Colunistas debatem quem venceu debate: 'Brancos e nulos', diz Toledo

Toledo criticou a postura de Flávio Bolsonaro e disse que o candidato tentou "fazer o anti-debate". "O Flávio Bolsonaro se comportou como um moleque. Moleque. Pode processar. É um moleque", afirmou. Segundo ele, Flávio "não respondeu a nenhuma pergunta", "ignorou todas" e "mente, descaradamente".
Um dos momentos de confusão do debate ocorreu na reta final, quando o mediador interrompeu as falas para pedir silêncio e ordem. "Candidato Flávio, só um instante, só um instante, por favor. Nas considerações finais do candidato, o senhor aguarda ele fazer as considerações finais dele", disse o mediador, ao pedir que a plateia ficasse em silêncio e que o candidato respeitasse o tempo do adversário.
Como os colunistas leram o impacto no eleitor
João Paulo Charleaux disse que o debate "torna mais compreensível a opção dos brancos e nulos" e descreveu o último bloco como "uma feira livre". Para ele, apesar do "baixo nível", o debate funciona como "um grande termômetro" do momento político. "É um espelho onde a gente tem que olhar, porque senão também a gente fica lidando com um mundo imaginado e idealizado", afirmou.
Charleaux também afirmou que o confronto expõe limites da reação ao que chamou de "ameaça da extrema-direita". Ele disse que o debate ajuda a ver "como a resistência democrática se mostra" e concluiu: "Do meu ponto de vista, frágil".
Toledo discordou da leitura de que o debate seria um retrato geral da democracia e voltou a atacar a postura de Flávio Bolsonaro. "Eu cubro esse negócio desde 1985, eu nunca vi isso", afirmou. "Eu tenho vontade de vomitar. Porque ninguém sai melhor do que entrou olhando isso", completou.
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