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Sunday, August 16, 2026

Quem são os candidatos à Presidência na Eleição 2026

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    • Author, Iara Diniz
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published

  • Tempo de leitura: 15 min

Apesar de estar inelegível até 2032, Marçal obteve uma liminar da Justiça Eleitoral que permitiu sua saída do União Brasil e sua filiação ao PRTB. A candidatura ainda será analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o Ministério Público Eleitoral deve contestá-la.

Com a mudança, Leonardo Avalanche, presidente nacional da legenda e escolhido em convenção no fim de julho para encabeçar a chapa presidencial, passa a concorrer como vice.

Como seus partidos têm ao menos cinco representantes no Congresso Nacional, os quatro terão direito a participar dos debates organizados pelas emissoras, caso decidam comparecer. O primeiro acontecerá no dia 23 de agosto.

Também estão na disputa Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata).

Apesar da proximidade de parte de suas lideranças com Flávio Bolsonaro — como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que vai concorrer à reeleição — o Republicanos anunciou que não apoiará nenhuma candidatura ao Palácio do Planalto nem integrará chapas.

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  • Homem e mulher, ambos com cabelos castanhos, posam juntos em local externo, olhando para a câmera

  • Um bombeiro visto de costas diante das chamas perto de Mirabel-et-Blacons, no sudeste da França.

  • Um motociclista passa por uma rachadura na estrada após o terremoto na província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia.

  • Imagens das barras e moedas de ouro. As barras de ouro estão alinhadas em fileiras no lado esquerdo da imagem, e o lado direito mostra um balde de metal cheio de moedas.

Fim do Mais lidas

A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, e o MDB também decidiu pela neutralidade, liberando seus diretórios estaduais para realizarem seus apoios locais.

O Mobiliza seguiu o mesmo caminho. O partido havia anunciado a pré-candidatura de Cabo Daciolo à Presidência, mas voltou atrás para ficar neutro nas eleições.

Confira a seguir quem está na disputa pela Presidência:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Vice: Geraldo Alckmin (PSB)

Lula é um homem branco de cabelos grisalhos. Ele está falando ao microfone. Ele usa um terno azul.

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, Lula tentará seu quarto mandato para presidente do Brasil

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Fim do Promoção Agregador de pesquisas

Durante a campanha eleitoral em 2022, Lula chegou a dizer que caso fosse eleito, seria "um presidente de um mandato só". Mas, nos últimos anos, o petista veio dando sinais de que poderia mudar de ideia.

Em 2025, durante um evento no Rio de Janeiro, Lula foi direto ao dizer que o país poderia "ter pela primeira vez um presidente eleito 4 vezes".

Meses depois, durante visita a Jacarta, capital da Indonésia, ele confirmou a jornalistas que iria concorrer a um quarto mandato.

Aos 80 anos, Lula disputa sua sétima eleição para presidente, sendo o candidato mais velho a concorrer em uma eleição presidencial no Brasil. Sua candidatura foi oficializada neste domingo (2/8), com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.

Antes da confirmação oficial, a pré-candidatura já havia sido feita no fim de março, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, na qual foi oficializada a saída de 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.

Além de atual vice-presidente, Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Ele foi exonerado dias depois do anúncio para poder concorrer novamente.

A legislação eleitoral prevê que ocupantes de cargos no Executivo, que pretendem disputar as eleições, deixem suas funções até seis meses antes do pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.

Flávio Bolsonaro (PL)

Vice: Alfredo Gaspar (PL)

Javier Milei e Flávio Bolsonaro, que segura uma imensa tesoura nas mãos.

Crédito, Allison Sales/NurPhoto via Getty Images

Legenda da foto, Flávio Bolsonaro contou com a presente do presidente argentino Javier Milei no lançamento de sua candidatura

Isolado politicamente em meio a dificuldades em formar alianças e formar chapa com um candidato a vice, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lançou sua candidatura sem a maior parte do clã Bolsonaro ao seu lado.

Sem a presença de Michelle Bolsonaro e seus irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, Flávio contou com a eletrizante figura do presidente da Argentina, Javier Milei, para animar o público.

O candidato evocou o pai, preso em regime domiciliar, algumas vezes, prometendo que ele subirá a rampa do Planalto em 2027.

No palco, Flávio evocou Deus para ter força e coragem para "resgatar o Brasil", agradeceu à mulher, que estava de um lado, à mãe, Rogéria Bolsonaro, do outro, e disse que estava ali para "honrar todas as mães do Brasil".

Agradeceu a Michelle, que enviou um vídeo "abençoando" sua candidatura, após semanas de uma briga pública por meio das redes sociais, agradeceu ao pai e chorou. "Deus queira que nunca vocês tenham um pai perseguido como ele está sendo", disse.

Flávio Bolsonaro entrou na política em 2002, quando foi eleito para deputado estadual do Rio de Janeiro.

Na Assembleia Legislativa, ele exerceu quatro mandatos até se tornar senador da República em 2018, sendo reeleito em 2022.

A escolha de Flávio como candidato do PL ocorreu em dezembro, quando ele anunciou ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL a disputar a Presidência.

O anúncio foi feito após semanas de desentendimentos entre membros da família Bolsonaro e da oposição em torno de articulações sobre quem deveria liderar a direita bolsonarista.

No fim de julho, a posição do candidato é estável, com 34% das intenções de voto ante 40% de Lula.

Ronaldo Caiado (PSD)

Vice: Gilberto Kassab (PSD)

Caiado

Crédito, Matheus Leite/BBC

Legenda da foto, PSD confirmou candidatura de Ronaldo Caiado para presidência

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado foi oficializado candidato no último domingo (26/7) em evento em São Paulo. Com uma chapa puro sangue, tendo o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice, Caiado tenta se firmar como o candidato "conciliador".

"Sou um candidato com coragem para libertar o País do sequestro do PT e das facções criminosas. Um candidato com vida pregressa que nunca se envolveu com rachadinha, mensalão, petrolão, escândalo do Master ou o das aposentadorias", afirmou ele no lançamento da sua candidatura.

"Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas", disse, em março, quando se lançou pré-candidato.

O ex-governador de Goiás foi escolhido pelo PSD após disputar internamente a vaga com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana anterior ao anúncio.

Horas antes de Kassab tornar pública a decisão do partido, Leite publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "desencantado" com a decisão da sigla, e que a escolha por Caiado mantinha a "radicalização polarizada" no Brasil. Ainda assim, esteve presente no lançamento da candidatura no último domingo.

"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou Leite na época.

Político experiente com uma trajetória de mais de três décadas, passando pela Câmara dos Deputados e Senado, Ronaldo Caiado já havia lançado sua pré-candidatura em abril de 2025, mas por outro partido: União Brasil.

Na época, ele concedeu uma entrevista para a BBC News Brasil, em que criticou o PT, mas evitou falar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Meses depois, ele sofreu pressões internas para desistir da candidatura e se desfiliou do União. Em janeiro, ele se filiou ao PSD.

Apesar de ter apoiado Bolsonaro em 2018 e em 2022, Caiado se afastou do bolsonarismo durante a pandemia, por defender posições diferentes em relação ao isolamento social, e também ao repudiar os atos golpistas de 8 de janeiro, classificando o ocorrido, na época, como "inadmissível, inaceitável e condenável".

O candidato goiano é visto como um dos principais representantes políticos do "agro" e tem 5% das intenções de voto.

Em 1989, Caiado concorreu à cadeira do Palácio do Planalto e ficou em 10º lugar, com menos de 1% dos votos.

Romeu Zema (Novo)

Vice: Eduardo Girão (Novo)

Romeu Zema é um homem branco e usa óculos de grau com armação preta. Ele está com uma camisa azul clara que tem uma bandeira de Minas Gerais.

Crédito, Bloomberg via Getty Images

Legenda da foto, O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência

No evento do Partido Novo que oficializou a candidatura de Romeu Zema, em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais prometeu indulto a Bolsonaro, defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e citou o escândalo do Banco Master.

"Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu", disse, na segunda-feira (27/7).

Com pouca expressão nas pesquisas eleitorais, Zema ainda não conseguiu encontrar um vice para sua chapa.

Em entrevista à BBC News Brasil em agosto, dias antes de se lançar como pré-candidato, ele admitiu ter afinidade em propostas com Jair Bolsonaro, mas disse que poderia não ter o apoio dele na eleição.

Tanto em 2018 quanto em 2022, Zema declarou apoio a Bolsonaro nas eleições presidenciais. O empresário mineiro estreou na política em 2018, quando disputou sua primeira eleição para o governo de Minas Gerais.

Ele venceu no segundo turno com mais de 70% dos votos válidos e se tornou o primeiro governador eleito pelo partido Novo. Foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno.

Antes de entrar para a política, Zema atuou por 26 anos como CEO do Grupo Zema, que atua nos mercados de varejo, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, ele declarou um patrimônio de quase R$ 130 milhões.

O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência.

Em 2018, o empresário João Amoêdo, então presidente do partido, surpreendeu ao terminar o primeiro turno em quinto lugar — com 2,5% dos votos válidos —, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva (Rede).

Já em 2022, o Novo lançou o cientista político Felipe D'Ávila, que recebeu 0,47% dos votos válidos.

Renan Santos (Missão)

Vice: Aroldo Medina (Missão)

Renan Santos enrolado em uma bandeira

Crédito, Reprodução/Instagram

Legenda da foto, Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno

O partido Missão, recém-fundado por parte dos fundados do Movimento Brasil Livre (MBL) foi o primeiro a oficializar uma candidatura à Presidência. A convenção da sigla — uma exigência da lei eleitoral para a homologação das candidaturas — ocorreu de forma online no último dia 20 e escolheu o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar Aroldo Medina, também do Missão, como vice.

A convenção foi antecipada, segundo Santos, para garantir a proteção da Polícia Federal (PF), um direito que todos os candidatos têm. Ele afirma que recebeu ameaças de duas facções criminosas do Ceará, além de ter sofrido intimidações do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, e do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro.

Após a convenção protocolar, o Missão realizou evento para sua militância em São Paulo no sábado (1/8), confirmando a candidatura de Renan Santos.

O MBL foi criado em 2014 e ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, quando ajudou a organizar protestos de rua contra o governo do PT.

Junto com Kim Kataguiri (Missão), que hoje exerce o cargo de deputado federal, Santos ficou conhecido por sua atuação nas mobilizações de rua e presença nas redes sociais.

Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno.

Samara Martins (UP)

Vice: Raquel Bricio (UP)

Samara e Raquel sorrindo

Crédito, Reprodução/Redes Sociais

Legenda da foto, Samara Martins (à esquerda) ao lado da vice Raquel Bricio

O Partido Unidade Popular (UP) apostou em uma chapa só com mulheres para a disputa desta eleição, com Samara Martins encabeçando a candidatura, e a guarda-portuária e sindicalista paraense Raquel Bricio como vice.

Samara tem 36 anos, é dentista e vice-presidente nacional do partido. Ela também atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra Revolucionária.

No lançamento da candidatura, realizado na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, Samara defendeu a reestatização de empresas privatizadas, a revisão do destino dos recursos do orçamento federal e a realização de uma auditoria da dívida pública como algumas das prioridades de um eventual governo.

O nome dela aparece com menos de 1% das intenções de voto.

Na última eleição, o UP lançou Léo Péricles como candidato à presidência. Ele obteve 0,05% dos votos válidos.

Hertz Dias (PSTU)

Vice: Vanessa Portugal (PSTU)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a candidatura de Hertz Dias e sua vice, Vanessa Portugal, na última sexta-feira (31/7) em São Paulo.

Hertz é professor de História da rede pública em São Luís, no Maranhão, rapper e ativista do movimento negro. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Estado e teve 0,15% dos votos (5.191 votos).

Já Vanessa Portugal é professora da rede pública de Belo Horizonte (MG) e dirigente sindical.

Edmilson Costa (PCB)

Vice: Cleusa Santos (PCB)

Edmilson Costa com o braço levantado

Crédito, Divulgação/PCB

Edmilson Costa e Cleusa Santos foram confirmados candidatos do PCB neste sábado (1/8) com um ato na Câmara Municipal de São Paulo.

Edmilson é doutor em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade e atual secretário-geral do PCB.

Já Cleusa Santos é professora titular aposentada da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Dentre as propostas do PCB estão a estatização do sistema financeiro por meio da criação de um Banco dos Trabalhadores, a suspensão do pagamento da dívida pública e a reestatização de empresas.

Augusto Cury (Avante)

Vice: Júlio Delgado (Avante)

Augusto Cury durante uma palestra

Crédito, Reprodução/Rede Social

Legenda da foto, No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury

Augusto Cury é psiquiatra e autor de dezenas de livros, entre eles o best-seller O Vendedor de Sonhos, que em 2009 recebeu o prêmio de melhor ficção pela Academia Chinesa de Letras e foi adaptado ao cinema.

O escritor já havia manifestado nas redes sociais a intenção de disputar a eleição para presidente este ano, mas buscava um partido para se filiar.

No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury. Em uma publicação nas redes sociais, a legenda afirmou: "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!".

Esta será a primeira vez que Cury disputa um cargo eletivo.

"Se tivesse o privilégio de sentar na cadeira de presidente, nos primeiros dias chamaria vários políticos, como Putin e Zelensky, para conversar, porque sou um especialista em pacificação de conflitos, tenho livros sobre isso", disse à BBC News Brasil.

Entoando o lema de que tem "uma mente capitalista e um coração social", o escritor acrescenta que, caso seja eleito em outubro, espera "inspirar outros atores nas mais diversas nações, seja na Ásia, seja no mundo ocidental", a pôr fim às guerras e resolver desafios como a fome mundial.

A convenção que confirmou sua candidatura aconteceu no dia 3 de agosto, mas na ocasião nenhum vice foi anunciado.

Na quarta-feira (5/8), Cury anunciou o ex-deputado federal de Minas Gerais Júlio Delgado (Avante) como vice na chapa.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Vice: Antônio Carlos Silva (PCO)

Rui Costa Pimenta em um púlpito falando ao microfone

Crédito, Divulgação/PCO

Rui Costa Pimenta é jornalista, presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e um dos fundadores da legenda. A pré-candidatura dele à Presidência foi lançada no fim de maio e deve ser confirmada nos dias 1º e 2 de agosto, durante a convenção da sigla.

Essa não é a primeira vez, contudo, que ele disputa uma eleição presidencial. Rui foi candidato em 2002, 2010 e 2014. Na eleição em que obteve seu melhor desempenho, em 2002, recebeu 38.619 votos, o equivalente a 0,05% do total.

Rui participou da fundação do PT e já foi diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo. Em 1992, deixou o partido.

A chapa será composta pelo professor da rede pública do Rio de Janeiro Antônio Carlos Silva como vice.

Clariana Barão (DC)

Vice: Fabiana Torquato (DC)

Duas mulheres com as mãos dadas e levantadas

Crédito, Reprodução/Redes Sociais

Legenda da foto, Fabiana Torquato (à esquerda) será vice de Clariana Barão (direita) na chapa lançada pelo DC

No último dia do prazo para a realização das convenções partidárias, o partido Democracia Cristã (DC) oficializou a advogada Clariana Barão como candidata à Presidência da República.

Clariana surge como o "plano C" da legenda após uma série de mudanças em sua estratégia eleitoral.

Em janeiro, o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo foi lançado como pré-candidato do partido. No entanto, em maio, o presidente do DC, João Caldas, anunciou a substituição de Rebelo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que havia se filiado recentemente à sigla.

Segundo o portal UOL, a troca ocorreu em razão do baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas de intenção de voto.

A estratégia, porém, voltou a mudar quando Joaquim Barbosa decidiu não disputar a Presidência.

Aldo Rebelo também deixou de ser uma opção para a chapa após assumir a coordenação da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), abrindo caminho para a candidatura de Clariana Barão.

Clariana é advogada, natural do Mato Grosso e tem experiência em direito administrativo e gestão pública. Ela lidera uma chapa 100% feminina, com Fabiana Torquato de vice.

Pablo Marçal (PRTB)

Vice: Leonardo Avalanche (PRTB)

Fotografia colorida mostra Pablo Marçal dentro ao lado de cabine de votação usando uma camiseta e boné azuis com a letra M

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Empresário e influenciador Pablo Marçal está inelegível até 2032, após condenação durante campanha para Prefeitura de São Paulo em 2024

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) havia lançado Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, como candidato à Presidência em um ato realizado no início de agosto, em Goiânia. Duas semanas depois, porém, anunciou que seu candidato seria, na verdade, Pablo Marçal.

Em 2024, Marçal foi condenado à inelegibilidade por oito anos por irregularidades cometidas durante a campanha à Prefeitura de São Paulo.

O caso envolveu uma estratégia de divulgação batizada de "campeonato de cortes", na qual Marçal mobilizava colaboradores para disseminar conteúdos seus em redes sociais e serviços de streaming por meio da publicação de vídeos curtos.

Na sentença, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, considerou que a conduta configurava abuso de poder político e econômico. A decisão é contestada pela defesa de Marçal.

Segundo o magistrado, o esquema envolvia concursos de cortes e premiações que impulsionavam o conteúdo de forma ilícita. O pagamento aos editores de vídeo, ainda de acordo com a sentença, era feito de maneira a impedir que a Justiça Eleitoral fiscalizasse a origem e o destino dos recursos.

Avalanche, que também é presidente do PRTB desde 2024, defende a criação de um imposto único de 3,5%, a redução da tributação sobre motoristas de aplicativos e mudanças no IPVA.

Ele também é réu na Justiça Eleitoral de São Paulo, acusado de violência política e associação criminosa. Segundo o promotor Renato Kim Barbosa, Avalanche teria comandado uma fraude na eleição interna do partido para garantir sua vitória. Para isso, teria recrutado pessoas que se passaram por fundadoras da legenda utilizando documentos de identidade falsificados. O dirigente nega as acusações.

Wilson Grassi (Democrata)

Vice: Suêd Haidar (Democrata)

Wilson Grassi

Crédito, Divulgação

O partido Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, oficializou o nome do veterinário Wilson Grassi no domingo (2/8), durante a convenção nacional do partido, realizada no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que a legenda lança um candidato próprio à Presidência.

Natural de São Paulo, Grassi tem 56 anos. Em 2024, concorreu ao cargo de vereador pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) nas eleições municipais.

O partido Democrata foi fundado em 2008, com o nome de Partido da Mulher Brasileira, pela militante Suêd Haidar, que continua na presidência da sigla. Em dezembro de 2025, a legenda alterou seu nome, com autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). À época, era o 35º partido registrado no Brasil.

Haidar também integra a chapa de Wilson Grassi como candidata a vice-presidente.

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