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Friday, November 6, 2026

Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda reduzem falhas graves em 30% com uso de IA

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As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que atendem passageiros da Grande São Paulo, registraram uma redução de 30% nas falhas graves da rede aérea após a implantação de um sistema de inteligência artificial (IA), segundo dados divulgados pela concessionária ViaMobilidade.

A tecnologia, instalada em setembro de 2025, permitiu identificar possíveis problemas na infraestrutura antes que se agravassem e gerou ganhos operacionais estimados em R$ 900 mil em um ano.

O sistema, chamado Pandas-V, utiliza câmeras de alta resolução e análise de sons para monitorar a rede elétrica responsável pelo fornecimento de energia aos trens. A ferramenta funciona durante a circulação das composições e emite alertas sobre possíveis anormalidades, permitindo que equipes de manutenção realizem inspeções direcionadas.

A concessionária, administrada pela plataforma de trilhos da Motiva, também informou uma redução de 30% nos custos de manutenção e aquisição de pantógrafos, equipamentos instalados no teto dos trens que captam energia da rede aérea.

A economia nessa área chegou a R$ 650 mil no primeiro ano de utilização do sistema, de acordo com a empresa.

Os resultados foram apresentados pela concessionária em outubro de 2026. O comunicado não detalha a quantidade absoluta de falhas registradas antes e depois da implantação, nem informa se os R$ 650 mil economizados com pantógrafos estão incluídos nos R$ 900 mil de ganhos operacionais.

Como funciona a inteligência artificial nos trens?

O Pandas-V foi instalado no teto do trem Alpha 14 e monitora as condições da rede aérea enquanto a composição percorre os trilhos. O equipamento registra imagens e sons durante o dia e à noite, utilizando inteligência artificial para identificar sinais que possam indicar problemas na infraestrutura.

Entre as situações que podem ser detectadas estão variações na altura dos fios, componentes possivelmente soltos, impactos e formação de arcos elétricos, fenômeno que ocorre quando a corrente elétrica atravessa o ar entre componentes condutores.

A tecnologia também identifica vegetação próxima à rede elétrica, como galhos e árvores que possam representar riscos à operação, além de realizar registros periódicos das rotas, a cada 15 dias.

Após oito semanas de aprendizado e calibração, o sistema passou a emitir alertas acompanhados de imagens e vídeos dos pontos identificados. As ocorrências são localizadas por geolocalização, o que permite às equipes responsáveis determinar onde uma inspeção deve ser realizada.

Com os alertas, os profissionais conseguem direcionar as equipes aos trechos que apresentam sinais de anormalidade, sem depender exclusivamente de inspeções presenciais para localizar possíveis defeitos.

O monitoramento faz parte de uma estratégia de manutenção preditiva, modelo que utiliza dados coletados durante a operação para identificar sinais de desgaste e orientar intervenções antes que ocorram falhas.

Segundo a ViaMobilidade, os alertas são acompanhados diariamente pelas equipes de campo, inclusive durante o período noturno. O sistema também pode apontar possíveis irregularidades na geometria da via permanente, como alterações nas condições dos trilhos, que são encaminhadas aos setores responsáveis para avaliação.

"Com a inteligência artificial, conseguimos identificar possíveis falhas com mais detalhamento e direcionar nossas equipes para os pontos que precisam de avaliação, sem depender exclusivamente de inspeções presenciais para localizar as anormalidades. Esse recurso amplia nossa capacidade de antecipação e contribui para uma manutenção mais eficiente, especialmente diante de fatores como chuvas e variações de temperatura, que podem afetar as condições da infraestrutura", afirma Michelangelo do Carmo Andrade, gerente de manutenção de rede aérea das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Como é feito o monitoramento das linhas 8 e 9?

Atualmente, o trem equipado com o Pandas-V circula de forma alternada nas duas linhas, operando um dia na 8-Diamante e outro na 9-Esmeralda.

A estratégia permite acompanhar as condições da rede aérea dos dois ramais com um único equipamento instalado em uma composição.

A Linha 8-Diamante liga a estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, a Amador Bueno, em Itapevi. Já a Linha 9-Esmeralda conecta Osasco à estação Bruno Covas/Mendes-Vila Natal, na zona sul da capital paulista.

As duas linhas integram a rede de transporte metropolitano sobre trilhos e são operadas pela ViaMobilidade por meio de concessão estadual.

Segundo a concessionária, o uso da inteligência artificial busca ampliar a capacidade de identificar riscos na infraestrutura e direcionar os recursos de manutenção. A empresa não informou se pretende instalar o sistema em outras composições ou ampliar a tecnologia para novos trechos.

Perguntas frequentes

Quanto as falhas diminuíram nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda? +

Segundo a ViaMobilidade, as falhas graves na rede aérea diminuíram 30% no primeiro ano após a implantação da inteligência artificial, iniciada em setembro de 2025.

Como funciona a inteligência artificial utilizada pela ViaMobilidade? +

O sistema Pandas-V utiliza câmeras de alta resolução e análise de sons para identificar possíveis anormalidades na rede aérea. Os alertas são enviados às equipes de manutenção com imagens, vídeos e localização dos pontos que precisam ser avaliados.

Quanto a ViaMobilidade economizou com a tecnologia? +

A empresa estima ganhos operacionais de R$ 900 mil em um ano e informa uma economia de R$ 650 mil com manutenção e aquisição de pantógrafos. O comunicado não esclarece se os valores são cumulativos.

O que é um pantógrafo e para que serve? +

O pantógrafo é um equipamento instalado no teto dos trens elétricos que mantém contato com a rede aérea para captar a energia necessária à circulação das composições.

Quais trens utilizam o sistema de inteligência artificial? +

De acordo com a ViaMobilidade, a tecnologia está instalada no trem Alpha 14, que circula alternadamente nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operando um dia em cada ramal.

A inteligência artificial substitui a inspeção dos técnicos? +

Não. A ferramenta identifica possíveis anormalidades e orienta o trabalho das equipes. Os profissionais continuam responsáveis por avaliar os alertas, realizar inspeções e definir as intervenções necessárias.

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