Flávio e Tarcísio erguem imagem de Nossa Senhora Aparecida após fake news
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), levantaram juntos uma imagem de Nossa Senhora Aparecida nesta segunda-feira (28), durante agenda de campanha na capital paulista.
O episódio acontece em meio à polêmica provocada pela fake news relacionando o nome de Flávio e a figura da Padroeira do Brasil.
Na ocasião, Flávio também agradeceu à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e disse que a nota divulgada pela instituição confirma que o episódio se tratou de uma notícia falsa. “Agradeço a CNBB confirmando que essa é uma grande fake news", disse.
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"A todos os católicos aqui, quero agradecer a confiança e dizer que isso não existe”, afirmou. “Todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões. Todas!”, defendeu o senador.
A fala ocorre após o senador acusar a entidade religiosa de ter pessoas envolvidas na disseminação da informação falsa de que, caso ele seja eleito em outubro, teria o plano de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil.
O senador fez críticas à CNBB em comício no domingo (27) e, ao comentar a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que liberou a publicação de postagem sobre o caso, dizendo que o magistrado teria permitido o que chamou de "liga da mentira do PT".
“O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente essa é a realidade. O que aconteceu ali foi quase que automaticamente uma disseminação dessa fake news, só que rapidamente se reverteu porque a verdade está do nosso lado”, disse em ato em Goiânia, capital do Goiás.
Após as acusações, como mostrou a CNN, a CNBB negou qualquer envolvimento na produção e disseminação de notícias falsas e afirmou que "a mentira não se combate com outra mentira". A entidade ainda rebateu que as acusações sem fatos ou provas “atinge injustamente a instituição” e rejeitou qualquer vínculo político-partidário.
“A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, pontuou em comunicado.
Entenda o caso
Na última semana, usuários disseminaram conteúdos nas redes sociais associando o senador a um projeto que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil.
As fake news usavam, sem contexto, um vídeo de agosto do candidato, no qual ele dizia que, quando for presidente, vai decretar que o Brasil "é do Senhor Jesus Cristo". Na ocasião, ele explicava a ausência no primeiro debate presidencial, feito pela Band.
A proposta mencionada, no entanto, é de 2007, apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli. O Projeto de Lei 2.623/2007 pretendia mudar a lei do feriado do dia 12 de outubro e trocar a expressão "Padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".
O projeto, porém, foi arquivado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2022.
A informação também foi desmentida por Flávio, que reforçou o respeito a todas as religiões e fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”, declarou.
Nesta segunda, Flávio e Tarcísio cumpriram agenda na região central da cidade de São Paulo. Também participaram do ato desta segunda o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
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