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Thursday, October 22, 2026

23h. Sporting perde em casa com o LASK Linz por 3-2

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São do Ricardo Lopes. Ricardo, boa noite, bem-vindo mais uma vez. Apesar dos avisos do ministro da Administração Interna, foram novamente montadas tendas na Praça do Rossio, em Lisboa. Os manifestantes tencionam voltar a pernoitar esta noite na rua.

Exatamente. Depois de uma proposta votada em assembleia popular, quase 200 pessoas mostraram-se a favor de voltar a pernoitar esta noite em tendas na Praça do Rossio. Depois, a organização pediu para que os manifestantes fizessem um cordão humano para permitir e proteger a montagem das tendas. Viveu-se também um momento de maior tensão, já narramos há pouco aqui na rádio, com um manifestante pró-Israel a gritar contra os protestos. A acompanhar estes acontecimentos tem estado a jornalista Rita Lourenço, que se junta agora em direto. Boa noite, Rita. O ministro da Administração Interna garantiu que a polícia iria atuar por antecipação perante um eventual novo acampamento. Entretanto, olhando para as imagens, estão dezenas de tendas na praça. Por outro lado, a PSP já disse que não vai ser permitido depois da meia-noite. Já houve movimentações por parte da polícia?

Boa noite, Ricardo. Exceto a situação que acabaste de referir do manifestante pró-Israel, não houve qualquer movimentação da polícia no sentido de tentarem desmobilizar a manifestação ou algo do gênero. Existem, sim, já várias tendas montadas. Existe até uma tenda em cima da estátua, aqui no centro da Praça Dom Pedro IV, no Rossio. Houve um comunicado de segurança por parte da organização com avisos para símbolos que vão fazer, caso seja, para desmobilizar a manifestação ou fazer um cordão humano de proteção contra a polícia. Apelaram também à criação de grupos de afinidade e, até ao momento, excetuando o incidente com o homem pró-Israel, que foi entretanto escoltado pelos ativistas para fora da praça e recebido pela PSP, por quem foi também escoltado até ao metro. Tirando esse incidente, o ambiente está calmo, estão neste momento a ver um filme de um dos lados da praça e do outro lado decorrem ensaios, jogos de sueca, convívios. Portanto, por agora, o ambiente está calmo, a polícia mantém a distância, continuam a observar. Porém, lá está, como tu próprio também referiste, a PSP já alertou que a permanência das tendas após a meia-noite e meia não é permitida, pelo que se vier a verificar, a polícia vai ter mesmo que intervir. Ficaremos então a atualizar aqui a partir do Rossio.

A reportagem da jornalista Rita Lourenço a dar conta de que os manifestantes tencionam voltar a pernoitar esta noite na rua, ignorando assim os avisos do ministro da Administração Interna. Entretanto, também dar esta nota em resposta à provocação do manifestante pró-Israel, os manifestantes projetaram também uma bandeira palestiniana na estátua de Dom Pedro IV.

E no Porto, ao contrário de Lisboa, a deliberação foi outra, os manifestantes começaram a dispersar.

Depois de terminada mais uma assembleia popular, os manifestantes começaram a desmobilizar. Ao início da noite, contava-se cerca de duas centenas de manifestantes na Praça Dom João I. Entretanto, Miguel Pinheiro Correia, agora aqui conosco em direto, estás na presença de uma praça praticamente vazia.

O cenário, Ricardo, não podia ser mais contrastante com esse relato que nos chega de Lisboa. Aqui a praça está quase vazia. Ainda vemos algumas dezenas de pessoas, mas longe da mobilização que já esteve aqui ainda há pouco. Neste momento, há algumas pessoas que ficam à conversa, outras que estão na praça a fazer malabarismo ou a andar de bicicleta, mas reina a calma aqui na Praça Dom João I. Há muito tempo que não há animação, que não há atividade. Há pouco tempo tivemos uma declamação de poesia e antes ainda também essa assembleia popular, onde não se chegou a votar precisamente essa continuidade. Porque, e segundo também foram dizendo alguns manifestantes, há essa vontade de voltarem a dormir aqui na Praça Dom João I, a montarem as tendas, mas não há essa previsão de quando pode acontecer. Para já, concentram as baterias no sábado, quando haverá nova manifestação. Até lá, têm agenda e têm programa para amanhã, mas sem haver essa previsão de voltarem a montar tendas.

O retrato desta desmobilização dos manifestantes na Praça Dom João I, no Porto, trazida aqui pela voz do jornalista Miguel Pinheiro Correia. A organização do movimento avança que estão pensadas várias atividades para amanhã na Praça Dom João I, à semelhança do que tem acontecido nestes últimos dias.

E seguimos nesta edição, Ricardo, com o Partido Socialista, que insiste no apelo ao primeiro-ministro para que deixe cair a proposta para a nova lei das rendas.

Apelos que saem da reunião do Secretariado Nacional Socialista, que aconteceu ao final desta tarde. José Luís Carneiro quer também que o governo se junte ao PS para viabilizar uma garantia pública que facilite o cumprimento das obrigações com as rendas e ofereça, ao mesmo tempo, uma maior segurança aos proprietários.

É o país que exige, não é o PS, que se exige ao primeiro-ministro que deixe cair a proposta da lei das rendas que levou à Assembleia da República e, por outro lado, que depois de colocar essa lei na gaveta, que aceite discutir, dialogar, construir com o PS a garantia pública que foi apresentada por nós na Assembleia da República.

O líder socialista garante que está disponível para o diálogo e espera que o primeiro-ministro não ignore o clamor nas ruas.

No meu ponto de vista, seria um sinal de incompreensão, de insensibilidade, de indiferença inaceitável, incompreensível, que o governo não tenha em consideração

O que se está a passar nas praças do nosso país, nas cidades do nosso país, com um clamor público de diferentes gerações, porque o tema da habitação afeta não apenas os jovens, afeta os jovens, afeta as famílias e afeta as diferentes gerações.

Avisos deixados por José Luís Carneiro na sede nacional do PS. Esta noite, também no Largo do Rato, decorre a reunião da Comissão Nacional do Partido.

Ainda pela atualidade nacional, mudamos de tema, isto porque, Ricardo, as confederações patronais fecham a porta à revisão do acordo plurianual de rendimentos.

Depois de uma reunião na concertação social, a UGT quer o salário mínimo, pelo menos, nos € 1000 já para o próximo ano. Já a CGTP aponta aos € 1100, valores que ficam acima dos € 970 previstos no atual acordo, que entra em vigor já a partir de janeiro. O governo, para já, não se compromete. Hugo Fortunato de Oliveira.

Com o custo de vida a apertar, os sindicatos pedem mais do acordo plurianual de rendimentos, mas os patrões não querem nem ouvir falar no salário mínimo. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, é taxativo. A ser revisto, o acordo teria de ser para baixo.

Se neste momento revisitarmos e aplicarmos aquilo que está estabelecido, ele vai ser revisto em baixa. É isso que a UGT quer? Neste momento, temos um acordo em vigor. Esse acordo, das duas, uma: ou o revisitamos ou continuamos a esforçar para cumprir na parte dos salários.

Armindo Monteiro, da CIP, em resposta à UGT. O entendimento prevê que o salário mínimo nacional suba para os € 970 já no próximo ano. Mário Mourão diz que é preciso ir mais além.

Havia mais que razões para fazermos um esforço ao salário mínimo, que a UGT apresentou hoje, foram propostas no sentido de que também houvesse essa sensibilidade para que, a partir de janeiro, em vez de ser nos € 970, possa ser um valor não inferior a € 1000.

Mário Mourão, da UGT, com Tiago Oliveira, a insistir no choque salarial.

Continuamos a afirmar as nossas reivindicações do salário mínimo nacional a € 1100 a janeiro de 2027. Continuamos a afirmar que é preciso e é fundamental a elevação de todos os salários em 15%, no mínimo € 150.

Tiago Oliveira, da CGTP. Na concertação social, o governo não é árbitro, mas Maria do Rosário Palma Ramalho fica ao meio.

A parte do governo, e muito bem, disse que é uma parte, não é o árbitro, entende que temos um acordo em vigor e que, portanto, só por acordo entre as três partes é que poderemos fazer coisa diferente do que lá está.

A ministra do Trabalho, ao fim da primeira reunião da concertação social, depois de apresentada a proposta de orçamento do Estado para o próximo ano.

Hugo Fortunato de Oliveira, com o resumo da reunião da concertação social desta quarta-feira. Em cima da mesa esteve também o Fundo de Compensação do Trabalho. O governo revela que há ainda 434 milhões de euros por resgatar.

E no desporto, o Sporting sofre a primeira derrota nesta época. Na Liga dos Campeões também, o clube de Alvalade perdeu em casa com o LASK Linz por 3x2.

Os Leões procuravam o pleno em três jogos e até entraram melhor na partida e chegaram à vantagem logo aos cinco minutos, com o gol de Luís Soares na conversão de uma grande penalidade, mas a resposta da equipe austríaca surgiu logo 10 minutos depois. Christoph Lang marcou aos 15 minutos e restabeleceu a igualdade. Tudo empatado ao intervalo, mas os austríacos levaram a melhor no segundo tempo. Sasa Kalajdzic fez o 2x1 aos 63 minutos e o Sporting ainda viu a diferença no marcador alargada com o gol de Christoph Danek, perto dos 70 minutos, o conjunto de Rui Borges perdia por 3x1. O avançado colombiano ainda deu novamente uma esperança ao reduzir para 3x2 aos 89, mas o LASK Linz conseguiu mesmo carimbar a primeira vitória na Champions em Alvalade. Na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges diz que a equipa foi vítima das próprias desatenções.

Tivemos algumas perdas de bola e que deu três gols, principalmente. Olhar para os gols e perceber como é que sofremos três gols, com transições ofensivas do adversário, com perdas de bolas simples nossas que não podem acontecer e que não poderiam acontecer. Mas está dentro dessa desinspiração que tivemos ao longo do tempo e ao longo do jogo. A energia desde uma fase inicial sentia-se que não era o nosso melhor em termos de energia coletiva. Tentamos lutar contra isso, infelizmente, não conseguimos.

As palavras do técnico leonino depois desta derrota europeia. Rui Borges procurava hoje ultrapassar Rúben Amorim. Se tivesse vencido, tornava-se o treinador do Sporting com mais vitórias na Liga dos Campeões. Com esta derrota, o Sporting, que ia bem encaminhado para garantir um lugar entre os oito primeiros e, consequentemente, o apuramento direto para os oitavos, caiu para o 12° lugar com seis pontos.

Temos 11 minutos para lá das 11 e vamos aproveitar a capicua, Ricardo Lopes, para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta quarta-feira, 21 de outubro.

E começamos em Lisboa. Começa amanhã o festival À Música, Ao Fundo do Túnel, com concertos no metro de Lisboa. Amanhã e sexta-feira, durante a tarde, há concertos gratuitos nas estações do Cais do Sodré, Marquês de Pombal e Jardim Zoológico. O festival acontece desde 2021. Segundo a organização, a iniciativa pretende contribuir para dar visibilidade a novos artistas. Seguimos para o Porto. A Câmara vai isentar os clubes locais de pagar taxas de utilização das instalações desportivas municipais para o desporto adaptado. A medida foi anunciada hoje, vai beneficiar 250 atletas e 12 entidades. Em comunicado, a autarquia diz que com isto pretende reforçar o compromisso com a inclusão. Em Santarém, começa na sexta-feira a edição 45 do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém. O presidente da Câmara, José Leite, diz que é uma iniciativa que beneficia toda a cidade e ambiciona ver os hotéis e restaurantes da região lotados. A entrada é gratuita. Até o final do mês vão passar vários cozinheiros pela Casa do Campino, em Santarém. Seguimos para Ovar. A partir da próxima época, a gestão do Florgrade Futebol Clube da Vila de Cortegaça vai passar para a plataforma de investimento londrina, da Football Factory. Os ingleses querem construir uma cidade do futebol, bem como um novo estádio, academia, um hotel e várias outras infraestruturas. Os valores do investimento não foram divulgados. Em Leiria, começa na sexta-feira a quarta edição do NEXT Leiria, sob o mote "Onde o caos encontra a criatividade", a programação cruza inovação, empreendedorismo, tecnologia e cultura. A iniciativa é promovida pelo município e criada pela consultora criativa COK. Vai estar presente em diferentes espaços da cidade até ao final do mês. Para terminar, vamos até Almada. A Fundação Inatel vai promover o primeiro encontro nacional das Aldeias dos Sonhos. Acontece já no próximo sábado. Em comunicado, a fundação avança que é uma oportunidade para conhecer comunidades com 100 ou menos habitantes, além de dar visibilidade às identidades e tradições da terra. A iniciativa conta com a colaboração do Turismo de Portugal e vai ter um concerto de Quim Barreiros, bem como outras atividades.

Concertos de Quim Barreiros. É preciso outras atividades? Não, estou a brincar. Acho que sim, acho que basta o mundo inteiro, é um universo completo. Fica por aqui o Jornal das 11, edição do Ricardo Lopes, que está de regresso às 11h30 com a informação desta noite de quarta-feira atualizada. Contamos contigo, Ricardo. Um abraço. Até já.

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