As notícias das 6h
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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das 6 na Rádio Observador. O PSD garante que o governo está disponível para negociar a Lei das Rendas com o PS, durante a discussão, na especialidade do Orçamento do Estado. Ontem o documento foi aprovado na generalidade e a entrevista na RTP à noite, Hugo Soares acusou José Luís Carneiro de não ter querido nunca negociar a lei e lembra que o PS a bloqueou logo na generalidade. Ainda assim, o líder parlamentar social-democrata garante que os partidos ainda vão a tempo de dialogar.
É mentira, porque ele não quis negociar antes da aprovação da lei para poder ser discutida na especialidade. Honra seja feita, com todos os seus defeitos, e são muitos, se quiser falar sobre isso falaremos, mas o único partido que esteve disponível para discutir foi o Chega, e por isso é que viabilizou na generalidade para poder discutir na especialidade. Se o Partido Socialista quiser, ainda hoje, discutir na especialidade a lei, claro que nós estamos disponíveis como sempre estivemos. Ora é mentira! O Partido Socialista não quis mudar a Lei do Arrendamento Urbano. Achou que como estava, estava bem.
Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, ontem à noite na grande entrevista da RTP, sublinha ainda que o desejo deste Executivo é o de baixar os preços aumentando a oferta através desta nova legislação. E José Luís Carneiro acusa PSD e CDS de destratar e desconsiderarem o Partido Socialista. O líder dos socialistas diz que foi alvo de ataques políticos incompreensíveis no debate de ontem à tarde. Carneiro deixa um aviso a Luís Montenegro, diz que o primeiro-ministro tem que definir como quer tratar o PS e considera que Luís Montenegro tem de definir essa definição.
O PS tem um primeiro dever, que é o dever com o país, com as portuguesas e com os portugueses que já vivem momentos muito difíceis nas suas vidas e que exigem responsabilidade, grande sentido de responsabilidade. Naturalmente que nós tivemos ataques políticos incompreensíveis, vindos de responsáveis e de pessoas muito próximas do primeiro-ministro. E o primeiro-ministro tem que definir também um perfil na forma como trata e como se relaciona com o PS. Não pode destratar um partido que mostra esta atitude de responsabilidade para com o país e também para com o governo, que, como se vê, está cada vez mais fragilizado.
José Luís Carneiro à entrada para uma sessão com militantes em Loures, isto no dia em que o PS permitiu, através da abstenção, que o Orçamento do Estado para o próximo ano fosse viabilizado. A estratégia do governo passa agora por controlar as iniciativas da oposição durante a fase de especialidade, que arranca já hoje. PS e Chega apresentam propostas até dia 6 de novembro. A votação final global acontece no dia 24. A margem é pouca, Miguel Viterbo Dias.
Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do Orçamento, o governo tenta controlar o jogo na segunda parte.
Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.
O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.
Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis. E por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.
Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso. O líder do Chega, que aproveitou ainda para pressionar o governo com a Lei das Rendas.
Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.
E Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.
Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?
De volta ao Orçamento, a IL até iliba o governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.
O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.
E o Livre pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.
O voto farsista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao governo.
Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.
No seguimento da martelada, que é "a greve é um direito, desde que ninguém faça", vem agora a mais recente bastonada, que é "a manifestação é um direito, desde que não haja manifestantes".
O debate de um Orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.
Miguel Viterbo Dias, que acompanhou a discussão do Orçamento do Estado. A fase seguinte arranca já hoje com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Também hoje, António José Seguro vai receber todos os partidos com assento parlamentar para debater a coesão social. As audiências começam cedo, com o JPP a ser recebido a partir das 08h30. O último partido a ser recebido é o PSD pela 13h30. Dia de protestos das polícias. Profissionais da PSP e da GNR manifestam-se hoje em Lisboa para exigir aumentos salariais, a revisão das carreiras e melhores condições de trabalho. O protesto começa às 17h30, no Largo do Carmo, e termina junto à residência oficial do primeiro-ministro. As associações sindicais acusam o governo de não ter cumprido os compromissos assumidos no acordo assinado em 2024. E por falar em protestos, ontem no Porto, a PSP autorizou a permanência dos manifestantes pela habitação na Praça Dom João I, desde que se mantivessem em silêncio. A acampada na Invicta desmontou as tendas logo depois. Ainda assim, alguns manifestantes permaneceram na praça depois de uma conversa com a subcomissário Eduarda Fan, da PSP.
Podem permanecer aqui na Praça Dom João I. Aquilo que vos solicitamos é que estejam em silêncio, não produzam ruído e se não houverem tendas, não há inconveniente em permanecerem aqui na Praça Dom João I.
Explicações dadas aos manifestantes pela voz da subcomissário da PSP, Eduarda Fan. Os manifestantes podem ficar na Praça da Cidade Invicta, desde que não produzam ruído nem montem tendas. Para fechar, falamos de futebol. O Futebol Clube do Porto está na Final Four da Taça da Liga. Venceu ontem no Dragão, o Académico de Viseu por 1 x 0. Uma grande penalidade convertida por Santiago Giménez foi suficiente para dar a vitória aos azuis e brancos, num jogo marcado por várias alterações de parte a parte. Francesco Farioli chegou à vitória número 50 da carreira no Futebol Clube do Porto. No final do jogo, admitiu que antes da partida recebeu um presente de André Villas-Boas, ainda que sem dizer de que se tratava. O italiano garantiu que o presente era do grupo. De resto, hoje há mais Taça da Liga. Joga o Benfica contra o Gil Vicente a partir das 20h45. Antes, há dérbi domingo entre Sporting de Braga e Famalicão, que arranca pelas 18h45. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese das 18h30. Antes disso, a conferência de imprensa e o Vamos à Bola.
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