11h. Governo pode ter falhado ao admitir Chega como partido
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Jornal das 11 na Rádio Observador com Miguel Cordais. O CEO da Anthropic apela às empresas de inteligência artificial para que diminuam o ritmo com que estão a criar novos modelos para evitar riscos para a humanidade.
Dario Amodei diz que é necessário ter mais tempo para gerir os riscos face à evolução que os sistemas têm registado em tão pouco tempo. É uma entrevista à CNN Internacional em que Dario Amodei propõe que as empresas coordenem e estabeleçam normas de funcionamento comuns para garantir a segurança dos sistemas e, principalmente, dos utilizadores.
Penso que nos devemos focar em escolher a nossa capacidade para optar pelos caminhos certos. E a melhor forma de o fazer é garantir que a indústria trabalhe em conjunto. A indústria tem de trabalhar em conjunto e é difícil, mas o mundo também tem de trabalhar em conjunto. Se formos demasiado lentos, creio que as pessoas erradas vão acabar por ficar encarregues desta tecnologia. Isso pode elevar as probabilidades de algo correr mal.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, defende também a regulação governamental da utilização da inteligência artificial e mecanismos que permitam garantir que as empresas apenas criam sistemas seguros. Por isso, apela novamente ao diálogo.
Neste momento, além da questão de quais deveriam ser os regulamentos, há algo ainda mais simples que o governo pode fazer, que é reunir-se numa sala com todos os intervenientes da indústria para que possamos, em conjunto, conversar. E o governo pode assegurar-se que não estamos a fazer nada de ilícito do ponto de vista da legislação e da consciência. Estamos apenas a tentar tornar o nosso sistema seguro e a tentar trabalhar em conjunto para garantir a segurança do sistema.
Dario Amodei, numa entrevista à CNN Internacional em que apela para que a indústria da tecnologia trabalhe em equipa para evitar riscos para a humanidade no futuro. Já ontem este CEO da Anthropic tinha proposto nas redes sociais um plano para melhorar a regulamentação da inteligência artificial. Um plano que assenta em três pilares, como explica o jornalista João Paulo Godinho.
Cada empresa pioneira do setor, neste caso a Anthropic, a OpenAI, a empresa xAI do Elon Musk, entre outras, devem comprometer-se a conceder um acesso a avaliadores externos, ou seja, trazer pessoas de fora das empresas para trabalharem dentro da empresa. No fundo, como se fosse nos bancos, em que se trazem pessoas dos reguladores e dos supervisores para monitorizarem este desenvolvimento. Depois, muito sinteticamente, o segundo passo diz respeito a uma coordenação do setor, em que pede que todas as empresas definam normas de segurança comuns e ritmos e limites para o progresso. Por último, o CEO da Anthropic pede que seja uma cooperação a nível global, ou seja, não só das empresas, mas dos governos dos países.
O plano de Dario Amodei, CEO da Anthropic, resumido pelo jornalista João Paulo Godinho. Recebemos também a jornalista Beatriz Félix, porque todos estes avisos levantados nos últimos dias têm origem em casos que estas empresas identificaram como problemáticos. Há registo, por exemplo, de um caso que começa a dar razão a esta ideia que é preciso pôr um travão à inteligência artificial.
Precisamente, Miguel. Falamos de um ataque organizado por mais de 700 agentes de inteligência artificial, não só à empresa Hugging Face, como também à própria infraestrutura de origem destes agentes, a OpenAI. O caso foi trazido pelo próprio Jacob Coxen, na altura em que anunciou a admissão da Anthropic. O ataque à Hugging Face aconteceu a 11 e 12 de julho, mas o trabalho destes agentes começou muito antes disso. Durante quatro meses, os agentes de inteligência artificial estiveram a planear todas estas ações já desde o mês de maio. A OpenAI reconhece agora que estes agentes, altamente capazes, já conseguem contornar os controles técnicos, colaborar através de canais ilícitos e realizar ações perigosas que nenhuma pessoa autorizou. Agentes que também já se comportam com alguns traços do ser humano, de uma comunidade humana, e alguns até com mais influência na estratégia de ataque. A partir do momento em que os agentes comunicaram, encontraram uma forma de ligar-se à internet e depois de algum tempo, aceder também às estruturas da própria empresa, a OpenAI, e também da Hugging Face.
Na reação, a OpenAI, empresa que tem, por exemplo, o ChatGPT, tentou logo perceber o que levou os agentes a agir dessa forma.
E foram também investigados os problemas de desalinhamento no treino e na avaliação, bem como a cobertura das salvaguardas nas avaliações internas. O laboratório da OpenAI recuou, por isso, à fase de treino e identificou quatro padrões de desalinhamento nestes agentes. Em resposta ao incidente, este ataque às duas empresas, a OpenAI afirma também que vai reforçar as salvaguardas em toda a infraestrutura da equipa de investigação e também já está a ser feito trabalho no sentido de impor mais limites aos vários modelos de inteligência artificial.
O episódio de um ataque cibernético à Hugging Face e também à OpenAI, um ataque levado a cabo por mais de 700 agentes de inteligência artificial. Este caso está a ser utilizado como argumento para quem defende que a inteligência artificial não deve ser deixada à solta e que, se isso acontecer, pode ser uma ameaça à humanidade.
A antiga eurodeputada do PS, Ana Gomes, considera que o Tribunal Constitucional pode ter falhado ao permitir a inscrição do Chega como partido político. A socialista conclui que faltou coragem para travar aquilo que descreve como o veneno do Chega na origem.
É uma entrevista à Rádio Observador, ao programa Em 40 Minutos. É para ouvir ainda esta manhã, depois do jornal do meio-dia, com Ana Gomes a deixar críticas ao Chega, numa altura em que André Ventura sugere que PSD e Livre podem estar ligados ao alegado assalto ao gabinete do Chega na Assembleia da República. E recupera este caso, Ana Gomes, para defender que o Chega não deve ser legal. E identifica este problema Com base na origem, a aprovação no Tribunal Constitucional.
Estamos a falar de um partido que foi legalizado com 2500 assinaturas falsas e com um programa que era claramente anticonstitucional, que era nazi, fascista e racista. E o Tribunal Constitucional deu o ok àquilo e não houve um órgão político com uma ponta de coragem que tivesse matado aquele veneno na origem.
Ana Gomes critica também a atuação do atual governo no caso que envolve Luís Montenegro e a empresa Spinonviva. A antiga eurodeputada refere que o caso levanta questões de ética e transparência e critica a falta de escrutínio por parte da comunicação social e também do povo português.
E desgosto também em relação ao próprio povo português, que mostra uma grande falta de ética quando aceita voltar a votar num primeiro-ministro que tem aquilo que diz, um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de janeiro do ano passado, que ele foi negociar com o Estado para esmifrar os milhões ao Estado para a Solverde, à conta de compensações pela Covid e compensações pela crise financeira.
Ana Gomes, antiga eurodeputada do Partido Socialista e candidata presidencial. Declarações à Rádio Observador no "Em 40 Minutos", para ouvir já depois do meio-dia.
Agora 11h09, já seguirá Português Suave com o Marco Neves. Antes, Miguel, outras notícias em destaque.
A PSP rejeita a ideia de que existe uma caça ao imigrante em Portugal. É uma reação às críticas por parte de associações de defesa dos imigrantes, que acusam a Unidade de Estrangeiros e Fronteiras de perseguir imigrantes e de se inspirar na atuação das autoridades dos Estados Unidos da América. Em entrevista à Agência Lusa, o superintendente-chefe João Ribeiro, é responsável pela Unidade de Estrangeiros e Fronteiras, rejeita esta ideia. Também diretor nacional adjunto da PSP, explica que esta unidade atua nos locais onde existem fatores de risco e explica também como é feita a abordagem no dia a dia. Na Suécia, hoje é dia de eleições legislativas. As urnas já estão abertas, estão convocados cerca de oito milhões de eleitores à possibilidade de um regresso da esquerda ao poder ou a entrada, pela primeira vez, da extrema-direita no governo. Três distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo para o calor. O arquipélago da Madeira também vai estar em aviso amarelo devido às temperaturas elevadas. Hoje os termômetros vão atingir os 39° em algumas regiões do país.
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