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Sunday, November 1, 2026

Hamilton faz história com poles por McLaren, Mercedes e Ferrari

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Lewis Hamilton conquistou no México, neste sábado, 31, sua primeira pole position em um Grande Prêmio pela Ferrari. Com uma volta de 1min16s514, ficou apenas nove milésimos de segundo à frente de George Russell. Charles Leclerc terminou em terceiro, completando um resultado importante para a equipe italiana.

Foi a 105ª pole de Hamilton, ampliando seu próprio recorde na Fórmula 1. O resultado também completou uma combinação inédita: conquistar poles por McLaren, Mercedes e Ferrari. São 26 pela McLaren, 78 pela Mercedes e agora a primeira pela Ferrari.

Para mim, esse é um grande feito pela capacidade de adaptação que representa. Hamilton conseguiu chegar à frente com três equipes diferentes, em momentos distintos da carreira e com carros que mudaram muito ao longo dos anos.

Na Fórmula 1, sabemos quanto o equipamento pesa no resultado. Nenhum piloto consegue disputar poles de forma consistente sem um carro competitivo. Mas aproveitar esse carro exige conhecer suas reações, trabalhar com os engenheiros e ter confiança para buscar o limite. Quando o piloto muda de equipe, precisa construir essa relação novamente, mesmo que já tenha sete títulos mundiais.

Hamilton conquistou sua primeira pole no Canadá, em 2007, ainda na temporada de estreia pela McLaren. Em 2013, conseguiu a primeira pela Mercedes, na China. Agora, quase duas décadas depois daquela volta em Montreal, acrescentou a Ferrari à lista.

Nesse período, mudaram os motores, os pneus, a aerodinâmica e a maneira de pilotar. Também mudaram os adversários. Continuar competitivo durante tantos anos exige aprender, rever hábitos e ajustar a condução ao que cada carro permite fazer. A experiência contribui, mas o piloto precisa continuar entregando velocidade.

E foi isso que Hamilton fez no México, aos 41 anos. A diferença de nove milésimos para Russell mostra como a disputa foi apertada. São 0,009 segundo. Uma pequena correção no volante, uma freada ou uma retomada de aceleração um pouco diferente pode ser suficiente para perder essa vantagem. Hamilton conseguiu reunir o que precisava na volta decisiva.

Ter Leclerc em terceiro também ajuda a entender o resultado. A Ferrari tinha um carro competitivo naquela classificação, e Hamilton soube aproveitar a oportunidade. O desempenho da equipe e a execução do piloto precisam ser considerados juntos para avaliar o que aconteceu.

Vale esclarecer um detalhe: Hamilton já havia conquistado a pole da sprint na China, em 2025. Esse resultado é contabilizado separadamente. No México, veio sua primeira pole pela Ferrari para a corrida principal, encerrando um período sem poles em Grandes Prêmios que durava desde a Hungria, em 2023.

É claro que uma classificação não resolve todos os desafios de uma temporada. Para transformar a pole em vitória, ainda entram na conta o ritmo de corrida, o desgaste dos pneus, a estratégia e a confiabilidade. Também não significa que todas as dificuldades de adaptação à Ferrari tenham sido superadas.

Mesmo assim, o resultado merece reconhecimento. Quando um piloto passa por uma fase difícil, é comum que sua idade entre rapidamente na discussão. O desempenho precisa ser analisado junto com o carro que ele tem, sua adaptação e o trabalho da equipe. No México, Hamilton mostrou que continua capaz de disputar uma classificação no mais alto nível.

Vejo essa pole como um resultado importante na construção de sua trajetória pela Ferrari. Depois de tantos anos e conquistas, mudar de equipe significa voltar a aprender e se expor a novas cobranças. Hamilton aceitou esse desafio e conseguiu colocar mais uma marca relevante em sua carreira.

Conquistar poles por McLaren, Mercedes e Ferrari reúne três capítulos diferentes dessa história. Fazer isso aos 41 anos mostra quanto ele ainda pode entregar quando encontra as condições para competir. Para quem acompanha a Fórmula 1, é uma oportunidade de continuar assistindo a um dos maiores pilotos da categoria construir sua história na pista.

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