Força Aérea transportou bens essenciais para a ilha do Corvo

A Força Aérea Portuguesa transportou este sábado três toneladas de bens essenciais para a ilha do Corvo, nos Açores, “minimizando os constrangimentos sentidos na mais pequena ilha do arquipélago nas últimas semanas”, revelou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).
O abastecimento marítimo regular à ilha do Corvo tem estado condicionado pelo estado do mar e por o navio THOR B estar em manutenção programada obrigatória.
Segundo um comunicado da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a Força Aérea Portuguesa assegurou este sábado de manhã, “com sucesso”, o transporte de bens essenciais para a ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, situada no grupo Ocidental do arquipélago.
“A operação garantiu a reposição do abastecimento da população, através do transporte de três toneladas de mercadorias essenciais, incluindo produtos congelados, fruta e legumes, minimizando os constrangimentos sentidos na mais pequena ilha do arquipélago nas últimas semanas”, indicou.
O executivo explica na nota que “após uma avaria intempestiva” que impediu a realização da missão mais cedo, a conclusão da operação “resulta de uma estreita colaboração entre o Governo dos Açores e a Força Aérea Portuguesa, que, mais uma vez se associou ao esforço de resposta a uma situação excecional, assegurando a chegada de bens indispensáveis à população corvina”.
O Governo Regional “agradece a pronta colaboração e o empenho” da Força Aérea Portuguesa, cuja intervenção “tem sido fundamental para garantir o abastecimento das populações e mitigar os efeitos de situações extraordinárias”.
Ainda de acordo com o executivo açoriano, está previsto que o navio ISABEL C possa entregar no domingo de manhã bens essenciais e combustíveis (gás), no porto da Casa, no Corvo.
“Caso não haja possibilidade de atracar, o navio procurará resguardo na ilha das Flores e efetuará nova tentativa logo que as condições o permitam”, apontou.
Na quinta-feira, o Governo dos Açores assegurou que estava a acompanhar de perto a situação de abastecimento da ilha do Corvo e que “tem diligenciado múltiplos esforços, em articulação com diferentes entidades para ultrapassar a situação”.
O executivo explicou que o navio THOR B está atualmente “em manutenção programada obrigatória e indispensável para manter a sua certificação e capacidade de operação” na mais pequena ilha dos Açores.
“Na sua ausência, estava previsto que navios de tráfego local pudessem assegurar o abastecimento regular, mas as condições do mar não têm permitido a operação nem a atracagem no porto da Casa”, acrescentava.
Perante esta contingência, o Governo dos Açores assegurou, na terça-feira, através da Atlanticoline, o transporte de mercadorias de primeira necessidade recorrendo à lancha Ariel, o que permitiu “o transporte de mais de 400 kg em viagens regulares e de 900 kg numa viagem extraordinária dedicada exclusivamente a esse fim”.
A Secretaria Regional adiantou ainda que estava prevista, para quarta-feira, por solicitação do Governo dos Açores, uma operação da Força Aérea Portuguesa, para a entrega de três toneladas de mercadoria, mas “a aeronave que efetuaria esse transporte sofreu uma avaria técnica que impossibilitou a realização do voo”.
Na quarta-feira, o líder do PS/Açores responsabilizou o Governo Regional pela falta de planeamento que deixou a ilha do Corvo sem abastecimento marítimo regular de mercadorias, alertando para implicações no fornecimento de bens essenciais e transporte.
“Estamos em pleno ano de 2026 e temos uma ilha dos Açores sem abastecimento marítimo regular há mais de três semanas. Faltam bens de primeira necessidade, há estabelecimentos em risco de fechar portas e os agricultores acumulam prejuízos. Isto é uma vergonha e é absolutamente inaceitável”, afirmou Francisco César, citado numa nota de imprensa.
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