Análise: Bahia abandona convicções e é amassado pelo Flamengo

O torcedor que foi à Arena Fonte Nova durante o melhor momento do Bahia como mandante na Série A provavelmente esperava também um time dominante, como de costume, mesmo diante do líder Flamengo. Acontece que o Tricolor abriu mão das convicções, foi colocado nas cordas do início ao fim e pode agradecer por ter sido derrotado por apenas 3 a 0, no último domingo [assista aos melhores momentos no vídeo acima].

Bahia 0 x 3 Flamengo | Gols | 31ª rodada | Campeonato Brasileiro 2026
Nos primeiros minutos a saída de bola foi o principal problema, e o time de Rogério Ceni foi facilmente desarmado pelo Flamengo no seu próprio campo quando não rifava a bola sem propósito. Essa sangria até foi estancada ao longo da primeira etapa, mas o Tricolor também não manteve a posse no campo de ataque por muito tempo.
Por isso, os ataques do Bahia ficaram restritos aos contragolpes. Kike Olivera e Jean Lucas criaram chances a partir de arrancadas pela direita, mas sem sucesso na parte final.
Léo Pereira sobe mais alto que Alejo em Bahia x Flamengo — Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
A falta de posse de bola poderia não ser um problema se o sistema defensivo conseguisse neutralizar o adversário, o que esteve longe de acontecer mesmo antes do primeiro gol. O Flamengo criou chances pela direita, pela esquerda, por cima e por baixo, e a grande atuação de Ronaldo era a única barreira entre o respiro e a tragédia.
O Bahia começou o segundo tempo com mais posse de bola e confiança, momento que logo foi interrompido pelo gol de Jorginho em pênalti cometido por Marco Moreno, um dos principais destaques negativos por causa deste lance decisivo.
Alejo em Bahia x Flamengo — Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Gonzalo Plata também não demorou para ampliar e começar a colocar no placar a justiça pelo que foi o primeiro tempo. Atordoado, o Bahia foi encurralado, continuou sem alternativas com a bola e se viu sem forças para reagir.
O golaço de Lucas Paquetá foi o último golpe, e não é exagero afirmar que o placar terminou magro pelo que foi a produção do Flamengo sobre a passividade do Bahia. Domínio parecido como no histórico do duelo entre as equipes, que tem 14 derrotas do Tricolor nos últimos 15 jogos, e entre Ceni e o Rubro-Negro, que tem 18 derrotas do treinador em 19 jogos.
O Tricolor, que teve 27% de posse de bola no primeiro tempo, recuperou parte da desvantagem e registrou 48% no segundo, ainda abaixo do comum para o time de Ceni e insuficiente para reverter o cenário da partida.
O resultado abala o time e complica a luta do Bahia por classificação para a fase de grupos da Libertadores. O Tricolor continuou com 49 pontos, mas caiu para a sétima posição, a pior colocação desde a 17ª rodada. Além disso, está a dois pontos do Cruzeiro, primeiro time do G-4.
Depois de dois jogos em casa, o Bahia junta os cacos e volta as atenções para um compromisso longe de Salvador. Neste sábado, o Tricolor visita o Santos às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do Brasileirão.
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