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Friday, October 2, 2026

Dramas no futebol: desassossego, promessas e a fé em Jesus

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Pois é, tem dado por aí um enorme desassossego. E por quê? Mas por quê?

Por quê?

É essa a pergunta, exato, Luísa. É essa a pergunta que muitos fazem. E de fato, tem havido várias tentativas para explicar a tragédia.

Há um motivo também que magoou o Cristiano Ronaldo. Eu creio que não tenha a ver com a saída da seleção, mas depois, nesses momentos, tudo se soma. E o Cristiano Ronaldo também estava chateado que o Cristianinho não foi convocado pra seleção sub-16. Não sei o que é que o Cristiano Ronaldo, que ilações é que pode retirar disso.

Isto vamos puxando fio e vem muita coisa atrás. Noutro canal, por exemplo, fazem-se contas às promessas que Jorge Jesus terá feito a Cristiano Ronaldo.

Com todo o respeito, dois em quatro não está em falha. Qual é o problema?

Não são dois em quatro.

Era o primeiro e o quarto.

Não são dois em quatro. Era o primeiro e o último.

Então em quatro, quantos jogos é que são?

É diferente dizer que são dois em quatro do que dizer que é o primeiro e o último.

Não, são dois em quatro.

Sim, mas nesse caso era o primeiro e o último.

Vamos ser rigorosos.

Mas o rigor de quem?

O rigor da informação. Marco, é da informação. O rigor da informação. Pronto, mais nada.

É fazer as contas.

Fala rigor?

É fazer as contas.

Da informação!

Mas terá ou não havido promessas?

O que me interessa se o Jesus prometeu ou não prometeu ao Cristiano que ele ia entrar aos 60, aos 70 ou aos 90 mais um. Se o jogo não estava a pedir o Cristiano, o Jorge Jesus o que fez, e bem, foi independentemente do que tinha falado com o capitão da seleção, não é um miúdo de cinco anos que ainda usa chupeta, foi colocar os interesses do coletivo à frente do interesse individual. Por que isto é tão difícil de perceber? Nós estamos a entrar aqui no domínio, já estamos em Nárnia, isto de repente. Quer dizer, agora o que é importante é se Jesus prometeu ao menino de cinco anos que ele ia jogar cinco minutinhos ou 20 minutinhos, e isso quebra a confiança de um jogador profissional de futebol com jogos e jogos nas pernas? Mas nós estamos a brincar com isto?

Estamos, é.

Sia Oliveira.

Sia Oliveira. Estamos a brincar com isto, mas-

Estamos em Nárnia, ou o quê?

Exato.

Em Nárnia. Depois devo te ouvir, desculpa, Paulo, devo te ouvir uma do Mainiche, que é o argumento. Alguns usam nestes momentos, que é: "Nunca estiveste num balneário." E ela própria disse: "Então pronto, vou me calar já."

Acabou. Fim de conversa.

"Então se é assim, já não digo mais nada."

Fim de conversa. Mas isto precisa, de fato, aqui também de um mergulho mais profundo no tempo. Temos que começar a recuar na linha do tempo para tentar perceber. Isto há dois anos, por exemplo, Ronaldo só tinha olhos para a seleção.

Para mim é um sentimento grande e aproveito para dizer, principalmente aqui aos meus companheiros da seleção, eu não consigo ver, depois de jogar em tantos clubes, ganhar tantos troféus, Ligas dos Campeões, Bolas de Ouro, FIFAs, etc. Eu acho que não há nada melhor que representar a seleção, jogar pela seleção. E repito, jogar, representares o teu país, a tua cultura, os teus filhos, a tua mãe, o teu pai, os teus melhores amigos. Por isso é que muitas das vezes eu fico decepcionado com alguns jogadores que não querem representar, mas isso já metemos à parte. Por isso o que eu digo é: desfrutem da seleção, porque isto passa rápido.

Pois, passa rápido, já passou neste caso. Dois anos depois, estamos a chegar ao fim aqui desse ciclo. Antes deste registo, há dois anos, o selecionador Fernando Santos já tinha tido uma má experiência com o jogador.

No dia de manhã, no jogo, que ele foi explicar que ele não ia jogar e o porquê que ele não ia jogar, ele, na realidade, interpretou mal. Perguntas-me assim: não percebe? Percebe. Ora, se eu estou a dizer que ele estava num estado de ansiedade grande, que aquele período foi um período, na realidade, difícil, muito difícil, eu percebo. Que ele talvez, que é um grande amigo dele, de repente é quem o deixa fora, eu percebo.

Percebe-se tudo. Jorge Jesus também percebe muito disso, ele já canta há muito tempo. E há uns 10 anos, quando vestia a camisola de Sporting, já pensava como hoje.

Todos os jogadores que trabalham comigo, até hoje, ainda não houve nenhum que me dissesse assim: "Eu vou trabalhar consigo, mas no meu contrato tem que estar lá a dizer que tenho que jogar." Nunca tive, porque no primeiro dia que eu tiver um jogador que me imponha essa cláusula, eu disse: "Então, olha, tchau, procura outro clube."

Tchau. Finish.

Finish. Vocês não brincam que isso da liderança não é nada fácil.

Porque saber mandar é fácil, saber mandar é que é difícil.

Ah!

É saber mandar.

E saber.

E saber mandar.

Saber mandar, claro. Não penses que a vida de treinador é fácil, sobretudo em tempos em que Jorge Jesus estava no Benfica, e de pandemia.

E fui impedido. Por alguém? Não, por uma pandemia. E, portanto, não me sinto feliz. Pelo contrário, todos os dias ele vai com isto nas televisões e nos jornais. Posso me sentir feliz? Ninguém vê a verdade.

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