DF tem viadutos com problemas estruturais e em estado crítico, aponta levantamento

As estruturas em pior estado estão localizadas na zona central do Plano Piloto. Os viadutos da Rodoviária do Plano e Galeria dos Estados apresentaram as piores avaliações, com estado crítico nas duas categorias.
Em 2018, o viaduto da Galeria chegou a desabar, o que provocou o soterramento de quatro carros. O local passou por reformas após o ocorrido, mas segue com notas críticas.
Outros viadutos, como o que dá acesso ao Setor Hoteleiro Norte, tiveram a pior classificação em uma das categorias. O levantamento do DER listou 36 locais no Plano Piloto.
O engenheiro civil Lorymer Araújo Almeida destaca a importância de uma manutenção preventiva. “Para ficar de olho nessas rachaduras porque, não sendo feita uma manutenção, um reparo ao seu tempo, pode comprometer a estrutura”, explica.
Viadutos no centro de Brasília apresentam avaliação crítica em estrutura — Foto: Globo DF
Ela cita o impacto de chuvas e outras intempéries. Segundo o especialista, com as fissuras, a água pode atingir o aço que dá sustentação ao viaduto, provando oxidação e comprometendo a estrutura.
Procurada, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) afirmou que os locais citados “aparentemente não apresentam risco de colapso, nem patologias consideradas graves que comprometam a segurança dos usuários”. A pasta afirma ainda que as vistorias são feitas pelos setores responsáveis.
O que diz a Novacap
As vistorias em obras de arte especiais (como pontes, viadutos, passagens inferiores e elevados), são feitas pelos órgãos responsáveis pela manutenção dessas estruturas, entre eles a Novacap e o DER-DF, conforme a circunscrição de cada equipamento. Os viadutos e passagens citados na demanda aparentemente não apresentam risco de colapso, nem patologias consideradas graves que comprometam a segurança dos usuários.
Todas essas estruturas são acompanhadas com inspeções visuais rotineiras, dentro de um cronograma bienal, mas também ajustado às outras demandas da Novacap, estado de criticidade e disponibilidade de pessoal. Assim, sempre que as vistorias identificam fatores que possam comprometer o desempenho estrutural ou oferecer risco à segurança, são adotadas as medidas técnicas cabíveis, incluindo a interdição parcial ou total, a elaboração de projetos e a execução de obras de recuperação, como ocorreu recentemente nos viadutos do Eixão.
As classificações "ruim" ou "crítica" não significam, por si só, que a estrutura apresente risco de queda, colapso ou necessidade de interdição imediata - uma vez que são parâmetros técnicos, de engenharia, utilizados para guiar e planejar a manutenção e definir a prioridade de intervenções. Elas podem indicar o desgaste de elementos estruturais, deficiências apenas funcionais ou redução da vida útil de determinados componentes, que demandam monitoramento, manutenção preventiva ou corretiva e, quando necessário, recuperação estrutural.
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