Guerra interna e suspeições: o termômetro no STF para julgamento de Moraes

Edson Fachin e Cármen Lúcia não estão alinhados a nenhum dos dois grupos. A expectativa, no entanto, é que ambos votem pela abertura do inquérito. Moraes não participará da votação, já que o caso em análise é sobre ele.
A situação de Dias Toffoli é uma incógnita. A princípio ele não deve participar da votação pois já se declarou suspeito de julgar os casos relacionados ao Banco Master, mas ele pode mudar de ideia. Caso isso aconteça, os ministros devem analisar sua suspeição.
Há a expectativa de que ministros aliados de Moraes apresentem pedidos de suspeição de Nunes Marques e Fux devido à relação dos filhos deles com Vorcaro. Uma consultoria ligada ao advogado Kevin Marques, filho de Kassio, recebeu R$ 6,6 milhões do Master. Já o advogado Rodrigo Fux, filho de Fux, foi um dos convidados de Vorcaro em um camarote na Sapucaí, no Rio de Janeiro, no Carnaval de 2025. Mensagens também indicam que ele participou de um almoço com o banqueiro durante a "Brazil Week" em Nova York, em 2024.
Se os pedidos de suspeição forem aceitos pelo plenário, os ministros seriam impedidos de participar da votação, o que alteraria a composição do julgamento e, consequentemente, o placar final.
O grupo mais próximo a Moraes também deve colocar a atuação de Mendonça sob suspeita. Um dos pontos será o que trata sobre a nulidade do relatório da PF. Na visão desses ministros, o informe policial deve ser rejeitado porque o relator teria direcionado a investigação, com atuação ativa contra o colega de tribunal.
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