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Saturday, September 19, 2026

Morre ídolo da Inter de Milão, Sandro Mazzola, aos 83 anos

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Antes de se tornar um dos grandes nomes da Inter de Milão, Sandro Mazzola precisou conviver desde muito cedo com o peso de um sobrenome conhecido no futebol italiano. Aos seis anos, perdeu o pai, Valentino Mazzola, no desastre aéreo de Superga, que matou toda a equipe do Torino em maio de 1949. Décadas depois, Sandro construiria uma história própria no futebol e se tornaria um dos maiores símbolos da Inter. Ele morreu aos 83 anos, informou o clube italiano neste sábado (19).

A relação de Mazzola com a Inter começou ainda na infância. O garoto chegou a ser mascote da equipe antes de ingressar nas categorias de base. Foi pelo clube de Milão que ele faria toda a sua trajetória profissional: ao longo de 17 anos, disputou 565 partidas e marcou 158 gols, além de conquistar quatro Campeonatos Italianos e duas Copas dos Campeões da Europa.

A estreia no time principal, em 1961, teve um roteiro incomum. Uma partida anterior entre Inter e Juventus havia sido anulada pela Federação Italiana após uma invasão de campo de torcedores da equipe de Turim. Para o novo confronto, a Inter decidiu mandar a campo seu time de base.

Mazzola tinha 18 anos e precisou fazer uma prova escolar antes de viajar para Turim. No estádio, acabou sendo o autor do único gol da Inter na partida — de pênalti. O problema é que a equipe sofreu nove gols da Juventus e perdeu por 9 a 1. O resultado, porém, não impediu que o jovem atacante ganhasse espaço rapidamente. Poucos anos depois, ele seria um dos principais jogadores da chamada Grande Inter, equipe comandada pelo técnico Helenio Herrera e que marcou uma era do futebol europeu.

O primeiro grande título continental veio em 1964. Na decisão da Copa dos Campeões, a Inter venceu o Real Madrid por 3 a 1, e Mazzola marcou duas vezes. Na temporada seguinte, o atacante voltou a participar de uma campanha vitoriosa e ajudou o clube a conquistar novamente o torneio.

Além das duas taças europeias, Mazzola participou das quatro conquistas italianas da Inter durante sua carreira. O ex-jogador permaneceu no clube até 1977, quando encerrou a trajetória nos gramados.

Mazzola também marcou época pela Itália

A importância do atacante ultrapassou as fronteiras de Milão. Pela seleção italiana, Mazzola integrou o grupo que venceu a Eurocopa de 1968. Dois anos depois, disputou a Copa do Mundo do México e terminou como vice-campeão, após a derrota para o Brasil na decisão.

Sua passagem pela seleção também teve uma particularidade: Mazzola conviveu com a memória do pai, que havia sido jogador da equipe nacional italiana. Valentino, além disso, era um dos grandes nomes do Torino quando morreu no desastre de Superga.

O filho, entretanto, estabeleceu sua própria marca. Depois de deixar os campos, em 1977, continuou trabalhando no futebol. Foi diretor esportivo da Inter e também exerceu a função no Torino, clube que havia sido defendido pelo pai.

Despedida de um símbolo da Inter

A notícia da morte provocou manifestações de diferentes nomes do futebol italiano. A Inter destacou a dimensão da trajetória de Mazzola e afirmou que ele não apenas fez parte da história do clube, mas se tornou parte dela.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também lamentou a perda. Em uma manifestação publicada nas redes sociais, afirmou que Mazzola estava entre as figuras mais queridas da história do futebol italiano e ressaltou sua influência sobre diferentes gerações.

Em sua homenagem, a Inter recuperou ainda uma característica marcante do ex-jogador ao chamá-lo de “a estrela com bigode”. O clube também lembrou uma frase que, segundo a instituição, traduzia a maneira como Mazzola gostaria de ser recordado: como um homem bom e alguém disposto a continuar lutando mesmo diante de situações em que vencer parecia impossível.

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