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Tuesday, October 13, 2026

Beam, o “DeepSeek do Ocidente”: o que se sabe sobre o novo modelo de IA aberto dos Estados Unidos

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O Beam, novo modelo de inteligência artificial dos Estados Unidos, passou a ser chamado por investidores de “DeepSeek do Ocidente”. Nesta explicação, a EXAME reúne o que se sabe sobre o sistema, apresentado em 5 de outubro pela startup Reflection AI.

O apelido remete à chinesa DeepSeek, que ganhou projeção ao oferecer um modelo competitivo com custo menor. A proposta do Beam é parecida: entregar desempenho próximo ao de rivais chineses com menos computação.

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O que é o Beam e quem está por trás

O Beam é o primeiro modelo da Reflection AI, empresa de Nova York fundada em 2024 por Misha Laskin e Ioannis Antonoglou, ex-pesquisadores do Google DeepMind. A startup captou US$ 4,6 bilhões com investidores como Nvidia, Sequoia e Lightspeed e é avaliada em cerca de US$ 25 bilhões.

É um modelo de pesos abertos, o que significa que os parâmetros treinados ficam disponíveis para que empresas e governos baixem, adaptem e executem o sistema em infraestrutura própria. Segundo a Reflection, os pesos serão publicados ainda neste mês.

Como o Beam funciona

O modelo tem 501 bilhões de parâmetros, as variáveis internas ajustadas no treinamento. Ele usa a arquitetura de mistura de especialistas: para processar cada trecho de texto, apenas 23 bilhões de parâmetros são acionados, o que reduz o custo de operação.

O Beam trabalha só com texto e tem janela de contexto de 1 milhão de tokens. Token é a unidade em que o texto é dividido pelo modelo, e a janela indica quanto conteúdo ele consegue considerar de uma vez, como contratos, relatórios financeiros ou bases de código inteiras.

O foco declarado é programação, raciocínio em várias etapas e agentes de IA, sistemas que executam sequências de tarefas com pouca supervisão.

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O que dizem os testes

Os resultados foram divulgados pela própria Reflection. A empresa afirma que o Beam se equipara ao GLM-5.2, da chinesa Z.ai, com três a quatro vezes menos computação na inferência, etapa em que o modelo responde aos pedidos, e que se aproxima do Qwen 3.8-Max, da Alibaba.

Há ressalvas. O Kimi K3, da Moonshot, segue à frente em capacidade bruta, e o GLM-5.2 já foi substituído por versões mais novas. O Beam também ainda não aparece no índice da Artificial Analysis, que reúne testes independentes.

Uso em empresas e governos

A aposta principal é o uso corporativo. Um banco ou um órgão público poderia rodar o Beam em chips próprios, com dados privados, sem enviar informações a um fornecedor externo. Segundo a imprensa internacional, um teste desse tipo estaria em andamento na Coreia do Sul.

Em uma equipe de tecnologia, o modelo poderia ser usado, por exemplo, para revisar código ou automatizar etapas de um processo interno.

O que esperar a partir de agora

Com a publicação dos pesos, pesquisadores e empresas poderão testar o Beam de forma independente e verificar se os resultados informados se repetem em tarefas reais, como geração de código e automação de processos.

O lançamento também reforça a disputa por modelos abertos, que reúne DeepSeek, Alibaba, Z.ai e Moonshot, na China, e Meta, Mistral, Nvidia e Thinking Machines, no Ocidente.

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