Número de escutas diminui quase metade na última década

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E já cá está o jornalista Miguel Pina Andrade para mais uma edição da conferência de imprensa, onde passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional desta manhã. Bom dia, Miguel.
Olá, Miguel. Bom dia.
E começamos com o jornal "Público": o número de escutas telefónicas caiu para quase metade na última década.
Sim, a utilização de plataformas encriptadas como o WhatsApp retirou eficácia às interceções dos órgãos de polícia criminal, diz o jornal "Público", que apesar de na opinião pública existir uma convicção generalizada de que as escutas telefónicas não param de aumentar, as estatísticas indicam precisamente o contrário. Nos últimos 10 anos, os alvos das interceções telefónicas passaram de cerca de 15.400 para mais ou menos 8.700. Isto é uma diminuição de 44%. São números relativos a este meio de obtenção de prova, disponíveis nos vários relatórios anuais de segurança interna. Os documentos contabilizam o número de alvos escutados no sistema informático, que permite fazer as interceções telefónicas. Ao "Público", Rui Cardoso, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, considera que a eficácia cada vez mais reduzida deste meio de obtenção de prova explica em grande parte a diminuição do uso.
Falamos agora de saúde, Miguel, o "Diário de Notícias", o "DN", diz que a Ordem dos Médicos pediu informações ao Infarmed sobre um medicamento para emagrecer.
Sim, o Mounjaro entrou no mercado dia 1 de novembro de 2024 e é indicado expressamente para tratar duas doenças: diabetes tipo 2 e obesidade. Os dados disponibilizados ao "DN" pelo Infarmed mostram que assim que o fármaco teve a aprovação, foram colocadas nas farmácias portuguesas no primeiro dia mais de 10 mil embalagens para consumo. O ano passado, o total de embalagens postas à venda foi de quase 435 mil embalagens. Só nos primeiros seis meses deste ano, já vai perto dos 400 mil. A Ordem dos Médicos enviou um pedido de informação, de esclarecimento ao Infarmed sobre a comercialização do medicamento desde que entrou no mercado português. O Infarmed relembra, na resposta, que embora não seja comparticipado, o medicamento está sujeito à receita médica e por isso cabe ao médico prescritor o tratamento dos doentes.
O grande destaque do "Jornal de Notícias" esta manhã, Miguel, é a vitória da Seleção Nacional por 2 x 1 frente à Noruega ontem à noite, com foco no ponta de lança Gonçalo Ramos.
"Licença para marcar" é o que escreve o "JN" com a fotografia do marcador do gol da vitória, Gonçalo Ramos, na capa. Para além do triunfo de Portugal, o "Jornal de Notícias" dá também ênfase ao levantamento que fez à síntese da execução orçamental do Estado. Há dois anos que o Estado está a gastar mais dinheiro com a realização de meios complementares de diagnóstico na rede convencionada. Falamos, por exemplo, de exames, análises e fisioterapia feitos fora do SNS, mas prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde. Entre janeiro e junho deste ano, a despesa com a rede convencionada chegou aos € 735 milhões. A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde defende que se fazem muitos mais exames e que o custo médio real tem sido comprimido.
Falamos aqui de saúde e também futebol na capa do "JN". Na imprensa internacional, olhamos para os jornais espanhóis, que destacam esta manhã os protestos contra a crise na habitação. Milhares de pessoas reuniram-se, Miguel, e dormiram na Praça do Sol, em Madrid.
Sim, são protestos contra a crise da habitação, mas também são incentivados pelo polémico despejo de uma mulher de 87 anos, Mari Carmen, que foi despejada da casa onde vivia há 70 anos na capital espanhola. O "El País" diz que os manifestantes têm um objetivo concreto: mudar as políticas de habitação nas próximas 48 horas. Exigem ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que ponha de lado as divergências e que aprove amanhã, no Congresso, aquilo a que já chamam Decreto Mari Carmen, que contém várias reformas da lei da habitação. O "El Mundo" fala no sequestro à Praça do Sol, afirma mesmo que os manifestantes pedem um resgate também com este objetivo de fazer reformas à habitação. O primeiro-ministro espanhol já teve a necessidade de se justificar. Pedro Sánchez garante que já estão a ser pensadas medidas para resolver os problemas na habitação.
Conferência de imprensa hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade.
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