facebook Mark Zuckerberg, e Lauren Sánchez comparecem à posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na Rotunda do Capitólio dos EUA em 20 de janeiro de 2025 em Washington, DC)
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9/17 (E-D) O CEO do Google, Sundar Pichai, fala com o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, quando eles chegam para a cerimônia de posse antes de Donald Trump tomar posse como 47º presidente dos EUA na Rotunda do Capitólio dos EUA em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025 (O CEO do Google, Sundar Pichai, fala com o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, quando eles chegam para a cerimônia de posse antes de Donald Trump tomar posse como 47º presidente dos EUA na Rotunda do Capitólio dos EUA em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025)
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12/17 Joe Biden aperta a mão de Donald Trump em sua posse (Joe Biden aperta a mão de Donald Trump em sua posse)
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14/17 Congresso dos EUA, em Washington, que terá frio severo no dia da posse (Congresso dos EUA, em Washington, que terá frio severo no dia da posse)
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15/17 O ex-presidente George W. Bush, a ex-primeira-dama Laura Bush e o ex-presidente Barack Obama chegam para a cerimônia de posse de Donald Trump (O ex-presidente George W. Bush, a ex-primeira-dama Laura Bush e o ex-presidente Barack Obama chegam para a cerimônia de posse de Donald Trump)
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16/17 George W. Bush chega para a cerimônia de posse de Donald Trump (George W. Bush chega para a cerimônia de posse de Donald Trump)
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17/17 Donald Trump e Joe Biden no juramento de posse do presidente eleito (Donald Trump e Joe Biden no juramento de posse do presidente eleito)
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