Percevejos podem chegar de viagem escondidos na mala; veja como evitar


Percevejos de cama podem viajar escondidos em malas e roupas e infestar a casa após o retorno.
O que você precisa saber
Esses insetos podem ser transportados junto com objetos pessoais e encontrar novos esconderijos no destino. Em cartilha, Prefeitura de São Paulo alerta para a presença deles em hospedagens e meios de transporte, como aviões e ônibus de viagem.
A infestação pode ocorrer mesmo em ambientes bem cuidados. E conforme a prefeitura da capital paulista afirma, casas e hotéis limpos também podem abrigar percevejos.
Como eles entram na bagagem?
Os percevejos podem passar de um ambiente infestado para malas, roupas e outros pertences. Ao transportar esses objetos, o viajante pode levar os insetos para casa sem perceber, explica a Harvard Health Publishing.
Pequenos e sem asas, os adultos têm aproximadamente 6 milímetros. O tamanho e o corpo achatado permitem que se escondam em espaços estreitos, como costuras de colchões e frestas de móveis.
Eles também costumam permanecer escondidos durante o dia e sair à noite para se alimentar de sangue, o que dificulta sua identificação.

Esconderijos
Apesar do nome, os percevejos não ficam apenas na cama. A prefeitura relaciona possíveis abrigos em estofados, cortinas, rodapés, móveis e frestas nas paredes e no chão.
Segundo a Harvard Health Publishing, eles podem circular entre cômodos e apartamentos por aberturas no piso, vãos de portas e espaços junto às tomadas. Também podem ser carregados em móveis, livros e roupas.
Por isso, além das bagagens, objetos usados merecem atenção antes de entrar no imóvel. Colchões, sofás e outras peças vindas de locais infestados podem transportar os insetos.

Reduza o risco após a viagem
A Prefeitura de São Paulo recomenda inspecionar o quarto da hospedagem, incluindo roupas de cama, estrados e colchões. A bagagem deve permanecer fechada e longe do chão.
A Harvard Health Publishing também orienta evitar colocar malas sobre camas, carpetes e móveis estofados. Na vistoria, vale observar costuras do colchão, cabeceiras, gavetas, sofás e cadeiras.
Entre os sinais de alerta estão pequenos pontos escuros, manchas de sangue e revestimentos externos abandonados pelos insetos durante o crescimento.

Na volta, é recomendável examinar a bagagem fora de casa, em uma garagem ou quintal. Se houver suspeita ou presença de percevejos, a orientação do órgão é lavar as roupas com água quente, secá-las e passá-las a ferro quente, respeitando os cuidados indicados para cada tecido.
O que fazer se houver suspeita em casa?
Manchas escuras ou marrons na roupa de cama, insetos escondidos e vestígios de suas mudas ajudam a identificar o problema. Picadas também podem chamar a atenção, mas, segundo Harvard, podem ser confundidas com as de mosquitos ou pulgas.
As reações variam: algumas pessoas apresentam poucas marcas, enquanto outras têm coceira, vermelhidão e inchaço. A Prefeitura de São Paulo orienta lavar o local com água e sabão, evitar coçar e procurar atendimento médico se houver coceira intensa ou sintomas mais graves.
Diante de uma possível infestação, a recomendação é procurar um profissional qualificado em controle de pragas para inspecionar o imóvel e definir o tratamento adequado.
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