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Wednesday, November 4, 2026

7h. Trump admite que Irão influenciou intercalares

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Notícias das 7. E começamos com o resultado das eleições intercalares nos Estados Unidos. Carla, o Partido Democrata conquistou a maioria no Congresso. Na reação, Donald Trump assume a derrota, admite que a guerra no Irão influenciou os resultados.

Os democratas já garantiram a maioria nas duas câmaras, tanto no Senado como nos representantes. É uma vitória esmagadora do Partido Democrata, com vários resultados históricos. Mas antes, Miguel Gato, vamos a essa reação do presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump tem reagido a vários órgãos de comunicação social norte-americanos, mas a primeira reação surgiu na Truth Social. O presidente dos Estados Unidos assumiu a derrota eleitoral, mas deixou bem clara a ideia de que se estivesse no boletim de votos, o resultado teria sido diferente. Mais tarde, ao New York Times, Trump garantiu ainda estar pronto para trabalhar com os democratas nos dois anos que ainda lhe restam na Casa Branca, apesar de nas redes sociais ter também partilhado uma publicação com um boné que diz "veto", ou seja, na prática, é o presidente dos Estados Unidos a dar a entender que pode vir a vetar várias medidas propostas pela maioria democrata no Congresso. Já em entrevista à Fox News, por telefone, na última hora, Donald Trump admite o impacto da guerra no Irão na decisão dos eleitores norte-americanos, não pela ação militar, mas sim pelo preço dos combustíveis nos Estados Unidos.

As pessoas concordam com o que estou a fazer no Irão, mas provavelmente não estavam dispostas a assumir a consequência a curto prazo de pagar mais pelos combustíveis. Mas este é um problema a curto prazo para um ganho a longo prazo, mas temos de fazer algo em grande. Muitas pessoas gostariam que desse um golpe forte no Irão, muitas pessoas não. Mas a única coisa que vos posso dizer com certeza é que eles nunca terão uma arma nuclear.

Donald Trump aqui a admitir à Fox News um novo ataque no Irão nos próximos tempos. Admite também o impacto da guerra no Irão nos resultados das intercalares.

E vamos olhar então, Miguel, propriamente para os resultados. Como é que está neste momento o Congresso norte-americano?

Os democratas já garantiram a maioria na Câmara Alta e na Câmara Baixa em Washington. O Partido Democrata já conquistou 52 dos 100 lugares no Senado. É uma vitória histórica. Os democratas conquistaram lugares no Senado em estados que são considerados bastiões republicanos. Falamos, por exemplo, de Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Carolina do Sul e até mesmo no Texas, que não elegia um senador democrata há mais de 30 anos. Outro dado interessante e também relevante para perceber a dimensão desta vitória dos democratas: o Partido Democrata virou até agora seis lugares no Senado, em estados onde Donald Trump tinha vencido por larga margem nas eleições presidenciais em 2024. Tinha vencido por mais de 10 pontos percentuais. Este tipo de reviravolta partidária entre uma presidencial e uma intercalar nos Estados Unidos não se via desde o ano de 1986. Na Câmara dos Representantes, outra vitória estrondosa dos democratas. Até o momento, o partido já elegeu 233 lugares na Câmara Baixa do Congresso, suficiente para ter maioria.

Miguel Gato, a contar também aqui os votos, os resultados das eleições intercalares que deram esta vitória expressiva ao Partido Democrata. Começam, naturalmente, a surgir mais reações. Destaque para Barack Obama. Considera que esta noite mostra que o povo norte-americano quer uma política que una as pessoas, em vez de as dividir. O antigo presidente dos Estados Unidos escreve no X que nos próximos dois anos, os democratas têm de arregaçar as mangas para lançar as bases para o futuro, evitando mais danos.

Já demos então conta da vitória do Partido Democrata e das reações dos principais protagonistas. Vamos agora, Carla, perceber o impacto deste resultado. Partimos para novo espaço de análise.

Com o Bruno Cardoso Reis, historiador que está aqui conosco desde manhã. Contamos também neste jornal com o coronel José do Carmo. Coronel, bom dia, obrigada por estar conosco. Estamos a falar aqui de uma derrota política clara de Donald Trump. A questão agora, aquela que o mundo provavelmente quer todo saber, é que impacto isso poderá ter nos conflitos internacionais em que os Estados Unidos estão envolvidos, nomeadamente no Médio Oriente, até porque já há declarações em torno do Irão.

Olá, bom dia. Donald Trump fica muito mais limitado internamente, mas como já percebemos, em termos externos, continua a ter uma grande liberdade de ação e agora depende muito da personalidade dele. Se ele irá, no caso do Irão, se ele vai para o confronto. Ele tem uma personalidade conflituosa, mas, por outro lado, também há quem diga que ele quando enfrenta limitações de poder, tende para aquela sigla do taco, portanto, chicanada. No caso do Irão, na minha opinião, ele até o momento não conseguiu levar a bom porto os seus objetivos e neste momento as hipóteses diminuem. Face às limitações que terá no Congresso e no Senado, pelo menos a partir de janeiro, na Câmara dos Representantes e no Senado, deixa de ter capacidade de fazer ações prolongadas, ou seja, uma guerra prolongada, que implique colocar tropas no terreno, que implique uma ação que se estenda por muito tempo, ele fica muito limitado nesse aspecto. E, portanto, só tem, neste momento, a capacidade de ações curtas. Ora, ações curtas, já se percebeu que não parecem ser decisivas. Até pelo contrário, o Irão, ao perceber as limitações que o líder americano enfrenta, neste momento está mais preparado para aguentar essas ações curtas. Se aguentou até agora esta pressão contínua que já lá vai em meses Muito mais facilmente aguentará pequenas ações que os Estados Unidos executem, apesar de muito intensas. Tem-se falado nos últimos dias de uma eventual ação rápida, profunda, contundente, mas o facto é que o Irão pode encaixar isso. Vai sofrer prejuízo, vai sofrer consequências, é evidente, mas pode encaixar isso. E portanto, nos Estados Unidos, neste momento, ficam limitados pela incapacidade de fazer perceber ao Irão que a guerra se poderá prolongar durante muito tempo e poderão tomar ações mais caras. Isso porque o Congresso, obviamente, não irá aprovar gastos a esse nível.

Precisamente, coronel, com a vitória dos democratas, a administração de Trump passa a ter limitações no orçamento de defesa e também na aprovação de pacotes internacionais. Trump fica com as mãos atadas para financiar grandes operações militares ou, conhecendo nós a imprevisibilidade, vai tentar contornar o Congresso através de decretos ou de operações secretas?

Ele, neste momento, já deve ter feito preparativos, já deve ter preparado tudo.

Um plano B.

Sim, digamos, já ter um pé de meia reservado para algumas operações. Mas a questão é esta, isso é iniludível, ou seja, ele não pode desencantar dinheiro, ele não inventa. O dinheiro não aparece debaixo do chão, tem que ser o Congresso a aprovar isto. E portanto não irá, parece-me, no caso do Irão, aprovar ações deste tipo. A questão é tal, é que nem em caso de haver uma força tática americana cercada e prestes a sofrer grandes baixas e por falta de munições, nem assim o Congresso é obrigado a aprovar. Ou seja, nem assim o presidente tem liberdade para ter uma ação ilimitada. Quando muito pode ter um apoio para tirar as tropas, mas não para manter. Portanto, o Congresso pode chegar a esse ponto, de limitar e aceitar inclusive uma derrota, não financiando. Podemos chegar a esse ponto. E o presidente tem sempre tropas, as forças armadas têm sempre meios próprios, que são aqueles fornecidos no orçamento, que são para o dia a dia, para algumas operações inopinadas, mas não para uma guerra sustentada. E não tem, obriga a grande consumo, obriga a reforços orçamentários, reforços de munições. Os homens também são pagos de maneira diferente, estando numa guerra ou estando internamente. Tudo isso implica custos que ele não pode suprir, mesmo que tenha vontade disso. Vai ter muitas dificuldades e depois há esta percepção que os adversários têm de que ele não tem capacidades legais para ultrapassar esta situação. E portanto serão levados, obviamente, a aguentar essa ação súbita, imediata, curta, porque sabem que dali não surge mais, não há hipótese de surgir mais. Esta percepção, este conhecimento que os adversários das limitações legais americanas ou do presidente americano vai, obviamente, levá-los a aguentar mais e a ceder menos ao que pretende o presidente. No caso da Ucrânia é diferente.

Por que é diferente, João Jorge?

Porque no caso da Ucrânia, o Congresso pode, de facto, aumentar. Por exemplo, aprovou há pouco tempo, este Congresso, a chamada Lei Graham, que propunha sanções à Rússia, sanções secundárias, propunha um aumento com apoio à Ucrânia e que o presidente americano fez uns disclaimers, fez uns waivers e portanto não a aplicou. Bom, neste momento, há no Congresso uma maioria, e haverá mais a partir de agora, que pode levar o presidente a ter que aceitar certas coisas que neste momento não aceitou. Porque há um consenso maior, e haverá mais agora no próximo Congresso, de senadores e representantes que estarão mais dispostos e conseguirão até maiorias suficientes para ultrapassar o veto de Trump a certas decisões. Portanto, aí a hipótese é maior.

E reforçar o apoio à Ucrânia. Bruno Cardoso Reis, abrindo aqui um pouco mais o leque não só das intervenções militares, mas de política externa norte-americana, poderá mudar alguma coisa com esta derrota do Partido Republicano, quer na relação com a União Europeia, quer com a NATO?

Só um bocadinho este ponto, a questão da guerra no Irão, há que ter a noção que a guerra no Irão está a custar entre 800 milhões e 1000 milhões de dólares por dia. Apesar de tudo, há limites aos sacos azuis onde se pode ir buscar dinheiro. Por outro lado, também historicamente não há grandes precedentes para o Congresso recusar o financiamento de tropas que estão em combate. Agora, podem, no fundo, por exemplo, tentar estabelecer limites temporais. Por exemplo, mantém-se o financiamento, mas por um prazo, tentar impor algum tipo de constrangimento.

Isso já aconteceu? É comum acontecer, nomeadamente pensando nas guerras do Iraque, que também foram prolongadas.

Na verdade, o que é mais comum acontecer é haver algum tipo de declaração num determinado sentido, mas sem que isso afete o financiamento de tropas que estão empenhadas em combate. Ainda assim, apesar de tudo, estamos a falar sobretudo de operações aéreas e navais, e portanto isso é um bocadinho menos complicado, vamos dizer assim, tentar constranger isso do que ter tropas no terreno sujeitas a ataque, como era o caso no Iraque ou no Afeganistão. Mas eu diria que isso reforça esta ideia de que há aqui algum limite até onde o Congresso pode ir. Outra coisa, por exemplo, é que há a questão sempre do veto, mas, por exemplo, o Congresso pode usar o orçamento da defesa, que o Trump, aliás, queria subir, já estava à volta dos 980 mil milhões. Ele queria subir para mais de um trilião na linguagem americana, mais de um bilião na nossa linguagem de dólares. O Congresso pode, por exemplo, no orçamento, e muitas vezes faz isso no orçamento militar, já fez isso, por exemplo, em relação à questão da NATO, dizer: "O nível de tropas na Europa não pode baixar abaixo deste nível", já não me lembro, estou aqui a citar de cor, 70 mil soldados, isso está incluído na lei orçamental. E portanto A opção que o Trump teria era vetar a lei do orçamento da defesa, que obviamente depois cria imensos problemas práticos também. Portanto, pode impor aí limitações desse gênero, alterações nas relações com os aliados, pode impor algum tipo de limitação na questão da Ucrânia, pode, por exemplo, tentar incluir obstáculos a que haja acordos com a Rússia, que tenham impacto para a Ucrânia, pode obrigar a algum tipo de fornecimento de equipamento à Ucrânia. Portanto, sobretudo na lei do orçamento militar, há alguma margem. Agora, eu acho que a tendência de Donald Trump é para se manter o mesmo ou eventualmente ainda ser mais proativo nesta dimensão externa, e acho que há o risco de eventualmente Donald Trump procurar ter aqui um protagonismo que não consegue ter na dimensão interna e eventualmente até, e isso pode ter implicações para a Europa, para a Ucrânia, tentar vingar-se ou retaliar de governos que ele considera que não são simpáticos para com ele, que não o ajudaram nestas eleições. Eu recordo que o Zelensky entrou na lista negra de Donald Trump, da qual nunca saiu, quando se recusou a ajudar Donald Trump, numa famosa chamada telefónica, a encontrar provas contra a família Biden no contexto do primeiro mandato de Donald Trump. E, portanto, é bem possível que haja eventualmente aí alguma retaliação, digamos assim. Portanto, vamos ver como é que isto se equilibra, porque realmente do lado do Congresso, a tendência será para haver mais apoio à Ucrânia. Apesar de tudo, também vale a pena já agora sublinhar, é que o Congresso só toma posse daqui a dois meses. Portanto, ainda vamos ter aqui um período longo com este Congresso, com este presidente, mais dois anos, e com este Congresso, mais dois meses até entrar o próximo.

Esse dado é muito importante, sabendo algumas ações eventualmente repentinas do presidente norte-americano. Coronel José Ducar, muito obrigada por ter estado conosco a analisar o resultado das eleições intercalares nos Estados Unidos e as consequências para o mundo. Bruno, vamos continuar por aqui nós.

Obrigado.

Entretanto, Carla, vamos agora conhecer outras histórias destas eleições intercalares norte-americanas.

Agora com a ajuda do Bruno Vieira Amaral. Bruno, e o grande destaque vai para o Texas, é um bastião tipicamente republicano.

Exatamente.

Virou.

Mudou. Falam de tsunami, enterra-bote, as metáforas são por aqui. É o estado conservador ou que vota normalmente nos republicanos mais populosos e era um lugar praticamente inóspito para os candidatos democratas, que desde 1994 não conquistavam um único cargo político a nível estadual. Agora conseguem as vitórias de Gina Hinojosa, que se torna a primeira mulher latina a ser governadora do Texas, e já não havia um governador democrata desde outra mulher, Ann Richards, em 1990. Foi até 1994, quando depois perdeu para George Bush nas eleições para governador. E também agora de James Tallarico, que foi eleito senador. Até aqui, alguns democratas davam mesmo como perdidas as eleições em certas regiões do Texas. Já não contavam. Esperavam nos últimos anos que as mudanças demográficas dessem alguma esperança, e deram, com o crescimento da população afro-americana e latina, mas foi exatamente essa população a dar a vitória a Trump nas eleições de 2024, uma vitória bastante confortável. Mas agora, segundo estes resultados, os de hoje, muitas dessas regiões parecem agora ter votado nos democratas e, neste caso, são interpretadas por muitos como o regresso dos eleitores latinos às suas origens políticas. Mas uma das responsáveis das campanhas democratas, Melissa Morales, diz que o que esta oscilação revela, ou seja, de umas eleições presidenciais votarem republicano e agora ver esta mudança para os democratas, é que os eleitores sentem que não têm uma casa. Ou seja, ainda é cedo para dizer se o Texas vai tornar um swing state, daqueles estados oscilantes, incisivos e que acabam por definir as eleições presidenciais, mas é verdade que revelam estas eleições que há uma menor fidelidade dos eleitores que não se sentem completamente ligados a um partido, no caso ao partido republicano, que tem vencido as eleições no Texas nas últimas décadas.

Bruno Vieira Amaral, vamos continuar a ouvir as tuas várias curiosidades sobre estas midterms, as eleições intercalares nos Estados Unidos.

Às 19h30 fazemos novo ponto de situação dos resultados. Uma coisa é certa e não vai mudar, a vitória pertence ao Partido Democrata. Trump já assumiu a derrota. Agora são 19h16. Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

O primeiro-ministro falou ontem à noite ao país para anunciar que vai reunir-se com os líderes do CHEGA e do PS para discutir propostas para a habitação. Essa reunião está marcada para amanhã, em São Bento. Surge depois de vários apelos do Presidente da República ao diálogo. Nesta declaração ao país, Luís Montenegro promete uma aproximação à oposição, de forma a encontrar soluções para a crise na habitação.

Falei hoje com os líderes dos dois maiores partidos da oposição sobre o tema da habitação. E convidei-os a virem aqui com as suas equipas apresentar as suas ideias e propostas. Estão já agendadas reuniões para a próxima quinta-feira, logo após o meu regresso de Madrid. Muito desejável a aproximação aos dois maiores partidos da oposição. São aqueles que têm maior representatividade e são aqueles que podem assegurar com os partidos que apoiam o governo, uma maior adesão a princípios de intervenção legislativa, que possam ter uma execução ao longo de vários anos para produzirem os efeitos.

O primeiro-ministro, que falou ao fim de 19 dias de acampadas, rejeita, no entanto, ter estado em silêncio. Fala, de resto, em críticas injustas e diz que não cabe ao primeiro-ministro opinar.

E Carla, na sequência desta comunicação do primeiro-ministro, Chega e PS abrem a porta a um entendimento com o governo sobre a lei das rendas.

Começamos com o Chega. André Ventura admite pela primeira vez aquilo que descreve como uma legislação a três.

O PS tem que ser chamado à mesa das negociações e esta legislação sobre habitação, veja que é a primeira vez que o Chega faz uma coisa destas, dada a urgência do problema e a premência do problema. Nós estamos disponíveis

Devido à gravidade do problema, ao impacto do problema e à dimensão do problema, é que haja uma legislação a três.

O líder do Chega, em entrevista ao "Now", acusa ainda o primeiro-ministro de falta de humildade e de não ter apresentado uma única medida na comunicação ao país.

Do lado do PS, José Luís Carneiro também se mostra disponível para negociar e admite ajustes nas propostas do PS.

Foi na SIC Notícias. O secretário-geral socialista diz que quer encontrar consensos de forma a arranjar soluções para a crise na habitação.

Estamos disponíveis para ajustar o nosso projeto de lei para procurarmos ir de encontro ao entendimento com o primeiro-ministro, tendo em vista garantir que contribuímos para dinamizar o mercado do arrendamento, para dar segurança aos proprietários, pois com certeza que o proprietário que investe tem que ter condições de ressarcimento dos seus investimentos, tem que garantir condições de que lhe pagam as suas rendas. Agora, não podemos é fazê-lo sacrificando os inquilinos, como estava a acontecer. Vamos conversar com o primeiro-ministro e perceber como é que se pode chegar a um ponto de encontro.

Carneiro diz que se Montenegro estiver de boa-fé, sim, será possível encontrar um ponto de encontro. Destaque também para a reação da presidente da Iniciativa Liberal. Fala numa conferência de imprensa patética. Lembra que, há duas semanas, convidou todos os partidos para uma reunião sobre habitação e que o PSD recusou.

A noite voltou a ser de acampamentos, tanto em Lisboa como no Porto, mas, Carla, não há registo de incidentes ou de qualquer intervenção policial.

Não há. Na noite em que Luís Montenegro falou ao país, as acampadas voltaram a montar as tendas no Rossio e na Praça Dom João I. As palavras do primeiro-ministro não convenceram os manifestantes, que contestam as declarações e garantem que vão manter os protestos. Esta noite, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, e a ex-coordenadora bloquista Mariana Mortágua juntaram-se ao acampamento em Lisboa.

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