Impeachment de ministros do STF gera expectativa nas redes

Esse é um tema em que a reação da esquerda é mais esparsa e sem estratégia.
Uma linha alerta para a concentração de poder nas mãos de Flávio, argumentando que com maioria no Congresso e com as próximas vagas do STF, "o brasileiro entregou a chave do país" à família Bolsonaro, defendendo que a vitória de Lula representaria um "governo de resistência". A outra tenta virar o tribunal contra Flávio, lembrando investigações da Polícia Federal e o suposto financiamento americano de campanhas contra o STF, e acusa o senador de ter "o rabo preso", tratando o impeachment como propaganda.
Ao criticar a Corte e defender mandatos para seus ministros, Lula tenta se descolar de um tribunal desgastado e que tende a pesar sobre o status quo. Com todos os fatos revelados envolvendo ministros do STF, a rejeição das pessoas contra o sistema aumenta, afetando Lula de forma indireta, por ocupar uma posição institucional.
Os dados mostram, porém, que a ofensiva de Lula contra o STF ampliou a associação sem que houvesse queda no número de menções negativas.
Apenas no dia de ontem (6), cerca de 10% das mensagens que ligam Lula ao tribunal tratavam da declaração. Enquanto isso, a campanha de Flávio alimenta a base com a promessa de impeachment e, pelas mãos de Marinho, coordenador da campanha, sinaliza diálogo ao se reunir com o presidente do STF, Edson Fachin, apontando que "não haverá vingança e nem omissão".
O dilema de Lula é que criticar o Supremo reforça o enquadramento da direita, ainda mais quando dos dez ministros atuais, seis foram indicados pelas gestões petistas, sendo quatro diretamente por Lula. Flávio, por sua vez, precisa manter a base mobilizada sem assustar o eleitor moderado, justamente aquele que votou na direita por conta dos escândalos envolvendo o STF.
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