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Saturday, October 17, 2026

10h. Manifestações. CGTP espera grande mobilização

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É o Jornal das 10, com edição de Luís Soares. E Luís, hoje o dia vai ser marcado por manifestações pelo direito à habitação e pela luta contra o aumento do custo de vida. Protestos que devem, Luís, ter maior impacto nas cidades do Porto e Lisboa.

São manifestações contra o aumento do custo de vida convocadas pela CGTP. Na capital, a manifestação da Central Sindical está marcada para às 14h30, começa no Cais do Sodré e vai até ao Rossio. A CGTP tem também marcados seus protestos em Coimbra e no Porto. Estes que começam mais cedo, já daqui a cerca de meia hora, às 10h30 da manhã. No Porto, na Praça da Batalha, está o jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, numa manifestação da Central Sindical, que acaba por se cruzar também com o protesto pelo direito à habitação, também na Invicta.

Há essa junção de movimentos, Luís, esta manhã na cidade do Porto, mas para já, aqui na Praça da Batalha, não se vai notando muito movimento. Estão poucas dezenas de pessoas, sobretudo ligadas à CGTP. Ainda vamos perceber também ao longo da manhã, como é que será essa junção do movimento acampado, esse movimento sobretudo composto por jovens que, para já, não estarão aqui na Praça da Batalha. Há essa previsão que, ou se juntem ao meio-dia, na Praça Dom João I, onde têm estado acampados nos últimos dias, ou então que se juntem ao longo do percurso. Este percurso que irá começar às 10h30. Há também essa expectativa de que, entretanto, e como tem sido habitual nestes movimentos, mesmo na última manifestação da greve geral convocada pela CGTP, que também começou aqui na Praça da Batalha, em junho, e que só mais perto da hora é que se começaram a juntar muitas pessoas, talvez centenas de pessoas. Mas hoje, para já, a faltar cerca de meia hora pro início dessa mobilização, estão ainda aqui poucas pessoas, havendo também essa dúvida se esse movimento, que tem protestado pelas melhores condições de habitação, por uma melhoria na subida dos preços da habitação, se vai juntar. Entretanto, sendo que hoje a CGTP protesta não só pela questão da habitação, mas a luta foi convocada, disse a CGTP, contra o aumento do custo de vida, por melhores salários, melhores pensões, serviços públicos melhores e também pela defesa do Serviço Nacional de Saúde. Para já, como dava conta, estão poucas pessoas aqui em frente ao Teatro Nacional São João. Seguram uma tarja a pedir exatamente melhores condições salariais. Vamos ver ao longo da manhã e na próxima meia hora, se vão juntando mais pessoas para iniciar esta caminhada até à Praça Dom João I.

Uma caminhada que o Miguel Pinheiro Correia vai acompanhar entre a Praça da Batalha e a Praça Dom João I, o percurso do protesto da CGTP no Porto. Um protesto contra o aumento do custo de vida, com o Tiago Oliveira a esperar uma grande mobilização a nível nacional. Como dizia há pouco, Porto e Coimbra têm manifestações durante a manhã. Em Lisboa, o protesto será já da parte da tarde. Os protestos pela habitação também retomam hoje. A intenção dos manifestantes, algo que aprovou o Observador, é de realizar protestos com tendas, as chamadas acampadas, que já aconteceram no Porto e que geraram toda a polêmica da atuação policial, que os manifestantes consideraram abusiva. Sobre a possibilidade desta situação acontecer em Lisboa, o autarca Carlos Moedas pediu ontem aos manifestantes que cumpram a lei, ao mesmo tempo que diz não ser ilegal utilizar tendas nos protestos.

E Luís, o Observador foi tentar perceber quem são os principais líderes dos movimentos de luta pela habitação.

Fomos olhar para a liderança dos principais movimentos e entre as muitas plataformas inorgânicas e organizações, é possível verificar que os protagonistas são majoritariamente militantes, dirigentes ou antigos candidatos do Bloco de Esquerda e do PCP. Apesar da esmagadora maioria dos movimentos não divulgar nos respectivos sites a composição dos órgãos sociais ou a composição da coordenação, os dois partidos não escondem a ligação aos movimentos. No entanto, os organizadores garantem que não recebem financiamento partidário e que apenas ocasionalmente pedem apoio às autarquias locais.

E este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, assinado pelo editor de política, Rui Pedro Antunes. É também o tema da história do dia, que irá para o ar depois deste jornal. E Luís, o primeiro-ministro diz-se preocupado com o vídeo de um manifestante a ameaçar a casa do Luís Montenegro e da família, durante a manifestação pela habitação no Porto. A organização rejeita que esteja a apelar à violência.

Em causa, o vídeo divulgado ontem por São Bento, publicado nas redes sociais e que mostra o manifestante a discursar nessa manifestação. Nas palavras que fez, ameaçava descobrir a morada do primeiro-ministro. Disse também que a solução para o problema da habitação não pode ser pacífica e que defendia os protestos mais violentos que estão a acontecer por toda a Europa. Na resposta, o primeiro-ministro Luís Montenegro entende que este é um apelo direto à violência.

É, de facto, preocupante. Tive ocasião já de ver uma primeira vez e vou agora analisar com mais detalhe o filme de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações, onde, entre outras coisas, se faz um apelo direto à violência, se faz um apelo direto à importação de conflitualidade que hoje nós temos assistido, tem ocorrido noutros países, e onde até se ameaça diretamente a casa de habitação

Do Primeiro-Ministro e da sua família.

Declarações do Primeiro-Ministro ontem, no final da reunião do Conselho Europeu, que já tiveram reação do Movimento pela Habitação, em declarações à Rádio Observador. João Silveira, um dos porta-vozes do grupo, garante que estas são apenas palavras de ordem figurativas.

Estavam cá mais de mil pessoas ontem. É verdade que o pessoal que aplaudiu, mas sobretudo o sentimento e não as ações. Há uns anos também houve várias palavras de ordem aqui no Porto sobre ocupar-se a casa do Rui Moreira. Isso, obviamente, nunca passou à prática. É uma palavra de ordem, é meramente figurativo, nunca seria para ser levado à prática e mesmo que fosse, chumbaria por unanimidade. Portanto, não é uma ameaça real, é o senhor Primeiro-Ministro a querer, de facto, armar um espantalho à nossa volta, a querer que nós percamos a nossa integridade, quando a nossa integridade está perfeitamente intacta. Para além de que mais, se fosse preciso invadir uma casa do senhor Primeiro-Ministro, seria preciso escolher qual das 54.

A garantia deixada por João Silveira, um dos porta-vozes do Movimento pelo Direito à Habitação. Também o advogado Tiago Machado, que representa o grupo, explica que qualquer pessoa pode usar da palavra nestas manifestações, mas assegura que o movimento não subscreve de forma alguma este tipo de comportamentos.

Nós estamos numa manifestação que é pública. O ingresso, digamos assim, à manifestação é livre. Quem começa a falar, nós não sabemos previamente o que vai dizer, até porque não seria correto perguntar: "O que vais dizer? O que vais falar?". É evidente, quando se diz uma coisa dessas, nós não vamos subscrever. Estando eu ontem a apelar à ordem pública, quer na comunicação social falada, escrita ou qualquer que ela seja, a colocar em ponto de destaque a ordem pública, não vamos, naturalmente, subscrever isso. Nós somos completamente alheios e não estamos em nenhum momento de acordo com esse tipo de declarações.

Tiago Machado, advogado do Movimento pela Habitação. Os protestos continuam hoje. É esperada uma forte mobilização, sobretudo em Lisboa e também no Porto.

E agora na atualidade internacional, no Brasil, Flávio Bolsonaro promete respeitar o resultado da segunda volta das eleições presidenciais, independentemente do resultado.

As últimas sondagens apresentadas pela Datafolha e pela Quest, é um empate técnico com menos de dois pontos percentuais a separar Flávio Bolsonaro e Lula da Silva. O vencedor da primeira volta desceu, no entanto, nas intenções de voto, aparece com 47%. Já o atual presidente mantém-se nos 45, uma diferença que está dentro da margem de erro. Em entrevista ontem à noite à TV Globo, o candidato do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, afirmou que vai aceitar o resultado das eleições, mas diz também que o Brasil já decidiu logo na primeira volta.

Eu vou disputar as eleições com as regras que estão aí. Independentemente de qual for o resultado, eu vou respeitar. Só que eu tenho a convicção que o Brasil já escolheu a mudança. E no primeiro turno foi assim, no primeiro turno o Brasil já escolheu a mudança e no segundo vai continuar escolhendo a mudança.

A convicção de Flávio Bolsonaro, entrevistado ontem à noite na TV Globo. A corrida agora é também para conquistar o voto dos indecisos e convencer quase 33 milhões de eleitores que não votaram na primeira volta. Nos próximos dias vão realizar-se ainda dois debates entre os candidatos para a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para dia 25, para dia de amanhã, há oito dias.

E agora com nove minutos para lá das 10, que outras notícias marcam esta hora, Luís.

A Comunidade Vida e Paz lançou hoje uma campanha para apoiar mais de 900 pessoas em situação de sem-abrigo. Em comunicado, a diretora-geral da Comunidade Vida e Paz alerta que os desafios financeiros estão a colocar em risco a continuidade de algumas respostas aos mais necessitados. Por isso diz que é urgente reforçar a rede de apoio e mobilizar mais pessoas para contribuírem de forma regular. A iniciativa assinala este Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. O presidente norte-americano deu um passo atrás na pressão econômica sobre a Rússia e suspendeu novas sanções contra Moscovo. Através de uma ordem executiva, Donald Trump adiou a aplicação das sanções previstas na lei aprovada pelo Congresso norte-americano e promulgada há cerca de um mês, que previa tarifas até 100% sobre produtos importados de alguns dos maiores compradores de petróleo e gás russos, com o objetivo de limitar as receitas que financiam a guerra na Ucrânia. Mas o presidente norte-americano voltou atrás. Moscovo já reagiu. O procurador do Kremlin, esta decisão de Trump marca um momento histórico na relação entre os dois países. Em França, estão previstas para hoje ações de protesto em todo o país contra o aumento do custo de vida e em defesa da educação. Perante a dimensão prevista das manifestações, o ministro francês do Interior propôs ao primeiro-ministro a convocação de uma célula interministerial de crise. Em Paris, foram impostas restrições a manifestações não comunicadas às autoridades em zonas como os Campos Elísios e nas imediações do Palácio do Eliseu. Na véspera dos protestos, o presidente francês apelou à calma e defendeu que o direito à manifestação deve ser exercido com respeito, sem insultos nem destruição. E Rita, já há data para a exibição de um filme português de animação que estava perdido e que foi encontrado na Feira da Ladra.

Na Feira da Ladra estava à venda?

Estava à venda. Estava à venda por €25 e foi encontrado o negativo do filme de animação "A Lenda de Mira Gaia". Foi encontrado na Feira da Ladra, em Lisboa. Estava dado como perdido e é considerado um dos primeiros filmes de animação do cinema português. Foi doado à Cinemateca, que o restaurou.

E quando é que vai ser possível ver este filme no cinema?

Olha, vai ser já no dia 27, que é também Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual. Este filme de animação, "A Lenda de Mira Gaia", vai ser exibido juntamente com outros filmes curtos de animação neste dia 27, na Cinemateca, em Lisboa.

Que giro! E é assim que fechamos o Jornal das 10, edição do jornalista Luís Soares. Está de regresso daqui a pouco. Já a seguir temos a história do dia.

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