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Sunday, October 25, 2026

18h. Comissão de honra de Seguro pede intervenção

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Vamos às notícias . Jornal das 6 com João Lourenço. E João, centenas de pessoas já se encontram no Rossio para um novo protesto convocado pela Acampada de Lisboa.

Isto porque através das redes sociais, o movimento anunciou a convocatória com referências diretas aos acontecimentos da última madrugada. O post na rede social, no Instagram da Acampada em Lisboa, realça a mesma frase: "Mais casas, menos bastão". Vamos agora ao encontro do jornalista David Bineu. Boa tarde, David. Para além das centenas de manifestantes que já se encontram na Praça do Rossio, também já há declarações de líderes políticos.

É verdade, João, já temos declarações de líderes políticos, mas aqui na Praça do Rossio, principalmente do lado do Teatro D. Maria II, de facto, há muita gente. Quando eu cheguei aqui, por volta das 17h00, não era assim tanta a multidão, mas neste momento foi enchendo, até chegar agora a, certamente, centenas de pessoas que se encontram aqui. Isto após uma noite de confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes, onde, de facto, houve momentos de tensão. Neste momento, ainda aguardamos para saber qual vai ser a posição dos manifestantes para esta noite, se vão decidir pernoitar, se vão decidir montar tendas, como é que vai ser. Vai haver uma assembleia popular às 19h00, daqui a uma hora, onde vão votar e decidir qual vai ser a estratégia para esta noite. Mas como estavas a dizer, já temos declarações de líderes políticos. Isabel Mendes Lopes, porta-voz do Livre, está aqui, fez-se presente e diz que a violência da polícia para com os manifestantes ontem foi injustificada e critica as palavras do ministro da Administração Interna.

O ministro da Administração Interna não viu claramente as imagens que o país todo viu. A polícia avançou com um dispositivo claramente desproporcional, com cães, com bastões, sobre manifestantes que se estavam a manifestar de forma pacífica e que apelavam também a que a polícia atuasse de forma pacífica. Portanto, isto é completamente inadmissível e, em democracia, nós não podemos ter violência do Estado, os cidadãos e as cidadãs, foi isso que nós assistimos ontem.

Também a antiga coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, está aqui nesta manifestação e disse que o governo está com medo do país.

Eu acho que o governo está com medo do país. Está com medo de um país que, de uma forma muito maioritária, protesta contra a política de habitação e com toda a razão. Temos, em 10 dias, três intervenções policiais violentas contra as manifestações pacíficas e em crescente violência. Ontem viram os cães contra os manifestantes. Injustificável.

Estas são as posições de líderes políticos que se encontram aqui na Praça do Rossio a apoiar e a mostrar solidariedade para com esta manifestação. Neste momento, e como já tinha dito, daqui a uma hora vai haver a assembleia popular para decidir qual vai ser a estratégia para esta manifestação esta noite, João.

Jornalista David Bineu, que vai estar a acompanhar não só esta manifestação no Rossio, como também essa assembleia popular convocada pela Acampada em Lisboa. Vamos então aguardar por esse desfecho de nova assembleia, num dia em que os hospitais de São José e Santa Maria confirmaram o número de feridos que receberam após a ação policial no Rossio. Foram 27, neste caso, 24 feridos no Hospital de São José e três no Hospital de Santa Maria. Nas últimas horas, o Bastonário da Ordem dos Advogados já defendeu a necessidade de se efetuar um inquérito à atuação das forças de segurança nas acampadas, tanto de Lisboa como no Porto. Diz que é a única forma de se apurar a verdade dos factos.

O ministro da Administração Interna validou a intervenção policial nas acampadas de Lisboa e do Porto.

Luís Menezes lamenta que tenha havido feridos, mas recusa que tenha sido uma carga policial. Diz, sim, que foi uma operação legítima.

Eu acompanhei a ação. Eu só vi uma única vez, face a uma manifesta oposição, que um bastão tenha sido utilizado. Portanto, o que eu vi, e acho que vimos todos, foi força física para, de facto, fazer cumprir a lei e o Estado de direito. É disso que estamos aqui a falar.

O ministro da Administração Interna reconhece o problema da habitação. Apela ainda a que os manifestantes cumpram a lei.

Sebastião Bugalho acusa José Luís Carneiro de ser oportunista. PS e Chega criticam o silêncio de Luís Montenegro.

O porta-voz do PSD critica a declaração do secretário-geral do PS e acusa-o de não ter condenado a desordem que coloca em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia.

Parece-me preocupante e até chocante que o atual secretário-geral do PS, que desempenhou até funções como ministro da Administração Interna, tenha hoje revelado a total incapacidade para alguém que aspira a desempenhar, no futuro, funções de chefia de governo. Com a sua declaração oportunista e irresponsável, José Luís Carneiro não condenou de forma inequívoca o arremesso de objetos contra a polícia, nem condenou, de forma inequívoca, atos de desordem que põem em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia.

Para além de Sebastião Bugalho, também outros dirigentes políticos reagiram à ação policial desta madrugada. O presidente do Chega diz que a PSP não tinha outra alternativa sem ser a de repor a ordem pública. André Ventura enviou um vídeo às redações em que elogia a atuação da polícia e critica os partidos de esquerda.

A polícia não tinha outro caminho senão fazer o que fez, repor a legalidade e repor a ordem Aqueles partidos, incluindo a irresponsabilidade do Partido Socialista, que se colocaram ao lado daqueles que estavam a provocar, a desobedecer, a incumprir a lei, apesar das repetidas tentativas da polícia, pela via da conciliação, da conversação e do diálogo, de repor a ordem, esses partidos estão a fazer um enorme dano à nossa democracia, às nossas instituições e à nossa segurança. Uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse.

Considerações de André Ventura. O líder do PS e antigo ministro da Administração, José Luís Carneiro, pede ao chefe do Governo para assumir responsabilidades e responder também perante a atuação das forças de segurança.

Não podemos ficar indiferentes a que um protesto que se afirmou pacífico tenha terminado desta forma. A saída para esta crise não é policial, a saída para esta crise é política. O primeiro-ministro Luís Montenegro é o primeiro e principal responsável do Governo e tem de assumir a sua responsabilidade. Não pode, com o seu silêncio, continuar a atirar polícias contra cidadãos e cidadãos contra polícias. Qualquer restrição do direito de manifestação tem de obedecer aos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade. Só se justifica quando estejam em causa outros direitos que importe e que seja imperativo preservar.

José Luís Carneiro, na cidade do Porto, numa declaração aos jornalistas em que diz ainda que a comunicação com o Presidente da República tem momentos e locais próprios, remetendo para a reunião da próxima semana. Ora, por falar em Presidente da República, é uma notícia que tem poucos segundos, isto porque a comissão de honra da candidatura de António José Seguro pede ao Presidente da República para reagir às recentes manifestações de Lisboa e no Porto. Esta comissão de honra, numa nota enviada às redações, pede para que o chefe de Estado se pronuncie perante o que chamam de violência e repressão policial. Vamos continuar a detalhar este comunicado mais à frente, nos próximos espaços de notícias aqui na Rádio Observador.

Nas eleições do Brasil, as urnas em Portugal já estão fechadas.

E durante o dia houve algumas picardias entre apoiantes das duas candidaturas. Há a registrar uma agressão, uma adolescente brasileira de 17 anos. Novamente, em direto neste noticiário, está o jornalista João Ferreira Cunha. Boa tarde novamente. João, pergunto-te se já há horas para que haja essa divulgação dos dados relativamente aos dados e à abstenção em Lisboa.

Sim, João, já há um anúncio para às 20h. Soubemos há pouco, 17h no Brasil, horas em que fecham as urnas no país. Apesar de não avançar com os números finais, o embaixador do Brasil garante que vai haver um grande aumento de participação. É um aumento que é confirmado pelos eleitores que se deslocaram até à Alameda da Universidade. E é o que garante Ivanete Leite, uma eleitora que está em Portugal há quase 30 anos.

Até mesmo com os debates que teve na televisão Bandeirantes do Brasil e na TV Globo, deu pras pessoas terem uma noção do que o Flávio Bolsonaro vai fazer se ganhar como presidente da República e a sequência da continuação do Lula como presidente da República. Eu acho que ficou muito claro pras pessoas escolherem quem realmente deve ser, o Lula continua como presidente da República ou vão dar uma oportunidade pro Flávio Bolsonaro.

Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro, é o que vamos saber logo à noite, com emissão especial a partir das 22h, aqui na Rádio Observador.

João Ferreira Cunha, em direto da Universidade de Lisboa, a dar conta muito rapidamente desses resultados parciais a esta hora. Lula da Silva tem cerca de 64 mil votos, Flávio Bolsonaro com 54 mil. Isto são votos de urnas que já encerraram em vários pontos do globo. Vamos continuar a acompanhar estas eleições no Brasil.

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